<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012</id><updated>2012-01-10T12:03:19.402Z</updated><category term='Música'/><category term='Mensagens'/><category term='Comunicação'/><category term='Páscoa'/><category term='História'/><category term='Agenda'/><category term='Natal'/><category term='Programa'/><category term='Timor-Leste'/><category term='Blogue'/><category term='Moçambique'/><category term='Rostos'/><category term='Humor'/><category term='Campanhas'/><category term='Missão'/><category term='Sondagem'/><category term='Recordar IL'/><category term='Igreja'/><category term='Comemorações'/><category term='Quaresma'/><category term='África'/><category term='FEC'/><category term='Rádios'/><category term='Cabo Verde'/><title type='text'>Luso Fonias</title><subtitle type='html'>Um Encontro de Vozes e Culturas</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>283</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-1221596348915841076</id><published>2010-11-22T11:58:00.001Z</published><updated>2010-11-22T12:00:29.346Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>A comunicação ao serviço do desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/TOpbK7sjyyI/AAAAAAAABAQ/P3TG90YQxSQ/s1600/GeraldinhoVieira_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/TOpbK7sjyyI/AAAAAAAABAQ/P3TG90YQxSQ/s400/GeraldinhoVieira_LusoFonias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542342534814223138" /&gt;&lt;/a&gt;




















&lt;div align="justify"&gt;Os meios de comunicação são poderosas ferramentas que podem ser usadas em favor de causas sociais. Através da rádio e da televisão podemos chamar a atenção para o problema da pobreza, para a necessidade de prevenir as doenças graves, para o apoio a dar aos mais fracos da sociedade, e estes meios têm a capacidade de ampliar a mensagem e levá-la a milhares de famílias. A comunicação é também veículo das soluções – podemos divulgar o exemplo de pessoas e instituições que dão respostas inovadoras, convocar para campanhas de saúde ou de angariação de fundos, e para a mobilização social que pressione os políticos a tomar medidas mais justas.
Para falar sobre a importância da comunicação, o Luso Fonias conta com a participação de Geraldinho Vieira, jornalista brasileiro e vice-presidente da Agência de Notícias dos Direitos da Infância. 







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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
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«A televisão entrou nas nossas casas e mudou as nossas vidas. Em muitos casos é ela quem define os nossos horários. Traz notícias boas e más, forma e deforma, apela à vivência da fraternidade ou incentiva ao ódio. É um meio poderosíssimo capaz do melhor e do pior. Por isso, há que conhecê-la e respeitá-la. Há que saber utiliza-la. Há que boicotar o que ela traz de desumano e imoral.
Celebrar o Dia Mundial da Televisão é um exercício de responsabilidade e de cidadania.
Sabemos que hoje a televisão é quem fabrica as figuras públicas, a ponto de só existir quem passa por elas...mas a televisão assenta no passageiro, no superficial.
Sabemos que a televisão vive dos dinheiros públicos ou da publicidade. Quando um governo paga, regra geral, instrumentaliza-a e controla-a. Quando a publicidade paga, as empresas exigem audiência e esta só é alta quando as pessoas vêem os programas. Como consequência, as grelhas apostam em programas de fraca qualidade onde se exploram os instintos mais baixos da condição humana e onde o lado formativo e ético quase nunca tem lugar cativo no ecran.
Não sou pessimista em relação ao poder e impacto das televisões na vida dos cidadãos. Acho que elas podem ajudar muito, informando, formando e divertindo. Também podem ser excelentes instrumentos ao serviço de uma cidadania responsável. E é por aí que temos que ir. Devemos não pactuar com uma programação de baixa qualidade. Devemos ajudar a criar condições para que os valores humanos e fraternos tenham direito de cidadania nas televisões. O mundo não pode desperdiçar o potencial destes meios de comunicação social. Estes têm de estar ao serviço da construção de sociedades justas e plurais. Trabalhemos por isso que o mundo vai ficar melhor.».



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&lt;div align="justify"&gt;Com o final da guerra civil em 2002, Angola arrancou para um novo ciclo marcado por um forte crescimento económico, sustentado principalmente pelo aumento das receitas associadas ao petróleo, a reconstrução de infra-estruturas produtiva e o realojamento de cerca de 4 milhões de deslocados internos.
Na semana em que Angola comemorou 35 anos de independência, contamos com a presença de Carlos Pacatolo, responsável pela Área Social da Administração Regional do Lobito. 







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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
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«Angola celebrou neste 11 de Novembro os 35 anos da sua Independência. Não há dia nenhum em que Angola não esteja no meu coração e minha boca. Vivi lá seis anos e nunca mais de lá saí. Acompanho o que se lá vai passando. Tenho ido lá nos últimos anos, o que me permitiu acompanhar o desenvolvimento do pais após o cessar fogo de 2002. Angola é, de facto, um país em obras. Basta chegar a Luanda para o perceber. E se tivermos a oportunidade de fazer uma viagem que ligue duas capitais de Província vemos logo que tudo mexe. Mas também salta aos olhos que há injustiças gritantes entre quem tem tudo e quem não tem nada, entre os centros das cidades e as paupérrimas periferias, entre o litoral desenvolvido e o interior abandonado.
A celebração da independência, a 11 de Novembro, é sempre um excelente pretexto para se avaliar o caminho feito e o muito que há por fazer em ordem á construção de um país reconciliado, desenvolvido, justo e solidário.
O P. António Moreira viveu 50 anos em Angola, desde o tempo colonial, passando por toda a guerra civil e mantendo-se até agora por terras do Kuito. Em artigo a publicar brevemente, este grande missionário fala de um Kuito desenvolvido em contraste com um interior abandonado.
E vai mais longe e mais fundo na sua avaliação da situação em que vive o povo angolano: ‘Falta o mais importante: a reconstrução espiritual e psicológica. Houve, em tempos passados, uma montagem para a guerra. Assistimos a acções, palavras, atitudes, retaliações, mau uso dos meios de comunicação social que podiam levar ao ódio, à vingança, à guerra. Agora há que desfazer esta montagem de ódio e, pouco a pouco, reconstruir uma cadeia com elos de justiça, reconciliação, perdão, tolerância, amor e paz. A Igreja precisa de estruturas físicas para realizar a sua Missão, mas é no campo da reconstrução psicológica e espiritual que ela deve exercer a sua acção. É neste campo que ela tem de se lançar com todo o entusiasmo’.
Parabéns, Angola».



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&lt;div align="justify"&gt;A 4 de Novembro de 2008, Barack Obama tornou-se o primeiro presidente americano de origem africana. Com o slogan “Yes, we can” – “Sim, podemos”, Obama foi fonte de esperança para muitos americanos e não só. Em contraste com a política de Bush, seu antecessor, promoteu a retirada do Iraque e do Afeganistão, o encerramento da prisão de Guantánamo e o reforço da protecção social pelo Estado americano. No entanto, algumas destas promessas estão ainda por cumprir e Obama viu a sua popularidade posta em causa esta semana, quando o Partido Republicano, seu opositor, obteve a maioria na Câmara dos Representantes.
Para fazer o balanço da primeira metade do mandato de Barack Obama, o Luso Fonias conta com a participação de Armando Marques Guedes, professor da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. 







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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
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«Foi há dois anos. Barack Obama foi eleito Presidente dos Estados Unidos e o mundo viu a história a mudar. Pela primeira vez, a América seria governada por um cidadão de origem africana. Esperava-se que esta grande potência mudasse a sua postura em relação ao resto do mundo. Habituamo-nos a ver um país arrogante e autoritário, gerindo interesses, esmagando potenciais adversários. As entradas á força no Afeganistão e no Iraque deixaram má imagem na governação americana e criaram inimigos de estimação um pouco por todo o mundo, sobretudo nos espaços de influência árabe.
Já passaram dois anos e pouco se vê de mudança de atitude. Muitas promessas, poucos compromissos. O mundo afogado nesta crise profunda que esmaga os mais pobres, precisava de ver os grandes países a dar uma mão, a tomar medidas sérias de combate á exploração dos mais pequenos e dos mais pobres. Mas pouco ou nada se vê.
As relações internacionais continuam a ser comandadas por interesses e não pelo respeito que as pessoas merecem. Isso é triste, é degradante, é desumano...e os países grandes têm muitas culpas no cartório.
Nova Iorque acolheu a Cimeira de Avaliação dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio. Esperava-se que, nos últimos dez anos, os países mais ricos dessem 0,7% do PIB para apoiar o desenvolvimento dos países mais pobres. E não deram. Nem os Estados Unidos cumpriram esta promessa. Com esta atitude de desprezo dos mais pobres, o mundo não será nunca um espaço de justiça e fraternidade. E sabemos que muitos dos focos de violência e guerra nascem das injustiças gritantes de que as populações são vítimas. O Médio oriente é, neste momento, a parte do mundo onde há mais interesses em jogo e mais injustiça na distribuição das riquezas, sobretudo dos lucros provenientes da exploração do petróleo.
Sim, nós podemos mudar o mundo. Mas, para tal, a justiça e a solidariedade não podem estar fora das agendas dos políticos. Pelo contrário, têm de ser gravadas nos seus corações».



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&lt;div align="justify"&gt;Desde 2007 que se fala na crise, que teve início nos Estados Unidos e rapidamente se espalhou à Europa. Da redução de actividade no sector imobiliário ao aumento do desemprego, várias foram as consequências deste fenómeno, ao qual os Governos tentam responder com cortes orçamentais e aumento de impostos. Mas esta fase pior da economia pode ser também um desafio a pensarmos novos padrões de consumo que não passem pelo endividamento excessivo.
Para nos explicar os contornos da crise actual, o Luso Fonias conta com a participação de Carlos Almeida Andrade, economista-chefe do Banco Espírito Santo. 







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«Crise é uma espécie de palavra mágica, usada sempre que a vida não corre bem. É uma palavra que está na moda, ocupando largos espaços nos discursos dos políticos e nas bocas da comunicação social. Foi a 24 de Outubro de 2008 que o mundo inteiro viveu um pesadelo: a ‘sexta feira negra’, que marcou o início da Crise do Crédito, considerada pelos especialistas como a maior crise económica mundial desde a grande depressão do início do século XX. Dai para cá, nunca mais a economia do mundo se ergueu e os terríveis efeitos desta crise estão a vitimar sobretudo os mais pobres.
Mas nem todos estão de braços cruzados. Recordo, por exemplo, que o Cardeal Patriarca de Lisboa, a 17 de Abril de 2009 convocou mais de duas centenas de sacerdotes e leigos das Instituições de Caridade, para lançar o Projecto ‘A Igreja Solidária’, que visava encontrar respostas concretas para a crise, potenciando todas as instituições da Igreja para que ninguém passasse sem as condições mínimas necessárias a uma vida digna. Este Projecto desenvolver-se-ia em três fases: 1ª fase: procurar que a ninguém falte o “pão para a boca”; 2ª fase: ajudar a criar postos de trabalho e “ocupação” para desempregados; 3ª fase: criar uma rede de equipamentos para pessoas idosas. D. José Policarpo, na conclusão da reunião, disse aos presentes que uma coisa a Igreja pode fazer bem feita: acolher as pessoas.
O Simpósio ‘Reinventar a Solidariedade’, que juntou mais de mil pessoas na FIL, em Lisboa, a 15 de Maio de 2009, foi o pretexto para uma reflexão e partilha sobre as raízes da situação em que vivia Portugal (e o mundo) e a procura de caminhos novos que voltem a ‘inventar’ a solidariedade.
Na hora de concluir, disse-se: A lógica de uma civilização do ‘ter’ tem de ceder o lugar a uma civilização do ‘ser’. Há que construir um novo modelo civilizacional onde a lógica não seja a da abundância, com os pobres a comer as migalhas que caem da mesa dos ricos.
A actual crise é política, civilizacional, ética, moral e espiritual. Por isso, a solução não é económica. Há que, como disse o Cardeal Maradiaga, combater uma forma de estar no mundo onde a ganância coloca à margem da história muitas pessoas e está a produzir a exclusão.

Um ano e meio depois, olhamos para o mundo e vemos que a crise se agudiza. É, por isso, urgente atacar as suas causas, para construirmos uma sociedade onde nos apeteça viver».



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&lt;div align="justify"&gt;Ao constatar que havia um grande potencial de participação dos jovens nas suas comunidades que não estava a ser utilizado, a organização não governamental Tese lançou este ano o projecto Do Something, que procura juntar as necessidades de várias instituições à disponibilidade dos jovens para ajudarem na sua comunidade. Com base numa página de internet, este projecto tem motivado muitos jovens a tornarem-se cidadãos mais activos através do voluntariado.
Para nos explicar em que consiste o projecto Do Something, o Luso Fonias conta com a participação de Virgílio Varela, Coordenador do projecto. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Trata-se, a meu ver, da Revolução mais silenciosa que se opera na Igreja em Portugal nos últimos 20 anos. Refiro-me ao Voluntariado Missionário. Foi em 1988 que um grupo de Jovens Sem Fronteiras foi enviado ao interior da Guiné-Bissau para cavar os alicerces da Escola Sem Fronteiras de Caio – Tubebe, no meio da etnia manjaca. Foi uma experiência de interacção com as populações com quem partilharam dias felizes e iniciaram uma relação missionária que se mantém ainda hoje, aprofundada com a construção posterior das Missões dos Espiritanos e das Espiritanas e com a ampliação da Escola. Foi nesse mesmo ano de 1988 que o primeiro grupo de Leigos para o Desenvolvimento montaram a sua tenda em terras de S. Tomé e Príncipe para nunca mais de lá saírem. E depois partiram para Moçambique, para Timor, para Angola.
Acho que o Voluntariado Missionário é uma revolução na missão da Igreja por diversas razões. A primeira é porque se dá um legítimo protagonismo aos leigos que também têm o direito (e o dever) de partir para aquelas que foram chamadas as ‘linhas da frente da Missão’, outrora um exclusivo para membros consagrados de Institutos Missionários; o voluntariado missionário está a fazer uma revolução na Igreja porque envolve maias as famílias, as sociedades e as comunidades paroquiais. Quando partia o padre ou a Irmã, quase só o Instituto e os familiares directos davam por isso. Hoje, com a partida de leigos, as famílias sentem-se envolvidas, umas apoiam e outras colocam dificuldades, mas o certo é que ninguém fica indiferente. E – talvez o mais significativo – na hora do regresso, a partilha do testemunho e o envolvimento de familiares e amigos em projectos, faz com que a missão fique mais próxima das pessoas. O anúncio deste Evangelho libertador de todas as formas de opressão ganha um impacto mais forte quando os leigos se envolvem de alma e coração e levam para a missão o que sabem fazer e a fé que lhes vai no coração.
O Voluntariado Missionário é, na actualidade, um dos rostos mais visíveis da intervenção criativa da Igreja na evangelização, sobretudo com a participação dos jovens. Hoje há cerca de 40 instituições que preparam, enviam e acolhem no regresso Leigos (jovens e menos jovens) que partem em Missão. A Fundação Evangelização e Culturas revelou que, este verão, partiram 360 Leigos para a Missão lá fora. E foram muitos mais os que fizeram Missão cá dentro.
Há uma nova onda missionária que não rebenta com a antiga, mas ajuda a aumentar o dinamismo no mar da Missão hoje».



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Com base na Doutrina Social da Igreja, que incita à participação na transformação do mundo, a Fundação Evangelização e Culturas criou em 2009 a Rede Fé e Desenvolvimento. Esta Rede tem trabalhado com várias dioceses e movimentos da Igreja Católica, promovendo uma reflexão sobre os temas do Desenvolvimento e mobilizando esses grupos para serem mais activos na discussão de problemas globais, como o cumprimento dos Objectivos do Milénio ou as alterações climáticas. 
Para nos explicar em que consiste a Rede Fé e Desenvolvimento, o Luso Fonias conta com a participação de Margarida Alvim, Coordenadora da Rede. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«A Rede Fé e Desenvolvimento nasceu para ajudar a Igreja e a sociedade a perceber a importância dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM) em que os Governos sem comprometem a reduzir a pobreza do mundo para metade até 2015. Trata-se de um projecto apoiado pela Campanha do Milénio das Nações Unidas, que pretende sensibilizar e mobilizar a Igreja Católica para as questões do desenvolvimento, actuando no mundo e em diálogo com as outras confissões religiosas e restante sociedade civil. Uma das últimas iniciativas foi a de acompanhar por dentro a Cimeira da ONU para a avaliação dos ODM, que se realizou em Nova Iorque a 27 e 28 de Setembro.
A Margarida Alvim, que coordena esta Rede criada no âmbito da Fundação Evangelização e Culturas, aceitou esta missão como um desafio, como explicou: ‘este trabalho contribui, mais uma vez, muito para o meu próprio desenvolvimento, como cidadã e como crente. Só tenho a agradecer a Deus e à FEC esta oportunidade. A Rede Fé e Desenvolvimento transporta-me para o Mundo’.
Trabalhar em Rede é hoje um imperativo. Ninguém faz nada sozinho e os problemas do mundo têm tal dimensão que só unindo esforços e corações se podem tentar resolver. Por isso, a Margarida Alvim acredita que a missão da Rede Fé e Desenvolvimento lança desafios à Igreja: ‘Ela deve ter uma voz mais activa e forte no exercício da sua cidadania. Porque tem autoridade para o fazer, porque faz parte da sua Missão e porque como crentes, temos a obrigação acrescida de intervir na construção de uma sociedade mais justa, e isso passa pelo acompanhamento das políticas, pela acção, pela sensibilização, pelo desmascarar injustiças, pelo fazer pontes’.
Percebemos, pelos resultados da Cimeira, que a Pobreza ainda está para durar e o objectivo de acabar com metade até 2015 será mais miragem que concretização. Mas não é tempo de cruzar os braços porque o grito dos pobres continua a ecoar bem alto e bem fundo nos nossos ouvidos de pessoas marados com o carimbo do Evangelho que nos obriga a partir ao encontro dos mais pobres».



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Há vários anos que se estabeleceram laços de cooperação e partilha de recursos e experiências entre municípios de Portugal e dos países lusófonos. Desta cooperação nasceram vários projectos de construção de infra-estruturas, apoio à educação e à saúde, ou formação de técnicos municipais. É também uma forma de integração das populações imigrantes presentes em Portugal, que assim estreitam laços com os seus países de origem e vêm a sua cultura valorizada.
Para nos falar sobre a cooperação estabelecida entre municípios de Portugal e dos países africanos de língua portuguesa, o Luso Fonias conta com a participação da Vereadora Corália Loureiro, da Câmara Municipal do Seixal, que comemora 20 anos de cooperação com o município caboverdiano da Boa Vista. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Criar laços, construir pontes... são sempre objectivos em que vale a pena apostar. Isso pode dar-se entre todos os países (ONU), entre alguns países (União Europeia, União Africana...), entre Dioceses (por exemplo, entre Leiria-Fátima e Sumbe (Angola), entre Paróquias e entre Municípios. É sobretudo destes laços que gostaria de reflectir hoje.
Há diversas câmaras municipais de Portugal que estão geminadas com Municípios de outros países do espaço lusófono. Une-as as afinidades entre povos que falam a mesma língua e partilham história e cultura. Estas afinidades são decisivas para que outros projectos de parceria possam ser pensados e implementados.
Não há dois municípios iguais, pelo que as geminações têm todas a marca da originalidade que caracteriza cada terra e cada povo. Algumas vezes, um dos Municípios está a passar por um período mais complicado da sua história e a geminação pode ajudar a resolver problemas, seja no âmbito da saúde, da educação ou de âmbito social. Outras vezes, a geminação é pretexto para intercâmbio de pessoas que aproveitam a oportunidade para partilhar culturas e experiências diversificadas que a todos enriquecem. Não se podem perder oportunidades de aproximar povos e culturas, dando uma pequena contribuição para que expressões como ‘fraternidade universal’ não apareçam só em dicionários e enciclopédias.
Se todos os lusófonos fizessem mais esforço em gerar sintonias com quantos partilham a língua, parte da história e da cultura, ganharíamos um estatuto diferente à escala do mundo. Somos muitos milhões, mas precisamos de ser mais irmãos. Que o projecto Enlaces, que quer promover mais cidadania e desenvolvimento, mais partilha e encontro dentro do espaço lusófono, seja mais conhecido e mais vivido. Toda a lusofonia, todos os lusófonos vamos ficar mais ricos».



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Ensinar é sempre um desafio. A responsabilidade de transmitir saberes e conhecimentos é desde há muitos séculos uma preocupação da humanidade. Existe todo um património que se deseja perpetuar mas existe também a necessidade de investigar novos saberes e descobrir novas matérias. Desde modo, o ensino é sempre uma janela aberta para novas oportunidades. Para nos falar sobre esta arte de ensinar no contexto mais geral da cooperação e do desenvolvimento, o Luso Fonias conta com a participação do Presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, o Professor Manuel Correia. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Tempos houve em que ser professor era algo que trazia muito prestígio. Lembrava o meu avô que, no tempo da sua infância, a terra tinha três pessoas importantes: o padre, o professor e o doutor. Os tempos mudaram muito de então para cá e ser professor hoje traz mais chatices que louros. Dos tempos em que a disciplina numa sala de aulas era sagrada e a obediência aos professores era intocável, chagamos a uma época em que crianças e jovens quase não obedecem a ninguém e alguns pais até vão questionar os professores quando estes quiserem impor alguma disciplina aos seus filhos. Isto para já não falar de alunos que exercem violência física sobre professores....
Mas no Dia Internacional do Professor não queria falar muito dos dramas que hoje se vive na escola. É bom olhar para o lado mais positivo e para o papel fundamental que a escola continua a exercer na sociedade.
Há que investir ainda mais na formação dos professores que os leve a sentir-se em casa quando estão diante dos seus alunos. Bem formados, motivados, vocacionados para leccionar, os professores conseguirão melhor atrair a atenção dos mais jovens e fazer caminhada pedagógica com eles.
Há um dado relativamente novo no panorama europeu do ensino superior que gostava de referir hoje: o programa Erasmus. Assim, durante o curso superior, há milhares de jovens europeus que deixam a sua universidade e o seu país e fazem um ano lectivo numa outra universidade e noutro país, com outros colegas e noutro contexto cultural. Há quem aproveite bem esta oportunidade para rasgar novos horizontes, conhecer novas pessoas e culturas, agarrar novos mercados de trabalho.
A Educação tem de mudar: nos alunos e nos professores. Há que construir uma mentalidade académica baseada na convicção de que a Escola é decisiva para o futuro das pessoas e dos povos. Quando percebermos isto, tudo o resto se resolverá. Há que dignificar a Escola, em nome de uma educação humana integral».



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;O turismo é um sector essencial para o desenvolvimento dos países, porque gera rendimento económico e permite o intercâmbio cultural entre visitantes e visitados. Todos os países lusófonos têm para oferecer belas paisagens naturais e praias com potencial turístico, mas será que todos estão bem preparados para receber turistas? Para debater os desafios do turismo nos países lusófonos, no Luso Fonias vamos estar à conversa com a Professora Brígida Brito, do Centro de Estudos Africanos do ISCTE.
  







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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
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«Conhecer deve ser sempre um grande objectivo para qualquer pessoa. Devemos criar condições para aumentar o nosso conhecimento sobre o mundo e as pessoas que nele habitam. Vem isto a propósito da comemoração, a 25 de Setembro, do Dia Mundial do Turismo. Quem tem dinheiro aproveita as suas férias para partir rumo a terras que não conhecem a fim de encontrar povos, monumentos e paisagens que encham os olhos e, sobretudo, o coração.
Ainda há dias me sentei para ouvir uma amiga contar como foram as suas férias na Tunísia. Um grupo de jovens decidiu programar por conta própria as suas férias e ir, Tunísia dentro, ao encontro de povoações e pessoas que as agências de viagem nunca ajudariam a encontrar. A conversa recaiu sobre a pobreza de muitas pessoas mas, ao mesmo tempo, sobre a alegria genuína, o sentido de festa e de acolhimento que o grupo viveu e sentiu por onde passou. Conto este episódio como poderia contar muitos outros, a provar que o encontro de povos e culturas poderá ser sempre um enriquecimento mútuo.
Mas falar de Turismo obriga a referir o fosso abissal entre ricos e pobres, entre os que podem ter férias e conhecer novos mundos e os que nunca saberão o que a palavra ‘turismo’ quer dizer. De qualquer forma, é muito importante estimular o que de mais lindo o conceito ‘turismo’ traz dentro de si: a possibilidade de entrar noutros mundos e noutros corações e isso não exige dinheiro: requer apenas disponibilidade interior para escutar e partilhar.
Os tempos de crise que vivemos obrigam a cortes orçamentais no que não é essencial e, neste aspecto, o turismo sofre. A criatividade é, por isso, chamada ao palco, e é impressionante ver as ginásticas orçamentais que algumas pessoas fazem para, mesmo gastando pouco, poderem fazer esta experiência de entrada noutras terras, noutros mundos, no coração de outras gentes. Há que fazer tudo por tudo para que o mundo seja a casa de todos e em todos os lugares do mundo as pessoas se sintam em casa».



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Esta é uma doença que afecta milhões de pessoas em todo o mundo. Estudos recentes alertam para o facto de que na nossa sociedade cada vez mais envelhecida, este número aumentará ainda mais nos próximos anos. O doente com Alzheimer vai progressivamente perdendo as suas faculdades, tornando-se cada vez mais dependente de outros. 
A interacção com os doentes, os possíveis tratamentos, as causas e efeitos da doença são alguns dos temas do Luso Fonias que conta com a participação do Dr. António Oliveira Costa da Associação Alzheimer Portugal. 







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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
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«A medicina está muito avançada na detecção das doenças e no combate contra muitas das enfermidades que atacam as pessoas hoje. Isto é óptimo, sinal de que a inteligência que Deus nos deu está a ser posta ao serviço do bem. Mas, como todas as medalhas, esta tem um reverso. Muitas pessoas vivem muitos mais anos do que viveriam antigamente, graças aos avanços da medicina e, por isso, também muitas delas mostram mais e por mais tempo os limites da nossa condição humana. Um dos sinais mais dolorosos dos tempos que correm é a doença de Alzheimer que faz com que algumas pessoas mais idosas percam qualidades de memória e inteligência, ficando, pouco a pouco, muito dependentes a todos os níveis. A situação torna-se dolorosa pois percebemos que pessoas muito queridas, simpáticas e activas ficam baralhadas, desajustadas do mundo e a precisar de cuidados 24 horas por dia. Sendo pessoas importantes para nós, a fragilidade que demonstram causa um enorme sofrimento.
Diante de doentes com Alzheimer, as famílias tomam diferentes decisões: tentam encontrar uma instituição que os receba e acompanhe até á morte, processo lento e de progressiva perda de qualidade de relação e de autonomia; outros fazem um esforço enorme para criar condições de manter essa pessoa querida no círculo da família, até à morte. Todas as decisões que levem familiares a passar o fim dos seus dias fora do contexto onde viveram são dolorosas. E ainda bem, pois é sinal de que os nossos familiares valem muito e a nossa relação afectiva é intensa. Mas, na hora das grandes decisões, às vezes, pesa mais o factor económico do que o afectivo; outras vezes, a decisão olha mais à libertação de um peso do que ao assumir a debilidade humana como algo de natural à nossa vida, situação pela qual quase todos iremos passar.
Neste Dia Mundial dos doentes com Alzheimer façamos um esforço para olhar para eles como pessoas que viveram connosco e para nós e que, no fim da vida, têm uma doença que exige paciência, carinho e acompanhamento da nossa parte. As pessoas valem pelo que são e não pela saúde que têm. Que o amor não nos falte quando mais urgente é a sua presença. Com amor, seremos todos mais humanos».



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&lt;div align="justify"&gt;Nove anos após o atentado de 11 de Setembro em Nova Iorque, o Luso Fonias procura compreender melhor o impacto deste acontecimento no xadrez das relações internacionais. As alianças entre Estados no combate ao terrorismo e as medidas de segurança impostas para fazer face a um inimigo que pode aparecer quando menos se espera vão ser tema de conversa naquela que é a edição número 200 do Luso Fonias.
Para nos falar sobre o terrorismo no quadro das relações internacionais, o Luso Fonias conta com o Prof. Carlos Gaspar, director do Instituto Português de Relações Internacionais. 







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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
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«11 de Setembro fica para a história da humanidade como um dia de tragédia e de reflexão sobre a forma como as pessoas se relacionam e se respeitam…ou não. A destruição das Torres Gémeas de Nova Iorque representa uma destruição muito maior: a da confiança nas pessoas e nas instituições, a da segurança que o mundo percebeu que não existe mais.
O mundo depois deste dia mudou muito. Sentimos isso quando viajamos de avião e nos investigam até à sola dos sapatos. Percebemos que os níveis de confiança estão em baixo. Compreendemos que estamos sempre sob suspeita de sermos um terrorista qualquer que chega armadilhado e manda tudo pelo ar.
Atribuiu-se o atentado de Nova Iorque ao fundamentalismo islâmico e o mundo abriu guerra aberta a todos os fundamentalismos religiosos. Se calhar, a identificação do problema não foi bem feita. Há que ver as razões profundas dos terrorismos. A forma como o mundo se organiza, como os mais ricos arrasam a dignidade dos mais pobres poderá explicar melhor o aparecimento de grupos que, não tendo nada a perder, atacam os que têm tudo a ganhar.
Combater o terrorismo implica um investimento grande no combate à pobreza e na defesa dos direitos humanos. Não faz sentido que o mundo continue a dividir-se entre os que têm mais barriga que jantar e os que têm mais jantar do que barriga, ou seja, entre ricos esbanjadores e pobres sem acesso aos bens essenciais.O diálogo com grupos terroristas é quase impossível. Pena foi que se tivessem reunido condições para que eles aparecessem. Agora já é tarde demais para fazer o que quer que seja. Mas o futuro estás todo em aberto: há que criar mecanismos de justiça social à escala do planeta que não dêem lugar a fanatismos e fundamentalismos. Assim o mundo poderá ser um espaço de fraternidade. Todos vamos ganhar com isso».



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&lt;div align="justify"&gt;Nos dias de hoje, a internet assume um papel cada vez mais importante na comunicação entre as pessoas. Não é apenas uma ferramenta de pesquisa de informação mas é cada vez mais um espaço de encontro entre as pessoas, sobretudo através da crescimento exponencial das redes sociais. Hoje é possível encontrarmos na net, como vulgarmente é conhecida, informações de amigos ou até mesmo familiares com quem já não estamos há muito tempo. Criam-se também redes de partilha e de troca de experiência em torno dos meus assuntos ou interesses. Podemos assim afirmar que no mundo contemporâneo este é cada vez mais um espaço de socialização.
Para nos falar melhor sobre as redes sociais, o Luso Fonias conta com o testemunho de Tiago Forjaz, um dos fundadores da Star Tracker, a rede social que procura reunir os talentos portugueses. 







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«Até há poucos anos, o mundo dividia-se em ricos e pobres, tendo como critério de catalogação os dinheiros, as terras e outros haveres que as pessoas, instituições e países tinham como sua propriedade. Hoje, na era da informática, há novos poderes e novas riquezas em jogo. Há quem já divida o mundo em info-ricos e info-pobres, ou seja, entre os que têm acesso às novas tecnologias da comunicação e os que dela estão privados. São novas riquezas e novas pobrezas que estão agora em jogo.
Nos países mais ricos e nas áreas ricas dos países mais pobres, meio mundo já acede hoje à internet, abrindo portas e janelas ao mundo. Por ela, temos acesso a uma infinidade de sites, por onde tudo (do melhor e do pior) nos pode chegar. Temos também a possibilidade de criar endereços electrónicos que nos permitem mandar informações e receber informações de todo o mundo, em poucos segundos. Quando nos recordamos dos tempos que eram precisos para enviar ou receber uma carta, de Portugal para Angola ou vice-versa, há uns tempos atrás, percebemos a importância da descoberta que constituem os endereços electrónicos.
Mais recentemente, chegaram as redes sociais. O facebook e o twitter são hoje meios privilegiados para dar a conhecer informações, partilhar fotos, mobilizar para acontecimentos, convidar para envolvimento em grandes causas. Quando correctamente utilizadas, estas redes sociais põem fazer grandes milagres, resolver grandes problemas, encontrar pessoas perdidas há anos. Mas também pode ajudar a criar redes de bandidos, enganar crianças e adolescentes fazendo-os vítimas de pedofilia, ludibriar jovens e menos jovens, aliciando-os para falsos empregos que os conduzem à escravatura laboral ou sexual, propor negócios que levam a enormes burlas...enfim, o melhor e o pior passam pela internet, pelo que é importante uma séria formação para uma utilização correcta e proveitosa destas tecnologias da comunicação.
Por opção consciente, falei sempre da internet como oportunidade e como perigo. É mesmo assim. Os meios de comunicação social são isso mesmo: meios, máquinas. São um potencial enorme, mas os resultados dependem da forma como são utilizados. Eles sem são bons nem são maus. Boas e más são as pessoas que os vão utilizar. Coloquêmo-los ao serviço das pessoas e o mundo vai ser melhor»



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&lt;div align="justify"&gt;Na semana em que passam 71 anos sobre o início da Segunda Guerra Mundial, o conflito mais sangrento da História, vamos ter a experiência de um jornalista que tem investigado a história recente do mundo lusófono, em particular a guerra colonial e os movimentos de independência dos países africanos de língua portuguesa.
Para nos falar sobre a sua experiência de jornalismo de investigação, o Luso Fonias conta com a presença de José Pedro Castanheira. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Sempre que falo de guerra eu fico mal disposto. Para mim, ela nunca fará qualquer sentido e constitui sempre uma violação frontal dos direitos humanos. Inventem lá as teorias que quiserem, mas quem viveu intensamente uma guerra, sabe que ela não só não resolve os problemas como ainda os agrava. E mais: nas guerras, as grandes vítimas são sempre as pessoas que nada têm a ver com o assunto. Os senhores que as promovem ficam a beber os seus wiskies sossegados nos seus palácios, enquanto os militares, forçados a combater, se transformam em carne de canhão, nas linhas da frente dos combates. E pior que isso: as populações civis são mortas, deslocadas, violadas, privadas das suas casas, dos seus campos, dos seus empregos, maltratadas e perseguidas. As crianças ficam sem escola, os doentes sem hospitais... um mar de tragédias que, só quem não viveu uma guerra do lado das vítimas, pode apoiar.
Mas a verdade é que, se em teoria todos dizem que a guerra é terrível, na prática é a ela que os governos e oposições armadas recorrem para resolver os problemas, sacrificando as populações indefesas, arrastando os países para a bancarrota económica, gerando dívidas que as gerações posteriores terão dificuldades em pagar.
Sofri na carne a crueldade e a barbaridade da grande batalha que arrasou o Huambo em 1993. Muito do que vivi nunca contarei a ninguém, mas há dramas indescritíveis que são provocados pelos senhores das guerras e que mostram que o sentido humano das decisões e atitudes está muitas vezes ausente do coração de certas pessoas.
A II Grande Guerra Mundial começou a 1 de Setembro de 1939. No fim, criou-se a ONU para que a barbaridade da guerra não voltasse a fazer das suas. Mas a memória continuou curta e o recurso á guerra manteve-se até hoje. Milhões de pessoas, nos últimos anos, foram mortas, feridas, refugiadas, espoliadas de todos os seus bens, separadas das suas famílias, privadas de um futuro com dignidade. Vamos pedir contas a quem deste barbaridade que está instituída e, por isso, aceite como um caminho de solução quando os problemas são grandes ou quando as ganâncias de ter e de poder são desmedidas?
O mundo, e quem nele tem poder de decisão, deve pôr a mão na consciência e perguntar porque é que ainda não se encontraram alternativas à guerra? Talvez as grandes empresas que fabricam armas e exercem influência sobre os governos tenham uma palavra a dizer-nos.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Os muros das prisões delimitam um mundo que nos é muitas vezes estranho e desconhecido. Sabemos que aqueles que ocupam estes espaços estão a cumprir penas resultantes de crimes cometidos. Mas as prisões não são apenas espaços de condenação. São também lugares de reflexão e transformação da vida e de promoção da dignidade humana.
Para nos falar melhor do mundo prisional e do trabalho que é feito com os presos, o Luso Fonias conta com o testemunho do Pe. Tiago Neto, capelão prisional. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«A prisão é uma instituição que não devia existir. Só por isso, já é má. Não devia existir, antes de mais, porque as pessoas deviam ser boas e nada fazer que justificasse o seu afastamento da sociedade que as viram crescer. Não deviam existir porque as sociedades onde se cometem crimes e ilegalidades deviam ter outros mecanismos para ajudar as pessoas a resolver problemas criados por atitudes negativas. Mas foi este o caminho que, ao longo da história, os diferentes governos escolheram para sancionar quem erra gravemente e, teoricamente, ajudar a recupera-los para uma vida mais de acordo com as leis. Digo ‘teoricamente’, porque a prática vais desmentindo esta finalidade dos estabelecimentos prisionais.
Tenho entrado em alguns centros de reclusão por questões pastorais. Em geral, o meu contacto com os reclusos é muito limitado, por imposições legais de segurança. Vou, sou todo revistado á entrada, ando sempre acompanhado de guardas, celebro as Eucaristias e pouco mais é permitido ali fazer. Há dias, tive a oportunidade de visitar uma prisão e contactar alguns dos reclusos numa conferência seguida de debate, aberta apenas a alguns dos detidos nesse estabelecimento prisional. Foi muito interessante o debate que mostrou as preocupações destes jovens e menos jovens que, numa curva da vida, foram parar atrás das grades. Lia-se nas entrelinhas das suas intervenções a vontade de reabilitar as suas vidas e as suas dolorosas histórias pessoais. Deu para entender que a sua chegada á prisão foi resultado de muitos dramas vividos, de muita exclusão social experimentada.
Com frequência se diz que a prisão não reabilita, antes refina a maldade, a ponto de muitos que lá estão, cometerem crimes maiores quando um dia são libertados. Reflectir sobre a função social de uma prisão e fazer dela um espaço de reabilitação social e moral é um imperativo para qualquer ministério da justiça. As Igrejas e todas as forças vivas da sociedade civil devem aliar-se na busca de soluções para este problema. Uma sociedade que não resolve bem os seus problemas não pode querer ser segura nem justa, nem humana.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Os jovens caracterizam-se pela sua criatividade e capacidade de abraçar novos projectos e desafios. Facilmente se empenham em causas que permitem transformar este mundo deixando-o um pouco melhor do que aquele que encontraram. Foi este o desafio que Baden-Powell, fundador do Escutismo, deixou aos jovens daquele que é hoje o maior movimento juvenil nacional e um dos maiores em todo o mundo. O Escutismo é uma escola de vida e apresenta às crianças, jovens e adultos uma proposta de formação que pode de facto transformar as suas vidas.
Para nos falar melhor sobre o Escutismo , o Luso Fonias conta com a presença de Pedro Duarte Silva, Secretário Nacional Pedagógico do CNE – Corpo Nacional de Escutas. 







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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Agosto é um mês que potencia muitas intervenções dos jovens em termos de cidadania, solidariedade social e apoio ao desenvolvimento de povos e países mais pobres. Só para focar em voluntariado missionário, indico os números apontados pela Fundação Evangelização e Culturas para este verão: 360 jovens partiram para África e América Latina com o objectivo de fazer uma experiência missionária de intervenção na área do apoio ao desenvolvimento e para interagir com outros jovens e as populações em geral, partindo com a certeza de que vão dar o seu melhor, mas vão regressar mais ricos do que partiram. Levam na bagagem ideias muito criativas e originais de iniciativas que pretendem gerar sintonias e simpatias, dando uma pequenina colaboração na construção de sociedades mais marcadas pelo desenvolvimento, pela justiça e pela paz. São projectos com muita utopia à mistura, mas que vão dando alguns resultados e, sobretudo, vão construindo pontes entre pessoas, grupos e povos.
Se é verdade que muitos dos projectos de voluntariado não conduzem a resultados palpáveis, outros mostram obra feita. Recordo, a título de exemplo, as muitas escolas, centros de saúde, lares, internatos, bibliotecas... que são construídos por Associações e Movimentos juvenis e que constituem um factor importante para o desenvolvimento de muitas comunidades, sobretudo na África.
Ao falar de desenvolvimento, queria fazer uma focagem no lado humano, pois, vulgarmente, associa-se mais à dimensão tecnológica. Estou a terminar uma experiência missionária com jovens no norte de Portugal. Privilegiamos algumas frentes de intervenção: actividades de tempos livres com crianças que não puderam sair das suas aldeias em tempo de férias; encontro e animação de idosos em lares de terceira idade; visitas a um estabelecimento prisional. Não construímos nenhuma casa nem andamos a limpar florestas; não ministramos nenhum curso de informática ou de música. Mas estamos com as pessoas, falamos com elas, ouvimos as suas histórias, rezamos com elas, partilhamos o que somos e o que sabemos...e todos estamos a ficar mais ricos. Os jovens, nas avaliações, vão confessando o quanto estão a crescer em humanidade e cidadania.
Há que investir em todas as frentes que permitem aos jovens crescer e ajudar outros a crescer com eles.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;No coração da Amazónia bem como em muitas outras zonas mais interiores do globo continuam nos dias de hoje a existir inúmeras comunidades indígenas. Muitas vezes ameaçadas pela cultura contemporânea do imediatismo e do facilitismo, estes povos são portadores e zeladores de culturas ancestrais e partilham saberes e tradições que nos interpelam e cativam. Na sua simplicidade de vida encontram a alegria de viver em comunidade e de se relacionarem de forma vital com a natureza.
Para nos falar um pouco sobre estes povos, o Luso Fonias conta com o testemunho do Arcebispo de Manaus e também Vice-Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Luiz Soares Vieira. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
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«Os missionários da Consolata vivem há muitos anos com os povos indígenas ‘Raposa Serra do Sol’. Com eles lutaram anos a fio para garantir do Governo a demarcação das terras indígenas que estavam a ser ocupadas. Ganharam a causa e, a 19 de Abril, dia Nacional do Índio no Brasil, Maturuca, uma aldeia que simboliza 34 anos de luta, foi o local escolhido para festejar a demarcação das terras indígenas da Raposa Serra do Sol. No coração da área indígena, no estado do Roraima, norte do Brasil, faz fronteira com a Venezuela e a Guiana. Ponto alto da celebração foi a visita do presidente Lula da Silva. Animação, alegria, música e actividades culturais encheram seis dias de grande festa – como contam as enviadas especiais da revista Fátima Missionária.
Hoje, a Raposa Serra do Sol é uma terra indígena, com 1,7 milhão de hectares, homologada, demarcada e registada pelo Supremo Tribunal Federal. Constitui uma área contínua, reservada aos povos indígenas.
Muitas pessoas ligadas a esta causa passaram por Maturuca, entre elas vários missionários da Consolata. Actual­mente dois portugueses moram em Maturuca e acompanham a caminhada dos índios: os padres Mário Campos e José Marçal.
A única escola indígena que existe em Maturuca ensina a língua macuxi e portuguesa, para que aquela não caia no esquecimento. A escola é dedicada a José Allamano, fundador dos missionários e missionárias da Consolata. Maturuca foi o local escolhido para o encontro que Lula da Silva manteve com os líderes índios. Esteve presente Jacir José de Souza, chefe dos tuxauas e grande lutador desde o início da demarcação das terras. A ele se deve a fundação do Conselho Indígena de Roraima (CIR), em 1977 – dizem ainda as repórteres idas de Portugal para participar neste evento.
Escolhi este exemplo para evocar a importância do respeito de todos os povos indígenas que, com a sua ligação à terra e á tradição, nos obrigam a poisar bem os pés no chão, a beber nas fontes das nossas origens, a perceber que o futuro está nas raízes. Sem pararmos no tempo, há que perceber que a natureza é mãe, que a comunidade é muito importante, que não nos podemos desligar da nossa história. Nos tempos que correm, a sociedade globalizada perdeu as referências ás raízes, esmagou as culturas locais, destruiu as raízes tradicionais comunitárias e está a pagar preços elevadíssimos por tudo isso.

Sem parar no tempo, respeitemos os povos e as culturas que não querem viver ao ritmo alucinante dos tempos que correm e preservemos os valores da família alargada e da sã convivência com a natureza.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;No início deste mês de Julho, reuniram-se em São Tomé e Príncipe, os Bispos representantes das Conferências Episcopais dos Países Lusófonos. Este é já o nono encontro que este ano teve como tema “A acção da Igreja na luta contra a pobreza nos países lusófonos”.
Para nos falar sobre esta iniciativa, o Luso Fonias de hoje conta com o testemunho do Padre José Maia, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Evangelização e Culturas, entidade promotora deste encontro. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«A tradição já vem de longe e os Bispos que representam os países lusófonos encontraram-se, mais uma vez. A Ilha de S. Tomé foi o local escolhido para receber o evento, de 2 a 9 de Julho, que contou com os representantes máximos das Igrejas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor.
É bom que se saiba que, ainda antes de existir a Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP), já os Bispos lusófonos se reuniam. O objectivo era partilhar experiências de pastoral e formas de intervenção na vida do dia a dia das populações destes países que falam português e estão espalhados pelo mundo inteiro.
Une estas Igrejas uma longa história comum e a língua oficial. E mais: do tempo que houve uma Igreja Mãe (Portugal) e muitas Igrejas filhas (todas as outras) passamos para uma nova era onde temos apenas e só Igrejas Irmãs. E nesta fraternidade carimbada com o selo do Evangelho, os compromissos são os mesmos: tornar o mundo mais fraterno e mais humano, anunciando a Boa Nova de Jesus Cristo, organizando as comunidades e animando-as. Assim, em Macau como em Brasília, testemunhar o Evangelho de Cristo é desafio comum.
Não é fácil medir resultados. Mas, por exemplo, no que diz respeito a uma maior partilha de agentes de pastoral (Padres, irmãs e Leigos), é visível o caminho feito. Também é notável a partilha económica entre Igrejas com mais capacidade financeira e outras com reais dificuldades económicas para formar os seus agentes de pastoral e cumprir a sua missão.
Há gestos que falam alto. Por exemplo, quando o Papa veio a Portugal, todas as Igrejas lusófonas foram convidadas e estiveram representadas. Este e outros sinais visíveis mostram o caminho já realizado e a comunhão que existe no espaço lusófono.
Sem querer forçar resultados palpáveis, faz sentido continuar a construir pontes entre estas Igrejas que rezam em Português e trabalham no espaço lusófono.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Na semana em que comemoramos o Dia dos Avós, vamos falar das relações de afectos que se estabelecem entre avós e netos, da participação dos avós na sua educação e das alterações de comportamentos em relação às famílias do passado. 
Para nos falar dos laços entre avós e netos, o Luso Fonias conta com a participação de Mary Anne Avillez, enfermeira e avó de 8 netos. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Tempos houve em que os avós eram referências obrigatórias em todas as famílias. A sua ternura, a sua sabedoria enraizada ao longo dos anos, a sua história de dedicação á família, colocavam-nos quase no pedestal. Com o andar dos anos, a sociedade mudou, os valores por que se rege também se alteraram e, sobretudo, a dimensão económico ultrapassou completamente a afectiva, sendo o dinheiro bem mais importante que o amor.
Neste novo quadro cultural, a imagem dos avós desceu a pique. Estamos, é claro, a falar da regra geral, embora haja muitas e honrosas excepções. Mas, basta visitar alguns dos lares de terceira idade e algumas das aldeias do interior de Portugal para encontrarmos pessoas idosas que trabalharam e sofreram para educar os filhos e hoje são por eles completamente abandonados.
Nos meses de verão, os Jovens Sem fronteiras fazem missões de dez dias em Portugal. Sempre visitam e animam lares de idosos. E, a partir do 3º ou 4º dia, as pessoas idosas sentem os jovens como netos, dão abraços e beijos com fartura e abrem o livro das suas memórias. Regra geral, são tristes, porque falam dos filhos e netos que passam meses e meses sem aparecer, ocupados como estão nas suas vidas quotidianas, onde os idosos que já não produzem, não encontram espaço nenhum. Ouvi, nestes últimos anos, histórias muito tristes.
Mas também há histórias lindas, dignas de ser escritas. Temos pessoas idosas que se sentem felizes, sempre acompanhados e apoiados pelos seus familiares amigos, nas horas alegres e nas horas tristes. O capital de carinho que os avós acumulam ao longo dos anos merece tudo da parte das novas gerações. Não basta que as autarquias promovam, de tempos a tempos, uns passeios e uns picnics. Há que criar condições para que todos os idosos vivam até ao fim junto daqueles que amam, por quem, afinal de contas, deram tudo o que eram e o que tinham.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;NNuma época em que a maioria das pessoas goza o merecido descanso das férias, há quem use esse tempo para participar em experiências de voluntariado, que tanto enriquecem quem dá e quem recebe. 
Para nos falar sobre a sua experiência de voluntariado nas férias, o Luso Fonias conta com a participação de Hugo Gonçalves, do grupo de voluntariado missionário Tuala Kumoxi. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«O nosso mundo é complicado. Corremos tanto e parece que atingimos tão poucos objectivos. Estamos sempre tão cansados, mas os resultados dos nossos esforços teimam em não aparecer. As preocupações do dia a dia tomam-nos de tal maneira que passamos a vida stressados, sem respirar fundo, sem saborear a felicidade das pequenas ou grandes conquistas do nosso dia a dia, que deveria ser simples, mas não é.
Por isso, o momento do ano mais ansiado por quase todos é o tempo das férias. O ritmo acelerado que imprimimos à vida dá mais sabor ao tempo em que descansamos dos trabalhos habituais e nos podemos dedicar mais à família, á cultura, a viagens e a fazer muitas coisas que é preciso ou de que gostamos, não tendo hipótese de as realizar durante o resto do ano.
O lazer é um direito a que, infelizmente, muitas pessoas não têm acesso. A pobreza é o factor mais importante no ataque a este direito. Quando os meios materiais são insuficientes para ter uma vida digna, as pessoas vêem-se obrigadas a trabalhar sem pausas, para garantir só e apenas o pão de cada dia.
As férias também são, para quem tiver possibilidades para tal, um tempo favorável ao encontro de povos e culturas, de experimentar novos climas, ver novas paisagens, visitar monumentos, provar novas gastronomias, dançar em ritmos diferentes. Claro que estas experiências não estão ao alcance de todas as bolsas mas podem estar no horizonte de todas as pessoas. Conhecer o mundo para além das fronteiras do meu dia a dia é um objectivo por que vale a pena lutar.
O Mundial de Futebol – isto para dar apenas um exemplo recente – levou á África do Sul milhões de pessoas. Foram lá levados pela onda do futebol. Mas, uma vez lá, fizeram uma pequena experiência de África, conheceram novos povos, novas culturas, escutaram o som das vuvuzelas, aprofundaram a história destes povos da África Austral.
Desejo boas férias a quem as tiver. Que sejam aproveitadas para o lazer, mas também para mais encontros com pessoas, com povos, com monumentos. E avanço com um desafio final: que as férias sejam tempo de mais solidariedade, partindo ao encontro de quem está mais só e mais excluído.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Na véspera da final do Campeonato do Mundo de Futebol da África do Sul, os media e a população em geral concentra a sua atenção em torno do futebol. Adeptos de todos os países confraternizam e partilham as emoções do desporto que assim se torna num factor de unidade entre os povos.
Para nos falar sobre a importância do desporto na promoção do desenvolvimento dos povos, o Luso Fonias conta com a participação de Vanda Ramalho, da Associação Nacional de Futebol de Rua. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«O Mundial de Futebol levou os olhos e os corações a passear-se por África. Foi a primeira vez que este continente acolheu uma organização tão complexa como esta que amanhã se conclui com a Final.
O desporto nasceu como demonstração das reais capacidades físicas das pessoas e como espaço de encontro e confraternização entre as pessoas. Com o andar dos tempos e com a entrada, em força, do factor económico, tudo mudou no reino do desporto. Hoje, assustamo-nos todos com os milhões que circulam por aí, desde os contratos aos salários, passando pelo complexo mundo das publicidades.
Os comentadores desportivos deste Mundial, talvez sem medirem o alcance do que diziam, constantemente ligavam o jogador ao valor da sua última transferência ou da sua cláusula de rescisão. Como se de gado em feira se tratasse!
Juntar o negócio ao entretenimento parece ser, no desporto de alta competição, uma missão quase impossível. Pelo menos, para os jogadores, sempre sob a pressão dos números a facturar. Hoje, até aqueles jogos que se chamavam ‘amigáveis’ o deixaram de ser pois todos os jogadores estão vigiados por ‘olheiros’ de outros clubes, sempre à pesca dos melhores jogadores pelos mais baixos preços.
Também impressiona o estatuto de ídolos que os jogadores adquirem quando atingem o patamar das estrelas. Infelizmente (e vimos muitos casos desses no mundial), boa parte dos jogadores ganham muito dinheiro, mas a sua formação humana e o seu comportamento estão uns furos abaixo. E o pior é que eles se tornam referências, a todos os níveis, para as novas gerações!
Com esta passagem por África, espero que o desporto ajude a construir pontes entre povos e culturas e proporcione um verdadeiro encontro de pessoas.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;De acordo com os dados revelados recentemente pela Fundação Evangelização e Culturas, durante este ano de 2010 já partiram ou ainda irão partir 360 voluntários para os diversos países de missão. Movidos pela ousadia e pela coragem de contribuirem para um desenvolvimento global mais justo e fraterno, estes voluntários entregam generosa e gratuitamente um período mais ou menos longo das suas vidas para que outros possam também melhorar as suas condições de vida.
Para nos falar sobre voluntariado missionário, o Luso Fonias conta com a presença da Ana Patrícia Fonseca da Fundação Evangelização e Culturas e da Liliana dos Leigos Missionários Combonianos. 







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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«São muitas e muitos os que estão de malas aviadas e vão partir em Missão. Num tempo acusado de muito egoísmo, é provocador ver tanta gente, sobretudo jovens, querer ir ao encontro de outros povos para falar de Cristo e, de acordo com as suas competências profissionais, dar uma pequena colaboração na construção de um mundo mais humano e mais cristão.
Na hora da publicação das estatísticas, prefiro focar mais a minha reflexão nas orientações que os Bispos Portugueses acabam de dar, em carta Pastoral, sobre o impulso missionário que é urgente dar à Igreja.
Dizem os Bispos que os sinos já não marcam o ritmo da vida das pessoas. É urgente anunciar o Evangelho. É fundamental a opção pelos mais pobres. Portugal é espaço de Missão. A Igreja local é o sujeito primeiro da Missão. Há que apostar mais na pastoral juvenil. Há que trabalhar á imagem do Bom Pastor. A igreja tem de se abrir mais ao Espírito Santo e partir ao encontro dos corações.
Parece óbvio que ninguém ama o que não conhece nem anuncia aquilo que não sabe ou em que não acredita. Os Bispos dizem que o ‘amor excessivo’ de Deus por nós exige-nos uma dedicação radical ao seu anúncio. Nos tempos que correm, não bastam discursos, não basta reformar estruturas. É preciso ir mais longe e mais fundo e converter a nossa vida aos valores do Evangelho, sabendo que tal exige remar contra a corrente. Também não é suficiente a pastoral de manutenção do que já temos: é preciso partir em missão. Há aqui um duplo apelo à espiritualidade (há que aprofundar pela oração as razões da nossa fé) e à disponibilidade para partir onde o Espírito nos levar. O ideal era atingir objectivo que aparece retratada na oração final sobre Maria: a Igreja deve ser uma Casa grande, abertas e feliz, átrio de fraternidade’.
Felicito quantos partem em Missão e, sobretudo, mantenho acesa a esperança de que, com esta Carta Pastoral, a Missão vai sentir um novo dinamismo em Portugal, com consequências em todo o mundo onde os missionários portugueses partilham a fé e a vida das populações a quem são enviados.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;No dia 26 de Junho, comemorámos o Dia Internacional contra o Uso e Tráfico de Droga. De acordo com estudos recentes, o consumo de droga tem aumentado junto das camadas mais jovens e cada vez em mais precocemente. Geradora de vícios e de uma contínua e degradante desumanização, a droga é também um negócio milionário cujas redes de tráfico e consumo continuam a proliferar um pouco por todo o mundo. 
Para debatermos este tema, o Luso Fonias com a presença do Pe. Pedro Quintela, da Direcção da Associação Vale de Acór, uma associação que trabalha diariamente na recuperação e reinserção de toxicodependentes. 







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Contra a droga parece que já inventamos todos os slogans, todas as campanhas. Mas ela continua aí, a dar cabo das novas gerações e já a fazer investidas em classes etárias mais avançadas. Onde ela entra, sai o essencial da dignidade e da vida.
Todos conhecemos pessoas com o estatuto de adicto, palavra bonita que quer dizer ‘dependente’. Esse é o grande problema da droga: depois de tomar conta das pessoas, de as impedir de agir com liberdade e responsabilidade, torna-as dependentes. E é isso que dá dinheiro aos traficantes, pois a droga é muito cara e os adictos necessitam dela mais do que do pão para a boca. Para a obterem não há preço e eles serão capazes de tudo ou quase tudo. Se for mesmo preciso roubar ou matar, essa possibilidade não é descartada, dependendo muito do estado em que a pessoa já se encontra.

Os problemas resolvem-se de duas maneiras: combatendo as consequências e evitando as causas. Neste mundo complexo da toxicodependência, parece óbvio que as melhores soluções se encontram na prevenção. E, quer queiramos quer não, tocamos num problema muito sério: o do sentido da vida, da felicidade das pessoas, da realização pessoal, familiar e profissional de cada uma delas. Aqui é urgente investir. As pessoas, desde a infância, têm de se sentir amadas; precisam de ter vez e voz na família e na sociedade; devem perceber que a escola é um espaço de crescimento e de abertura ao futuro; necessitam de participar, como cidadãos, em grupos de adolescentes e jovens onde as dimensões ética, religiosa e de cidadania sejam cultivadas e valorizadas. Depois, quando não funciona a prevenção há que atacar o problema. Os governos devem lutar contra a produção e tráfico. Os serviços de saúde e as instituições especializadas devem acompanhar e recuperar os adictos. É uma missão muito difícil, mas não impossível. As sociedades têm de investir mais na garantia da felicidade dos cidadãos e no combate a tudo o que os escraviza e desumaniza. A Igreja, aqui e mais uma vez, joga um papel decisivo.»



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&lt;div align="justify"&gt;A música tem o poder de transmitir sentimentos e aproximar as pessoas, numa linguagem que é universal. Os países lusófonos têm um património musical variado e muito rico, e vários dos nossos artistas têm feito a experiência de juntar ritmos e sonoridades dos diferentes países e assim vão reforçando um universo cultural comum.
Para nos falar sobre música e interculturalidade, o Luso Fonias conta com a presença da cantora caboverdiana Celina Pereira.







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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Ao falar da Música vem-me sempre á memória o aviso que o meu professor de Eclesiologia, na Universidade Católica, em Lisboa, a fazia aos alunos: estudem os manuais de teologia a sério, não quero que se formem padres de viola ás costas! Esta crítica era dirigida a mim e outros como eu que, durante os estudos de Teologia, percorríamos dos caminhos das paróquias onde fazíamos a pastoral, quase sempre de viola às costas, para falar de Deus ás pessoas de uma forma divertida: cantando e pondo as pessoas a cantar e a louvar a Deus através da música. Anos a fio, tentei animar crianças, jovens e menos jovens, através de textos e melodias que as pessoas gostavam de cantar. E sempre achei que tal não excluía a teologia. Pelo contrário, constituía uma forma simpática atractiva de proclamar as verdades da nossa fé e os compromissos que ela exigia, sempre em ordem à construção de um mundo mais humano e mais fraterno.
E, quando estudava Filosofia em Braga, fundamos uma ‘orquestra Típica’ que cantava e tocava músicas do património popular português, garantindo animação em dias de festa nas comunidades por onde passávamos. A música servia, ao mesmo tempo, a cultura, o convívio e a missão.
Em Angola, não podia passar sem a festa que os batuques garantiam nas visitas às comunidades, mesmo em tempo de guerra. Não era preciso mais nada: bastava um batuque e pessoas para assegurar a alegria por muitas horas, por vezes para a noite inteira. Ali, a música era o garante da comunhão, da alegria e da festa. Em tempo de guerra, juntar-se á volta da fogueira para cantar e dançar era acontecimento que enchia a alma e apagava as mágoas.
Terminou há tempos o Rock in Rio, em Lisboa. Continua a ser impressionante a capacidade que a música tem de unir pessoas ou, pelo menos, de as congregar. O lema deste evento é ‘por um mundo melhor’. Se conseguiu atingir este objectivo há que dar parabéns à música e aos músicos. Afinal, num mundo tão dividido, as expressões musicais têm o talento de unir. Como pede Jesus na parábola do Evangelho, há que pôr este talento a render mais.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Num momento de crise financeira internacional que atinge todos os países e numa altura em que Portugal assume cada vez mais um compromisso de controlo da despesa pública, vamos analisar a cooperação portuguesa face aos compromissos assumidos a nível internacional para contribuir para a criação de um mundo global mais justo.
Para nos falar sobre a cooperação portuguesa, o Luso Fonias conta com a presença do Dr. João Martins, da Plataforma das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«A lusofonia – basta olhar para a história para o concluir – nasceu da colonização portuguesa. Por isso, á partida, há sentimentos contraditórios nascidos de um processo complexo de mais de 500 anos. A colonização não assentou, como é óbvio, no respeito dos direitos humanos nem da dignidade igual das pessoas. A história foi a que foi e ela não pode ser alterada. Mas há feridas que ainda não estão completamente cicatrizadas. Nestes 500 anos, a par de aspectos negativos, houve, claro está muitas coisas positivas que, apesar de tudo, faz dos povos que hoje falam português países irmãos. Eu não sinto a mesma coisa quando aterro no Congo ou em Angola, no México ou no Brasil, no Senegal um em Cabo Verde, na África do Sul ou em S. Tomé, na Guiné Conacri ou na Guiné Bissau... Sinto as pessoas dos países lusófonas como minhas irmãs, pois partilhamos a mesma língua e boa parte da mesma história.
Ora, o tempo colonial também não ajudou a construir um ‘império económico’ com igual desenvolvimento para todos. A era das independências (e refiro-me só a África) fez passar a autoridade dos administradores portugueses para os novos líderes locais, situação que, em alguns casos degenerou em guerra civil e noutros em dificuldade governativa. Por estas e outras razões, o índice de desenvolvimento humano, publicado ano após ano pelas Nações unidas, prova que há muita pobreza e pouco desenvolvimento sustentável em boa parte do espaço lusófono. Pela história comum e pela cultura que partilhamos, nós, os lusófonos, devíamos dar mais as mãos e trabalhar por um desenvolvimento que aprofunde laços de comunhão e solidariedade entre todos. Não faz sentido que, por exemplo, a Guiné-Bissau esteja na cauda da lista dos países mais pobres. Há que ser mais solidário, quer nos apoios directos, quer na ajuda à boa governação, um dos problemas que muitos países do mundo enfrentam.
Estão constituídas diversas plataformas de encontro no espaço lusófono. Será que funcionam a sério? A CPLP consegue atingir os objectivos para que foi fundada? A Plataforma das Igrejas Lusófonas, que une as lideranças das conferências episcopais do espaço lusófono tem reunido com frequência, debatido assuntos pastorais e sociais importantes, gerado ondas de solidariedade, mas não se poderia ir ainda mais longe?

Estas e outras questões precisam de ser aprofundadas. Há que investir num desenvolvimento mais equilibrado na lusofonia para que todos nos sintamos mais irmãos. É que, verdade seja dita, não basta falarmos a mesma língua!»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Na semana em que comemorámos o Dia Mundial da Criança, vamos debater sobre as formas de sensibilizar as crianças para a solidariedade e o desenvolvimento global, porque é nas mãos delas que está o futuro da humanidade. Vamos conhecer a experiência da Associação das Guias de Portugal, que aposta forte na educação das suas crianças e jovens, e que levou a cabo recentemente uma campanha de recolha de fundos para projectos em vários pontos do globo.
Para nos falarem das suas actividades, o Luso Fonias conta com a presença de Inês Domingues e Joana Henrique, da Associação das Guias de Portugal.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Fernando Pessoa quando disse que ‘o melhor do mundo são as crianças’ estava a ser profeta sem dar por ela. De facto, a sua simplicidade, a sua ternura, a capacidade de amar e de crescer, a alegria sem preconceitos, a falta de filtros que lhes permite ser verdadeiras... são valores que nós, os adultos, por vezes, vamos perdendo ao longo dos anos. Mas, as notícias que vão circulando por aí mostram que elas, em muitos contextos, são maltratadas e sentem os seus direitos espezinhados. E não estou em falar na situação limite e degradante que tem a ver com os abusos sexuais, nem me refiro ao drama inqualificável do trabalho infantil. Refiro-me, sim, a situações mais simples que se prendem com as consequências dramáticas da pobreza.
Um dos objectivos do Milénio para o Desenvolvimento refere a escolaridade mínima. Outro refere a saúde materno-infantil. Ora, os números falam alto acerca da quantidade de crianças que não vão á escola, que não têm acesso aos cuidados mais elementares de saúde, que não vivem numa habitação condigna, que passam fome, que vivem em contexto de guerra ou violência mais ou menos generalizada... e continuamos a falar daquelas que Fernando Pessoa definiu como ‘o melhor do mundo’, ou seja, as Crianças.
Trabalhar pelo desenvolvimento integral das novas gerações é fundamental para a construção de um futuro de paz e desenvolvimento. São muitas, felizmente, as instituições que, por esse mundo fora, trabalham por mais educação, mais saúde, melhor habitação, mais respeito pelos direitos humanos, mais paz, mais progresso. E, regra geral, as crianças são sempre o grupo prioritário destas intervenções humanistas e solidárias.

O Dia Mundial da Criança que celebrámos a 1 de Junho, deve permitir uma focagem especial neste mundo das crianças. Que bom que seria perceber que a expressão feliz do nosso Poeta Pessoa não é letra morta gravada em livro mas se transformou em prática quotidiana em todo o mundo. O futuro, desta forma, estaria mais que garantido, para todos.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Assimetrias sociais, desenvolvimento muito frágil, instabilidade política e económica... São geralmente estes os termos que preenchem os cabeçalhos dos meios de comunicação quando se referem a África. Mas o continente africano é muito mais do que isto. Nele encontra-se uma grande variedade cultural, um enorme potencial de crescimento dadas as suas riquezas culturais e uma demografia jovem com uma grande sede de conhecimento.
Para nos falar sobre esta África em expansão, o Luso Fonias conta com a presença do Professor Carlos Lopes do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Celebramos, a 25 de Maio, o Dia de África. Festa não faltou. Nem em África, nem no resto do mundo onde África está presente. O ritmo, o colorido, a alegria, a dança estão sempre presentes quando há africanos. Esta é uma imagem de marca do continente verde e talvez seja um dos elementos fundamentais para explicar a sua capacidade de enfrentar dificuldades, de sobreviver em situações críticas aos olhos do resto do mundo. Mas não basta fazer festa. É preciso dar estabilidade aos Estados, às economias, á democracia. É preciso cimentar a paz onde ela foi conseguida após longos anos de conflitos sangrentos. É preciso criar empresas competitivas e modernizadas. É preciso que o Serviço Nacional de Saúde funcione bem. É preciso que os Direitos Humanos sejam respeitados por todos. É preciso que uma Educação de qualidade esteja ao alcance de todos. Enfim, há muitos objectivos ainda por alcançar em África como no resto do mundo. Celebrar o Dia de África é também um excelente pretexto para avaliar o caminho percorrido e lançar os alicerces de um futuro assente em valores, na justiça, na paz, na solidariedade, no respeito pelos direitos humanos, numa economia desenvolvida, na fraternidade.
Passei a Páscoa no norte de Moçambique. Experimentei, mais uma vez, a hospitalidade extraordinária de um povo que oferece tudo o quem tem a quem o visita. Senti, na relação construída, como a festa faz parte da sua vida. Percebi a sua vontade de ver crescer os filhos, apostando na sua ida Escola. Mas doeu-me muito ver a extrema pobreza de quase todos em contraste com a provocadora riqueza de uns poucos. Doeu ver como a máquina do desenvolvimento está quase parada no interior onde não há estradas, nem escolas, nem hospitais, nem fábricas e as pessoas sobrevivem com o seu campo e o pequeno comércio que dá para ir fazendo.

Celebrar o dia de África foi pretexto para fazer subir a auto-estima de um continente que tem tudo para ser grande. Sempre com a convicção de que o melhor do mundo são as pessoas e é nelas que é urgente investir.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Na semana em que comemorámos o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, o Luso Fonias teve como tema o "Escolhas", um Programa do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural que promove a igualdade de oportunidades entre os jovens descendentes de imigrantes e de minorias étnicas. Para nos falar sobre este programa, contamos com a presença de Pedro Calado, Director do Programa, e António Embaló, coordenador de um projecto em Loures, o Projectar Lideranças.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Bento XVI, na sua recente visita a Portugal, falou várias vezes da riqueza da diversidade cultural, quando assenta no diálogo e não na confrontação. No encontro como o mundo da Cultura, o Papa reconheceu que ‘a convivência da Igreja, na sua adesão firme ao carácter perene da verdade, com o respeito por outras ‘verdades’ ou com a verdade dos outros é uma aprendizagem que a própria Igreja está a fazer’. Esta confissão é um acto de humildade que é geradora de esperança na construção de um mundo assente nos pilares dos direitos humanos. Mais adiante, o Papa afirma: ‘Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e dar-lhe aquilo que possui de bem, de verdade e de beleza’.
Na preparação da visita do Papa, Lisboa encheu-se de faixas de pano. Esta campanha de rua apoiou-se em verbos com mensagem profundamente bíblica, que acompanhavam todos a afirmação: ‘Foi o que o Pai me ensinou’. ‘Amar’, ‘perdoar’, ‘acreditar’, ‘esperar’, ‘confiar’ e ’festejar’ eram os verbos que apoiavam o lema da campanha que tinha um rosto a mostrar que Lisboa é multicultural. Quem ia percorrendo as avenidas olhava para caras europeias e africanas, todas unidas por uma fé comum e pela pertença à Igreja. De facto, quer Portugal quer a Igreja Católica são um espaço sem fronteiras onde todas as culturas têm lugar, vez e voz, sem haver quaisquer razões para discriminações.
No Porto, com a Avenida dos Aliados a rebentar pelas costuras, Bento XVI voltou a falar do diálogo: ‘hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência entre os povos’.

O respeito pela diversidade cultural, assente no diálogo gera desenvolvimento e abre caminhos de futuro. Por isso, há que dar vida ao slogan do Rock in Rio que está a acontecer em Lisboa e que tem por lema: ‘Por um mundo melhor’.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;As Cáritas dos países de língua oficial portuguesa reuniram-se entre 25 de Abril e 2 de Maio na Guiné-Bissau para reflectir sobre o “Combate à Pobreza promovendo a auto-suficiência alimentar”.
Neste Luso Fonias contamos com um debate organizado pela Rádio Sol Mansi, da Guiné Bissau, com representantes das Cáritas de vários países que estiveram presentes neste encontro.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Falar de Caridade após a passagem de Bento XVI entre nós, em Portugal, vem sempre a propósito. Aliás, o papa fez questão de colocar o compromisso social dos cristãos como ponto alto da sua agenda. O encontro, em Fátima, com quantos se empenham por um país mais solidário e mais fraterno é prova dessa vontade do Papa estar do lado dos mais pobres, daqueles que merecem ter mais vez e mais voz.
‘Deus é Amor’ é a primeira encíclica de Bento XVI. Para o Papa, o amor a Deus e o amor ao ‘próximo’ constituem um único mandamento e fundem-se no mais pequenino dos humanos. Por isso, Jesus usou parábolas como a do Bom Samaritano, a do Rico e do Pobre Lázaro, ou a do Juízo Final para dizer que o ‘próximo’ é qualquer pessoa que necessite de mim e eu possa ajudá-lo.
O Papa recorda ainda que, no âmbito da solidariedade, há que evitar duas tentações: a de ter soluções humanas e técnicas para tudo e a de cruzar os braços porque não se consegue resolver nada.
‘Caridade na Verdade’ é o documento que Bento XVI dedica a temas sociais. Defende um desenvolvimento humano integral, que atinja todas as pessoas em todas as dimensões do humano. O Papa considera que o subdesenvolvimento depende da responsabilidade humana: resulta da falta de fraternidade entre as pessoas e entre os povos: ‘A sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos’. Bento XVI condena o aumento do fosso entre ricos e pobres: ‘cresce a riqueza mundial em termos absolutos, mas aumentam as desigualdades. Nos países ricos, novas categorias sociais empobrecem e nascem novas riquezas’. Há uma denúncia forte à corrupção e ilegalidade presentes no comportamento de sujeitos económicos e políticos dos países, tanto pobres como ricos, insistindo na situação que se vive em certos países mais pobres: ‘(…) alguns gozam duma espécie de superdesenvolvimento dissipador e consumista que contrasta, de modo inadmissível, com perduráveis situações de miséria desumanizadora. Continua o escândalo de desproporções revoltantes’ .
O Papa considera que o aumento maciço da pobreza mina a coesão social e põe em risco a democracia. Há que continuar a investir na aplicação dos princípios tradicionais da ética social: a transparência, a honestidade, a responsabilidade e a gratuidade.

Parabéns á caritas e a quantos fazem da solidariedade um espaço de Missão.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;O Santo Padre vai estar em Portugal de 11 a 14 de Maio, passando por Lisboa, Fátima e Porto. Em Fátima vai presidir às celebrações do 13 de Maio, no décimo aniversário da beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta. Vai também ter encontros especiais com agentes da cultura e da pastoral social. Para nos falar do programa e das expectativas da Igreja Portuguesa para esta visita teremos hoje connosco D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa e coordenador da visita de Bento XVI.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Estarei lá. Em Lisboa, em Fátima e no Porto. Acompanharei os passos e escutarei as palavras do Papa. Faço parte das largas centenas de jornalistas que terão a missão de amplificar as palavras e os gestos de bento XVI nesta sua primeira visita às terras de Santa Maria.
Acompanhar uma visita papal é uma experiência muito interessante. Para mim, tudo começou no ano 1982 quando em Coimbra, num dia de muito nevoeiro, tive que esperar, ao frio e sem comida, uma noite inteira e uma manhã, pelo Papa João Paulo II que, por causa do mau tempo, chegaria ao Estádio Municipal no dia seguinte ao previsto. Mas ninguém arredou pé e passamos a noite a cantar. Já não recordo das palavras do papa polaco, mas ainda está viva na minha memória a alegria e a festa que todos fizemos na presença de J. Paulo II.
Já como padre e como jornalista, tive o privilégio de acompanhar toda a longa e significativa viagem de J. Paulo II a Angola e S. Tomé em 1992. Tive o privilégio de ser escolhido como comentador da Rádio nacional de Angola e, por isso, tive sempre direito a avião e a jipe em todas as deslocações do Papa. Foi uma festa que, para os angolanos, celebrava a paz, embora, infelizmente, a guerra tenha recomeçado mais tarde.
De regresso á Europa, tive a felicidade de participar nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Paris, no ano 97. Mais de um milhão de jovens vibraram com a simpatia que J. Paulo II conseguia fazer passar para as novas gerações. Foi um momento forte de encontro, de festa, de celebração da Fé na Cidade Luz.
Voltaria a encontrar J. Paulo II, desta feita já muito debilitado, em Fátima no ano 2000. Ele queria vir cá revelar o terceiro segredo e beatificar a Jacinta e o Francisco. Doía um pouco olhar para aquele homem completamente vergado pela doença, mas dava coragem olhá-lo nos olhos e ver a força com que lutava pela vida e pelo testemunho corajoso do Evangelho.
Nunca encontrei Bento XVI. Esta será a primeira vez que o verei ao vivo. Vem num momento de crise, quer económica quer de valores. Aguardo com expectativa as suas intervenções e os gestos proféticos que venha a fazer. Espero que a sua homilia no Porto dê um empurrão à dimensão missionária de uma Igreja que não pode ficar eternamente a olhar para a história e a dizer que Portugal foi um país muito missionário!

Com Bento XVI, espero que a Missão ganhe força e fôlego em Portugal e no mundo.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Na semana em que comemoramos o Dia do Trabalhador, o Luso Fonias tem como tema a influência da Doutrina Social da Igreja nas relações de trabalho, em especial numa época em que os sacrifícios impostos pela crise económica e pelo alto nível de desemprego colocam a questão do trabalho no topo das preocupações de um grande número de famílias. Para nos falar sobre ética no trabalho, o Luso Fonias conta com a presença do Professor Raul Diniz, Director da AESE – Escola de Direcção e Negócios.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«O trabalho foi sempre uma dor de cabeça para as sociedades. Diz a Igreja que ele dignifica a pessoa humana, na medida em que a torna aliada de Deus na obra da criação. Com um trabalho digno e que corresponda aos talentos de cada um, a pessoa realiza-se e ajuda a construir um mundo mais desenvolvido e com mais condições para todos viverem com dignidade. E, havendo um salário condigno associado a todos os trabalhos, as pessoas reúnem condições para satisfazerem todas as necessidades básicas e ainda se aventurarem a utilizar o dinheiro que sobra para a cultura, para o lazer, para constituir um fundo de poupança e, claro está, para partilhar com pessoas e instituições que apoiem os mais excluídos das nossas sociedades.
Mas o problema é que hoje são poucas as pessoas e as empresas que olham o trabalho por este prisma. Boa parte do mundo empresarial olha o trabalho como fonte de lucro, por qualquer preço. Daí que se aposte na mão de obra barata e se tente atingir o máximo de produção com um mínimo de custos salariais. Quando as pessoas contam menos que o dinheiro, as lutas sociais tornam-se inevitáveis e cria-se um onda de mal estar social que não beneficia ninguém. Também, da parte de muitos trabalhadores, o mais importante é o salário e não o trabalho, o serviço que se presta à sociedade ou a realização humana que ele traz. Com esta perspectiva, instala-se alguma irresponsabilidade, as pessoas não produzem o que deviam produzir e ninguém se sente feliz neste processo.

Uma radiografia do mundo mostra bem as desigualdades gritantes entre ricos e pobres, entre empregadores e muitos empregados. Em nome da justiça há que continuar a investir em leis e políticas de trabalho que o dignifiquem. E mais: há que dar sentido a esta colaboração preciosa que Deus espera de cada pessoa na continuação da obra da criação. Só quando trabalharmos com este espírito construtivo é que nos sentiremos felizes. E dificilmente pode haver felicidade em sociedades onde os níveis de desemprego são muito altos e onde muita gente não faz a quilo que gosta e não trabalha em áreas da sua competência. Há que criar condições para que cada pessoa faça o que gosta, o que sabe, o que a sociedade pode esperar dela.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Na semana em que comemoramos o Dia da Liberdade em Portugal, o Luso Fonias reflecte sobre a importância da liberdade no desenvolvimento dos povos com Joana Rigato, Vice-presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz e professora de Filosofia.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Portugal, a 25 de Abril, comemora sempre o dia da Liberdade, pois foi neste dia de 1974 que uma revolução pacífica conclui um tempo marcado pela falta de liberdade e ebriu o caminho a uma verdadeira democracia.
A liberdade é um direito humano, é um bem muito precioso de que só se percebe bem a importância quando não existe. Infelizmente, em muitos pontos da terra, a liberdade só consta nas páginas dos dicionários. São muitos os atentados aos direitos humanos, destacando-se a falta de liberdade religiosa. Escreveu há dias Aristides Neiva, a propósito do Relatório da Ajuda à Igreja que Sofre:
“Não é uma surpresa, mas continua a ser chocante. Entre 75 a 85 por cento das perseguições religiosas em todo o mundo dizem respeito aos cristãos. Quem o diz é a organização “Ajuda à Igreja que Sofre”, no Observatório 2009 da Liberdade Religiosa no Mundo.
É aí que ficamos a saber que a violência e a intolerância contra os cristãos até aumentou no passado. Esta atitude de hostilidade, se no passado vinha sobretudo de regimes com ideologias ateias, actualmente vem de regimes que se apoiam em ideologias baseadas na aceitação de uma única religião, o islamismo em alguns países e o hinduísmo nalguns Estados da Índia.
De facto, se percorremos a geografia onde ocorreu maior agravamento de hostilidade contra os cristãos, somos levados até à Ásia, a países como a Arábia Saudita, Butão, China, Índia, Iraque, Paquistão e Vietname. Em África, os países indicados são a Argélia, o Egipto, a Eritreia e a Somália. Na lista aparecem ainda a Bolívia e a Venezuela’.

E conclui Aristides Neiva: ‘ A hostilidade religiosa, venha de onde vier e dirija-se a quem se dirigir, é sempre um passo atrás no progresso da humanidade e um passo à frente na intolerância e no empobrecimento de uma sociedade. Há Estados que tomam medidas legislativas e administrativas contra os cristãos. Há Estados que tomam medidas legislativas e administrativas contra os muçulmanos. A hostilidade religiosa nunca serviu o progresso da humanidade’.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;De 18 a 25 de Abril celebra-se a Semana das Vocações. O exemplo de quem dedica a vida a Deus e aos irmãos, com alegria e fidelidade, é semente de novas vocações.

Para nos dar o testemunho da sua vida de sacerdócio, com 26 anos em missão em Moçambique, o Luso Fonias conta com a participação do Padre Norberto Louro, Provincial dos Missionários da Consolata.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«O Damasceno, o Raul e o Elson têm duas coisas em comum: são Espiritanos e vivem em Itoculo, no norte interior de Moçambique. Mas não estão só nesta missão difícil: partilham-na com as Espiritanas e com dezenas de Leigos comprometidos com as suas Comunidades. A pobreza é muita, mas a vontade de construir futuro é bem maior. Foi lá neste extremo norte de Moçambique que vivi a minha Páscoa 2010.
Itoculo foi vila importante no tempo colonial. A guerra passou por ali e deixou um rasto de destruição, lançando o povo na mais terrível das misérias. Hoje, o centro parece ainda uma vila fantasma, com muitas casas destruídas, embora tenha sido uma das localidades escolhidas para ‘vila do milénio’, com apoio do Japão.
Os Padres e as Irmãs apostam sobretudo na formação dos líderes destes ‘ministérios’, visitando as comunidades e acolhendo-os no Centro Pastoral S. Francisco Xavier que foi construído em Itoculo. Lá se ministram cursos de 15 dias, uma semana ou um fim se semana para capacitar os líderes. As celebrações da Eucaristia e dos outros Sacramentos fazem-se em diversas capelas da vasta extensão da Paróquia / Missão, ou, muitas vezes, debaixo de mangueiras e cajueiros.
Ao olhar para o Plano de Pastoral da Paróquia, é impressionante ver o itinerário que pretende percorrer em 2010, com muitas acções a implementar. Estão previstas acções de formação para o Conselho Paroquial, os Anciãos das Comunidades, os Jovens, a Catequese, as Famílias, os Animadores Vocacionais, a Infância Missionária, a Justiça e Paz, as Escolas Comunitárias, a Ajuda Fraterna, as Mamãs, a Saúde, o Ecumenismo, a Comunicação Social, o Grupo Coral.

Vivi lá a Semana Santa e a Páscoa. Acompanhei os Missionários nas visitas às Comunidades onde celebraram a Ceia do Senhor, a Paixão, a Vigília Pascal e o Domingo de Páscoa. Cerimónias longas e muito participadas, sempre celebradas debaixo de enormes cajueiros, Igrejas ao ar livre onde se louva a Deus na simplicidade e na pobreza.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Na passada Quinta-feira, dia 8 de Abril, celebrámos o Dia Internacional dos Ciganos. Portadores de uma cultura e tradições muito antigas, os ciganos continuam a ser muitos vezes excluídos e colocados de parte na nossa sociedade.

Para compreendermos o seu modo de vida e lançarmos desafios e caminhos de comunhão, o Luso Fonias conta com a participação do Responsável Nacional da Obra da Pastoral dos Ciganos, Frei Francisco Sales.









&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«O Dia Mundial dos Ciganos celebrou-se a 8 de Abril. Sempre que há um dia mundial de qualquer coisa é sinal de que algo ainda não está muito bem assumido. Neste caso, a celebração reveste-se de uma particular importância porque este povo tem características culturais muito próprias. As tradições étnicas dos ciganos tornaram-nos, ao longo dos tempos, um grupo excluído, porque dificilmente se tem enquadrado nos sistemas sociais dos países europeus onde vivem.
Cresci num ambiente social onde os ciganos eram vistos com suspeição. A ameaça de ‘chamar um cigano’, levava as crianças a mudar de comportamento e a fazer o que os mais velhos estavam a mandar. Chamar a alguém ‘cigano’ não era, propriamente um elogio. Era uma palavra que traduzia falta de seriedade, aldrabice.
Quando numa sociedade os grupos étnicos ficam á margem, a culpa pode estar em ambos os lados. Um esforço de aproximação e comunhão (não quero usar a palavra ‘integração’, pois acho que a ‘comunhão está mais correcta) implica caminhar juntos, derrubar preconceitos e mudar de atitudes. Sim, há conversões a fazer, de parte a parte. E mais: há que questionar algumas formas de estar na vida e de intervir socialmente. De um lado e do outro há aspectos a melhorar. E, se houver mais encontro e mais partilha, é inevitável a aproximação. O derrube dos preconceitos só pode acontecer se todos ouvirem mais e julgarem menos. E, sobretudo, de todos ousarem partilhar a vida e a história.

O valor da família alargada e da defesa do património histórico e cultural é algo que os ciganos podem dar aos outros grupos humanos. O abandonar certas posturas sociais que fragilizam a etnia vai ajudar a criar mais laços com o resto da comunidade. Se todos podem beneficiar da riqueza histórica e cultural de todos, porque perdemos esta oportunidade de crescer e de nos enriquecermos mutuamente?»



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&lt;br /&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Nas vésperas da visita do Papa Bento XVI a Portugal e recordando também o pontificado do Papa João Paulo II que faleceu à cinco anos, o Luso Fonias procura compreender qual a importância destes dois Papas para os nossos dias. Diferentes na personalidade e nos problemas que tiveram que enfrentar, estes dois Papas partilham a mesma missão de conduzir a Igreja de acordo com o Evangelho. 

Para nos falar sobre estes dois pontificados, o programa conta com o testemunho da jornalista Aura Miguel.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«João Paulo II chegou a Roma como uma lufada de ar fresco. Era o Papa que veio de longe, que veio de um Leste da Europa onde a Igreja era maltratada e o povo esquecido. Ajudou a derrubar o Muro de Berlim que separava a Europa Capitalista da Europa Comunista, ajudando a unificar um continente fracturado pela história triste que foi a segunda grande guerra mundial.
Era um Papa jovem, desportista, artista, comunicador nato. Abriu as portas do Vaticano e saiu á rua, passeando pelo mundo a sua alegria contagiante, o seu poder de cativar os jovens, a sua vontade de promover e defender os direitos humanos, a sua luta sem tréguas contra a falta de liberdade e a pobreza que vitima tantos milhões de jovens. E assim, ano após ano, lá foi dando a volta ao mundo como peregrino da paz e mensageiro da esperança. Não ganhou o Prémio Nobel da Paz, mas fez muito por ela. Recebeu os líderes de muitos países do mundo, foi uma voz escutada, condenou todas as guerras, levantou-se contra a injustiça de um mundo onde os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
A sua paixão foi os jovens. Os encontros nas Jornadas Mundiais da Juventude fizeram convergir para lá milhões de jovens, idos dos quatro cantos da terra. A força da sua palavra, a simpatia da sua comunicação, o símbolo da sua presença... tudo isto marcou muito as novas gerações que o não esquecem. Foi ele quem disse um dia que ‘a Igreja só será jovem quando os jovens forem Igreja’.
Vimo-lo doente, cansado, quase fisicamente incapacitado, a virar o século e o milénio. Não se deixou vergar pelos limites da saúde e da idade e quis cumprir a sua missão até ao fim. Muitos o contestaram e outros tantos o elogiaram por esta opção. Mas, verdade seja dita, desde os tempos de jovem cristão perseguido na Polónia, o perfil de Karol Wojtila era o de alguém que dava tudo o que tinha e o que era pelas suas convicções mais profundas.

Partiu. Os Cardeais, em conclave, decidiram eleger Bento XVI, outrora braço direito de J. Paulo II. Esta eleição parece ser mais um prémio para o Papa Wojtila que um mérito pessoal do cardeal Ratzinger. O importante é que a Igreja seja cada vez mais livre e comprometida com a causa dos mais pobres e oprimidos.»



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&lt;br /&gt;

&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;Na semana em que se comemora o Dia Internacional do Teatro e do Circo, vamos conversar sobre a ligação entre estas artes de palco e a transmissão da Fé.

Para isso, contamos hoje com a participação do Pe. João Carlos Tavares, pároco da Moita e também ilusionista e malabarista.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«A Igreja, ao longo dos séculos, sempre foi muito criativa na forma de anunciar o Evangelho e os valores gravados nas suas páginas. Não foi original porque se limitou a seguir nas peugadas do seu Mestre: Jesus Cristo foi um verdadeiro artista, contador de histórias, protagonista de eventos mobilizadores de povo. A arquitectura, a pintura, a escultura, as artes dramáticas, a música, a dança, a literatura ... tudo serviu de base ao anúncio das convicções e valores que constituem o património da Igreja.
Dois mil anos depois de Cristo, a arte continua a caminhar de mãos dadas com a Missão da Igreja. Queria partilhar duas situações onde senti isso com muita clareza. Durante os cinco encontros do Congresso Internacional para a Nova Evangelização (em Viena, Paris, Lisboa, Bruxelas e Budapeste), foram muitos os artistas que se associaram ao evento. Nos palcos, a mensagem cristã passou pelos concertos musicais, pela dança, pelo teatro. Artistas profissionais e amadores traduziram em gestos artísticos os valores que a Igreja tenta testemunhar e propor às pessoas do nosso tempo. Falei da Europa, falo agora de África. Há dois anos, no sul de Angola, participei no Capítulo Provincial dos Espiritanos, no Lubango. A paróquia de Nossa Senhora das Dores presenteou os participantes com um teatro que foi construído para andar de escola em escola, de comunidade em comunidade, a falar da mensagem cristã, a propor mais justiça social, mais seriedade no trabalho, mais respeito pela escola, mais fraternidade e entreajuda e a ridicularizar a preguiça, o roubo, a droga, o álcool, a irresponsabilidade sexual, o recurso à feitiçaria e outros aspectos que estavam a prejudicar a vida das pessoas. Foi um momento cultural fantástico, em que percebi bem as mensagens transmitidas e que, de forma lúdica, ajudam as pessoas a interiorizar valores e mudar comportamentos.

Não faz sentido pensar que basta saber as verdades da fé e dizê-las do altar abaixo. Há que escolher novos espaços e novos métodos para que outras pessoas escutem e se sintam motivadas a reflectir sobre a vida, alterando posturas e compromissos. Evangelizar de forma criativa é hoje uma questão de vida ou de morte para a Igreja. Há que tomar isto a sério. Não será também por isso que o papa bento XVI, na sua visita a Portugal, vai ter um encontro com personalidades do mundo da Cultura»



&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;O Dia Mundial da Poesia foi instituído pela UNESCO em 2000 e é comemorado a 21 de Março de cada ano. A poesia é uma arte, através da qual a linguagem é utilizada para fins estéticos, como expressão daquilo que somos e que sentimos.

Para nos falar de poesia, o Luso Fonias conta com a participação do Pe. José Tolentino de Mendonça.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Estamos na Quaresma, um tempo em que a poesia fala melhor sobre esta caminhada interior que nos conduz à manhã da Páscoa. Por isso, vou dar a voz ao P. Tolentino, biblista e poeta que escreveu um texto fantástico sobre este tempo que vivemos e os desafios que nos lança:
 
A Quaresma é o contrário daquilo que, às vezes, se faz passar. Uma estação tristonha e austera, onde predominam as privações e os jejuns soturnos, que ninguém nos explica de modo satisfatório. Uma quadra lilás, cheia de imperativos que nos roem por dentro, mais como uma remorso do que uma sementeira de alegria.
A Quaresma é o contrário disso. Quaresma sugere palavras vivas: conversão, reconciliação, renascimento...Quaresma é a primavera que Deus oferece à Igreja, para que todos acordemos da paralisia dos nossos invernos interiores e desatemos a florir.
Quaresma é redescobrir a juventude com uma energia que trazemos na alma, a possibilidade real de recomeçar, de ser melhor outra vez e ainda outra vez. Não é um ritual de ano a ano, é um abanão ao nosso modo de viver, para que nos desinstalemos e compreendamos que Deus não nos quer amarrados a uma ‘vidinha’ que não reflecte nada de grade ou apreciável: nem Amor, nem, justiça, nem esperança.
A Quaresma é, assim, uma aposta divina nas nossas histórias humanas, ás vezes demasiado humanas.
E por ser tão importante não é uma receita, é uma proposta de caminho(...).
Estamos em construção!
Às vezes enchemo-nos de coisas supérfluas que só atravancam. Falsos projectos, muitos preconceitos, críticas fáceis, invejas, orgulho, egoísmo qb. E terminamos como um joguete nas mãos das nossas emoções mais superficiais. (...).
Tudo isto seria um caminho terrivelmente intimista se não nos mandasse ao encontro dos outros.
A esmola (uma partilha material e espiritual) tem de ser uma aliança e um compromisso, mais do que um acto pontual. Passa a ser a nossa atitude, seguindo o estilo do nosso Mestre que ‘não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida’.

Obrigado, P. Tolentino pela sua poesia que nos ajuda a perceber melhor os mistérios de Deus e da vida.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-5209171927139365871?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/5209171927139365871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=5209171927139365871&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/5209171927139365871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/5209171927139365871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/05/poesia-realidade-e-criatividade.html' title='A Poesia - Realidade e Criatividade'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S-GPror9v3I/AAAAAAAAA7g/V5b5c3TZKeY/s72-c/peTolentino_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-4555156612614378265</id><published>2010-05-05T16:28:00.003+01:00</published><updated>2010-05-05T16:31:27.752+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Os 20 Anos da FEC</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S-GPG2ZMWTI/AAAAAAAAA7Y/FMl0hO6ew-8/s1600/PeCachadinhaSusanaRefega_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S-GPG2ZMWTI/AAAAAAAAA7Y/FMl0hO6ew-8/s400/PeCachadinhaSusanaRefega_LusoFonias.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467808770447661362" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;A FEC comemora duas décadas de cooperação entre povos lusófonos. Uma experiência que começou na comemoração dos cinco séculos de encontro de culturas e que depois se foi traduzindo em projectos que promovem a educação e a saúde, passando também pelas actividades dos grupos de voluntariado missionário e pela partilha entre rádios dos vários países onde se fala o português.


Para nos falar do passado e do futuro da FEC, o Luso Fonias conta com a participação do Pe. José Cachadinha, fundador da FEC, e de Susana Réfega, actual Directora Executiva da FEC.







&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«A Fundação Evangelização e Culturas foi, há 20 anos, uma lufada de ar fresco na Igreja e na sociedade em Portugal. Nasceu da festa que foi a celebração dos 500 anos do encontro de povos e culturas. Logo que se viu que esta onda não podia desfazer-se na areia da praia dos tempos que correm, mas que havia valores a perpetuar, laços a manter e aprofundar, compromissos solidários a levar por diante. E assim a FEC foi ganhando terreno, competência e crédito, investindo hoje em muitas frentes, lá onde a solidariedade anda de braço dado com um desenvolvimento humano e sustentável.
É bom ter memória e ter sentido de gratidão. O trabalho, muitas vezes discreto, que a Fundação Evangelização e Culturas vai fazendo em Portugal e por essa lusofonia fora, é meritório.
Com o andar dos tempos, a FEC aventurou-se em novas e ousadas iniciativas como a da coordenação da plataforma das Igrejas lusófonas, que tem permitido aos Bispos dos países que falam português encontrar-se e definir algumas estratégias comuns.
O mundo da rádio também foi invadido pela FEC e a duração e crédito deste programa é, se calhar, o dado objectivo mais evidente.
O investimento na educação é reconhecido à FEC, sobretudo na formação de professores na Guiné e em Angola.
Nos últimos anos, uma aposta ganha é a da gestão da plataforma do Voluntariado Missionário que congrega 40 instituições que preparam, enviam e acolhem leigos missionários. O programa de preparação conjunta é gerido pela FEC.
Para que a solidariedade seja mais efectiva, o Natal é pretexto para a campanha dos Presentes Solidários, que nos últimos anos, permitiu apoiar projectos de solidariedade e desenvolvimento em todos os países do espaço lusófono.

Se é verdade que o livro da FEC já tem muitas páginas escritas, boa parte ainda está em branco. Será escrito com o compromisso de muitos que, em nome da Fé e da Humanidade, vão querer ajudar o mundo lusófono a ser mais humano e mais fraterno. Tudo em nome de um desenvolvimento muito humano. Parabéns.»



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&lt;br /&gt;

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&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-4555156612614378265?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/4555156612614378265/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=4555156612614378265&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/4555156612614378265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/4555156612614378265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/05/os-20-anos-da-fec.html' title='Os 20 Anos da FEC'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S-GPG2ZMWTI/AAAAAAAAA7Y/FMl0hO6ew-8/s72-c/PeCachadinhaSusanaRefega_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-1472196837599177865</id><published>2010-05-05T16:24:00.004+01:00</published><updated>2010-05-05T16:28:02.347+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>O Papel da Mulher para o Desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S-GOPD_XHdI/AAAAAAAAA7Q/d7ONOila3IM/s1600/TeresinhaTavares_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S-GOPD_XHdI/AAAAAAAAA7Q/d7ONOila3IM/s400/TeresinhaTavares_LusoFonias.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467807812024737234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta edição do Luso Fonias tem como tema o papel da mulher no desenvolvimento, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Para contrariar as desigualdades entre mulheres e homens, muitos projectos de desenvolvimento apostam na capacitação das mulheres como agentes de mudança e a experiência prova que as mulheres podem ter uma intervenção muito eficaz no desenvolvimento das comunidades locais. Uma das associações que promove o papel da mulher na sociedade é o Graal, um movimento internacional de mulheres com presença em Portugal há mais de 50 anos.

Para nos falar da história e dos projectos do Graal, contamos com a participação da Dra. Teresinha Tavares, membro do Graal com vasta experiência em projectos de cooperação.






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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«O mundo celebra, neste 8 de Março, o dia internacional da mulher. Voltando os olhos para África, todos os jornais e revistas da imprensa missionária portuguesa, publicam neste mês de Março um artigo da Irmã Elisabeth carrilho, Missionária comboniana, sobre a Mulher africana, semente de reconciliação. Permito-me a escolha de alguns extractos:
‘A mulher na África é uma vasilha onde se deposita água viva, tesoiros, fantasias, magia, mistérios, sentimentos, deuses e anti-deuses.
Ela é só a Semente de ternura, de sensualidade, de optimismo, de fé, de amor, de seus predecessores; a sua tarefa é crescer e fortalecer a sua comunidade. Transmitir uma serie de sentimentos, emoções e o poder depositado em si aos seus filhos e filhas. È daqui que brota a sua resistência, a sua vocação, o seu ministério para com o seu clã, para com os seus antepassados e para com Deus.
A falta de formação das mulheres em África, tem sido uma das preocupações dos Bispos africanos, manifestadas, entre outros, no Sínodo de Outubro do ano 2009. A mulher africana, considerada por estes como a “espinha dorsal da Igreja local” e força do apostolado, requer uma formação íntegra que possa melhorar a sua contribuição, tornando-a reconhecida e valorizada. Só assim é que as mulheres africanas se vão poder constituir agentes de transformação social e eclesial.
Os Bispos constataram que sem a participação activa e consciente da mulher africana todo caminho feito a favor da reconciliação para promover a justiça e a paz no continente não terá efeito. O lançamento do desafio às mulheres católicas deste continente para se envolverem nos programas feitos a favor das suas irmãs africanas constitui-se como exemplo de resposta a esta necessidade.

Até hoje, a mulher em África não teve (nem tem) a possibilidade de uma formação sólida e actual, apesar da vocação e do ministério que a movem na procura de caminhos novos para as gerações do futuro. Em tudo isto, elas são modelo de constância, perseverança e tolerância. As situações de injustiça e violência vividas por si próprias e com os seus não as têm derrotado. Pelo contrário, têm-nas tornado mais fortes à defesa da vida e da sua família'.»



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&lt;br /&gt;


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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;


«Portugal vive momentos dramáticos com a tragédia que desabou sobre o povo da Ilha da Madeira. Foi uma catástrofe natural com consequências desastrosas para uma parte significativa das populações, sobretudo as mais pobres. Como sempre, os indicadores económicos mostram que as franjas mais desfavorecidas das sociedades são as maiores vítimas em situação de tragédia. A Madeira não é excepção e é verdade que quando as casas são de construção mais pobre as enxurradas derrubam-nas mais depressa.
Também é verdade que uma economia mais sólida e organizada tem condições para responder mais depressa nestes casos de drama social. O terramoto no Haiti provou ao mundo que o caos que lá se vivia prolongou-se a agudizou-se nos dias seguintes à tragédia. O mesmo terramoto em Paris, Londres ou Nova Iorque teria consequências bem menores e resposta bem mais rápida e eficaz. Mais uma vez se prova que a fragilidade de uma economia é fatal para a activação dos dinamismos de solidariedade em caso de urgência.
Mas há mais coisas a dizer sobre esta relação difícil entre economia e solidariedade. A justiça social tem de estar presente nas lógicas de organização e funcionamento da economia. Quando, numa sociedade, alguns têm quase tudo e a maioria não tem quase nada, a solidariedade torna-se palavra oca de dicionário. Nestes casos, mais dia menos dia, instala-se uma luta social que pode degenerar até numa guerra civil. Há que assentar as bases da economia nos direitos humanos. A destinação universal dos bens da criação deveria ser a regra a presidir à distribuição dos bens pelo povo. Ninguém deve achar que tem direito de possuir mundos e fundos, quando os outros vivem na mais cruel das misérias.

Conhecimento do mundo não nos falta. Estudos académicos para perceber como organizar a economia das sociedades, também os temos de sobra. Faltará, talvez, a coragem política e o sentido de responsabilidade humana que levem os fazedores e executantes das leis a construir uma sociedade mais justa e mais fraterna. Só assim a palavra solidariedade sairá da letra morto dos dicionários.»




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&lt;br /&gt;

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&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;
&lt;br /&gt;

«&lt;span class="TextoConteudos"&gt;O programa Luso-fonias, sucessor do  Igreja Lusófona, está imparável. E, todos somados, já lá vão 520 semanas  de emissão. Quando, em Luanda, intervim no Congresso que comemorou os  50 anos da Rádio Ecclesia, tentei explicar a importância da Missão que  se faz pelas ondas radiofónicas. Apontei, no auditório da Universidade  Católica, 16 desafios. Destaco agora alguns. 1. a democratização da  informação, informando com a objectividade possível; 3. Formar os  ouvintes para valores humanos e cristãos, de modo a que se tornem  cidadãos mais responsáveis e, por isso mesmo, menos manipuláveis; 4.  ajudar a cimentar a paz e a criar uma cultura de perdão e reconciliação;  6. Amplificar os princípios sociais da Igreja; 8. Dar grande lugar ao  anúncio dos direitos humanos e à denúncia das suas violações; 9. ajudar a  construir uma sociedade onde os cidadãos contem, onde a liberdade e a  democracia não sejam palavras de dicionário; 10. Dar voz às populações  que querem ver amplificados os seus gritos contra as injustiças de que  são vítimas; 11. Incentivar a escolarização e o acesso das populações á  cultura e às novas tecnologias; 13. ajudar a combater as pandemias e a  universalizar os cuidados básicos de saúde; 14. elevar o nível cultural  do povo, pelos temas aprofundados, pelos debates realizados, pela música  e outras formas de expressão cultural. 15. Realizar parcerias com  organizações não governamentais e outras instituições que trabalhem pelo  desenvolvimento integral das pessoas. &lt;p&gt;Enfim, estes foram alguns desafios que lancei em Luanda, mas que  poderia e deveria lançá-los em todo o mundo. A Rádio deve amplificar o  grito dos pobres cujas vozes só falam em surdina e as autoridades  parecem não ouvir.
E por estas e outras razões que existe o Luso-Fonias. É por estes e  outros desafios que faz sentido que ele continue no ar. E vai continuar  enquanto a sua voz fizer falta à lusofonia.»&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;


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&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-2008028881588042705?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/2008028881588042705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=2008028881588042705&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/2008028881588042705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/2008028881588042705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/05/luso-fonias-500-emissoes-de-partilha.html' title='Luso Fonias: 500 emissões de partilha'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S-GLHnSTogI/AAAAAAAAA7I/7kvPzLp4RcU/s72-c/catiaVieira_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-3008627892341468968</id><published>2010-02-12T11:00:00.004Z</published><updated>2010-02-15T07:43:00.311Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Doença: a fragilidade humana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S3U1FruyGZI/AAAAAAAAA6w/2ud5VyTBBo8/s1600-h/peJoseManuel_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S3U1FruyGZI/AAAAAAAAA6w/2ud5VyTBBo8/s400/peJoseManuel_LusoFonias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437310496874305938" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;A doença faz parte da vida humana. Todos nós, em algum momento, somos confrontados com a fragilidade da nossa condição e tomamos consciência dos nossos limites e incapacidades para solucionar todos os problemas que nos afectam. Na doença, a vida e a morte são conceitos que aparecem unidos e que nos convidam a reflectir sobre o passado, o presente e o futuro.
 
Para nos falar sobre a doença e sobre as formas de encarar a própria fragilidade humana, o Luso Fonias contou com a participação do Padre José Manuel Pereira de Almeida, Assistente da Comissão Nacional Justiça e Paz e médico no Instituto Português de Oncologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;



&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;

«A 11 de Fevereiro, todos os olhares católicos se orientam para Lourdes onde Nossa Senhora apareceu. Cada aparição tem algo de especial. Lourdes é lugar de cura. Antes de mais, espiritual, como o são todos os santuários. Mas também ali acontecem milagres de cura física, pelo que a Igreja Católica considera o dia de Nossa Senhora de Lourdes como a jornada mundial do Doente.
As doenças mostram o lado mais frágil das pessoas. Todos conhecemos gente boa, competente, bem constituída fisicamente que, de um momento para o outro, apanha uma doença e parece que vai tudo pela água abaixo: não pode fazer nada, fica desfigurado, às vezes, até desmoraliza e perde a força para lutar contra a doença, atitude fundamental de quem quer continuar a viver.
Celebrar o dia mundial do doente é reconhecer a enfermidade como um desafio. Não vergamos diante da doença, mas damos-lhe uma luta sem tréguas, até ao fim. E se ainda for, teremos vida digna e com sentido até sentirmos o abraço de Deus Pai, na hora de nos chamar a partilhar a Sua eternidade.
Viver com os limites que qualquer doença impõe não é missão fácil. Por isso, a pastoral da saúde aposta na esperança e na presença. As pessoas doentes precisam de reforçar os seus indicadores de auto-estima e de vontade de viver. Todos os doentes, além disso, necessitam da força que só a presença da família e dos amigos pode dar. Em horas difíceis, é muito importante ter alguém com quem desabafar, a quem abraçar, com quem partilhar a angústia de uma certa derrota perante o sofrimento.
Vivemos num tempo que se dá mal com a dor, se é que houve tempos em que a dor foi mais assumida! Mas, nos tempos que são os nossos, temos muitos meios para controlar o sofrimento e, se por um lado isso é uma grande conquista da técnica, por outro lado ficamos sem defesas quando a dor nos bate à porta, porque nem estamos habituados nem preparados para a enfrentar e para combater o que a está a provocar.
A medicina deve fazer a sua parte. Mas, verdade se diga, nada substitui a ternura de quem é amigo e a presença de quem o doente precisa de ter ao seu lado. Combatamos as doenças, amemos os doentes. E que a Senhora de Lourdes a todos proteja.»



&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;

&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-3008627892341468968?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/3008627892341468968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=3008627892341468968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/3008627892341468968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/3008627892341468968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/02/doenca-fragilidade-humana.html' title='Doença: a fragilidade humana'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S3U1FruyGZI/AAAAAAAAA6w/2ud5VyTBBo8/s72-c/peJoseManuel_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-7784686556235675339</id><published>2010-02-05T12:37:00.002Z</published><updated>2010-02-08T09:30:00.863Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Igreja e Solidariedade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S2wRTU_F7eI/AAAAAAAAA6o/BxkL06sG4J0/s1600-h/henriqueJoaquim_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S2wRTU_F7eI/AAAAAAAAA6o/BxkL06sG4J0/s400/henriqueJoaquim_LusoFonias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434737874077871586" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Em tempo de crise, com o aumento do número de desempregados, a Igreja é chamada a acudir às situações de dificuldade daqueles que se viram privados do sustento para as suas famílias. Exemplo dessa resposta da Igreja é o Projecto Igreja Solidária, lançado pelo Patriarcado de Lisboa em 2008, que congrega os esforços dos vários serviços de apoio social da região.
 
Para nos falar sobre o projecto “Igreja Solidária”, o Luso Fonias contou com a participação do Dr. Henrique Joaquim, Professor de Serviço Social da Universidade Católica Portuguesa e membro do gabinete coordenador do projecto Igreja Solidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;



&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;

«A Igreja católica nos Estados Unidos da América realizou, em 2009, um pequeno filme para dar a conhecer a Igreja e a sua intervenção. Colocado no famoso youtube, foi visto por milhões de pessoas e eu tenho-o mostrado em muitas reuniões com jovens e adultos, um pouco por todo o lado. Ao descrever as diferentes áreas de intervenção da Igreja, diz o filme que é a instituição que mais investe na solidariedade. E as estatísticas confirmam.
Estou a ler um livro que segue na mesma linha. O Cardeal Dionísio Tettamanzi, Arcebispo de Milão e uma das figuras mais importantes da Igreja Católica na actualidade, escreveu uma obra que está a ser traduzida em muitas línguas, com o título ‘Não há futuro sem solidariedade. A crise económica e a ajuda da Igreja.
Em tempo de crise, escreve esta obra para ligar a solidariedade à sobriedade, apresentando propostas muito concretas aos católicos e a quantos o queiram ler.
À luz da doutrina Social da Igreja, lançou uma série de iniciativas solidárias em Milão (por exemplo o ‘Fundo Trabalho-Família’), que partilha com os leitores. Fala da solidariedade no mundo da economia e da finança, a partir da família, na empresa, com e pelos imigrantes. 
Sugere que todos sejam o ‘Bom Samaritano’ do Evangelho.
Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Tribunal de Contas, no Prefácio, diz que este livro constitui ‘um motivo de reflexão e um apelo ás iniciativas de responsabilidade social’.
O filme americano que citei termina com um convite: ‘Nós somos a Igreja católica. Seja benvindo a sua casa’, para dizer que a Igreja é uma família onde todos são irmãos e têm lugar à mesa. O Cardeal Tetamanzi diz que a Igreja e a sociedade precisam da solidariedade para sobreviver. Ousemos escutar estas vozes.»



&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;

&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-7784686556235675339?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/7784686556235675339/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=7784686556235675339&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/7784686556235675339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/7784686556235675339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/02/igreja-e-solidariedade.html' title='Igreja e Solidariedade'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S2wRTU_F7eI/AAAAAAAAA6o/BxkL06sG4J0/s72-c/henriqueJoaquim_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-4484424225279447828</id><published>2010-02-01T10:02:00.001Z</published><updated>2010-02-01T10:04:21.808Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>2010 - Ano Internacional da Biodiversidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S2anIJ_Z69I/AAAAAAAAA6g/8gYXJQI4_g8/s1600-h/susanaFonseca_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S2anIJ_Z69I/AAAAAAAAA6g/8gYXJQI4_g8/s400/susanaFonseca_LusoFonias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433213759031733202" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Neste ano, as Nações Unidas convidam-nos a reflectir sobre a importância da diversidade de espécies vegetais e animais que povoam o nosso planeta. Perante as ameaças que provocam a extinção de muitas espécies, é necessário tomarmos consciência do que cada um de nós pode fazer para ajudar a preservar a natureza.

Para nos falar sobre “Biodiversidade”, o Luso Fonias contou com a participação de Susana Fonseca, Presidente da Direcção Nacional da Quercus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;



&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;

«Quis a ONU que 2010 fosse também o Ano Internacional da Biodiversidade. Digo ‘também’ porque, como já aprofundamos num programa anterior, este ano é dedicado ao combate à pobreza e exclusão social.
A biodiversidade é uma das imagens de marca da riqueza que o nosso mundo tem. O Criador conseguiu pôr na natureza milhares e milhares de espécies que, ora vão evoluindo e ganhando direito á sobrevivência, ora vão sendo atacadas e desaparecem. Sempre que morre uma espécie, a natureza fica mais pobre. E, convencidos de que todas as espécies têm uma missão a cumprir, então a sua extinção leva a que algo fique por fazer.
A evolução das ciências da natureza, a par das facilidades de penetrar em espaços físicos difíceis de lá entrar (florestas equatoriais, fundos do mar, picos das altas montanhas...) permitiu aos cientistas reconhecer quase todas as espécies existentes sobre a face da terra. E mais: deu para eles perceberem a quantidade de espécies que, devido a numerosos factores, estão em vias de extinção. Com os meios de que hoje dispomos, também é possível elaborar estratégias que evitem o desaparecimento de algumas das espécies ameaçadas, sendo necessárias algumas medidas políticas, sobretudo de carácter ambiental. A reunião que congregou governantes do mundo inteiro em Copenhaga, queria levar os líderes políticos a decisões corajosas de carácter ecológico. Mas a verdade é que os interesses económicos têm esmagado a vontade políticas de trabalhar a favor de um planeta mais saudável. E, desta forma, a biodiversidade tem sido atacada, estando em perigo o futuro do próprio planeta.

Em Portugal, o caso mais típico de defesa de espécies em vias da extinção é a do lince da serra da Malcata, no interior norte. Em Angola, tenta-se preservar a palanca preta. Falamos de espécies animais de médio ou grande porte. Mas há que continuar a investir na defesa de todas as espécies, muitas delas quase invisíveis, mas com uma missão a cumprir.»



&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;

&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-4484424225279447828?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/4484424225279447828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=4484424225279447828&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/4484424225279447828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/4484424225279447828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/02/2010-ano-internacional-da.html' title='2010 - Ano Internacional da Biodiversidade'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S2anIJ_Z69I/AAAAAAAAA6g/8gYXJQI4_g8/s72-c/susanaFonseca_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-402255412968969169</id><published>2010-02-01T09:59:00.004Z</published><updated>2010-02-01T10:02:41.622Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>A Religião na Sociedade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S2ambEhrp0I/AAAAAAAAA6Y/eRz95W8JH8s/s1600-h/antonioMatosFerreira_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S2ambEhrp0I/AAAAAAAAA6Y/eRz95W8JH8s/s400/antonioMatosFerreira_LusoFonias.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433212984470775618" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;De uma forma mais ou menos activa, a religião está sempre presente na vida de qualquer indivíduo ou comunidade. Independentemente do credo professado, cada pessoa encontra nas diversas religiões determinados códigos de valores e de conduta e também orientações e propostas de caminhos para realizar a felicidade.

Para nos falar sobre “A Religião na Sociedade”, o Luso Fonias contou com a participação do Prof. Doutor António Matos Ferreira, Professor de História da Igreja da Universidade Católica Portuguesa e Director-Adjunto do Centro de Estudos de História Religiosa da mesma Universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;



&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;

«A celebração do Dia Mundial da Religião acontece na semana em que os Cristãos rezam pela sua Unidade. Quando se fala dos novos contextos da Missão hoje, apresenta-se o diálogo entre Religiões e entre Confissões Cristãs como uma das prioridades missionárias. Num mundo onde Deus parece ter pouco lugar para estar e intervir, cabe às Religiões apostar na vivência e testemunho de uma espiritualidade que dê sentido à História e marque a diferença:
Num Mundo marcado pela violência e pela retaliação: optar pela Paz por qualquer preço (contra todas as guerras e violações dos direitos humanos).
Num Mundo marcado pelo individualismo: optar pelo sentido comunitário da vida e partilha dos bens. Nesta hora, há que partilhar em força com as vítimas do terramoto no Haiti e de outras tragédias.
Num Mundo marcado por algum racismo: optar pela vivência, desde crianças, em contextos de interculturalidade.
Num Mundo marcado por alguma xenofobia: optar pela defesa e compromisso em favor dos imigrantes, refugiados, deslocados, exilados.
Num Mundo marcado pelo lucro e pelo sucesso: optar pelos excluídos e pobres.
Num Mundo marcado pela construção de trincheiras entre o norte e o sul: optar por partir e/ou ajudar a partir rumo aos países mais desfavorecidos.
Num Mundo marcado pelo laicismo e secularismo: optar por colocar Deus no coração da História da humanidade.
Num Mundo marcado pela ganância do poder: optar por servir.
Num Mundo marcado por um norte rico que explora o sul pobre: optar por apoiar o desenvolvimento, através de projectos.

Assim, a Religião nunca será o ópio do povo, de que falou Marx, mas um caminho de fraternidade, justiça, paz e respeito pelos direitos Humanos. Deus faz falta à humanidade.»



&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;

&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-402255412968969169?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/402255412968969169/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=402255412968969169&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/402255412968969169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/402255412968969169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/02/religiao-na-sociedade.html' title='A Religião na Sociedade'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S2ambEhrp0I/AAAAAAAAA6Y/eRz95W8JH8s/s72-c/antonioMatosFerreira_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-2355373576483419681</id><published>2010-01-18T09:36:00.002Z</published><updated>2010-01-18T09:39:55.089Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;2010 foi escolhido pela Comissão Europeia como o "Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social". Estas duas realidades continuam a marcar a vida de milhões de pessoas um pouco por todo o globo. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S1QsNn2U1NI/AAAAAAAAA6Q/SwsSfmDCWoQ/s1600-h/mariaJoseDomingos_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S1QsNn2U1NI/AAAAAAAAA6Q/SwsSfmDCWoQ/s400/mariaJoseDomingos_LusoFonias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428012063435052242" /&gt;&lt;/a&gt;Quer em países desenvolvidos, quer em países ainda em desenvolvimento, continuamos a assistir a situações alarmantes provocadas por estes factores.&lt;br&gt;
Para nos falar sobre esta iniciativa da Comissão Europeia e de todo o trabalho que tem sido feito para combater a Pobreza e a Exclusão Social, o Luso Fonias contou com a presença da Dra. Maria José Domingos, do Núcleo Distrital de Lisboa da Rede Europeia Anti-Pobreza.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
««2010 é o Ano Europeu do combate à pobreza e à exclusão social. Ainda mal começou e já correm rios de tinta sobre as diversas formas de pobreza que esmagam e alguns caminhos de solução para tão grave problema. Do muito que se escreveu, gosto da perspectiva apontada por Mário Silva, Director do Centro Padre Alves Correia, que apoia imigrantes pobres e excluídos em Lisboa. Ele escreveu: ‘A pobreza é um mal porque, antes de mais, é um atentado à dignidade da pessoa humana. Os países da União Europeia decidiram que o ano 2010 seria um ano de combate a este mal e estabeleceram como objectivos:
            1 - Reconhecimento do direito das pessoas em situação de pobreza viverem com dignidade;
            2 - Responsabilidade partilhada e participação das próprias pessoas;
            3 - Coesão, sendo que a eliminação da pobreza e a inclusão dizem respeito a toda a sociedade;
            4 - Compromisso político, a nível europeu e nacional.
Com certeza que serão várias as iniciativas que serão tomadas ao longo deste ano e todos iremos ouvir falar, muitas vezes, de pobres. Contudo, a pobreza, sobretudo os pobres, continuarão a sofrer, porque a sociedade (nós todos) lhe vai roubando a dignidade a que têm direito.
Os programas de combate à pobreza que Portugal tem encetado desde a sua integração europeia têm tido resultados tão diminutos, que mais não podemos afirmar que as taxas de pobreza se vão mantendo porque, se redução houve, ela é tão diminuta que não aparece, nem nos estudos, nem na realidade que todos constatamos.
Bruto da Costa, no seu último estudo, coloca o “dedo na ferida”. A pobreza continua a ser entendida no nosso país “como fenómeno residual e periférico”. O combate à pobreza tem que estar bem no centro das políticas públicas e terá de atingir os “factores estruturais que residem na sociedade dominante”.
Mário Silva conclui de forma provocadora: “Uma manufactura produz algodão e pobres”, dizia-se na época da revolução industrial. Será que ser pobre é um “destino” de muitos? Para vencer a privação de tantos (pobres), bastaria uma transferência de cerca de 3,5% dos rendimentos de poucos (não-pobres). Irá alguma vez tal coisa acontecer?»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;

&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-2355373576483419681?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/2355373576483419681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=2355373576483419681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/2355373576483419681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/2355373576483419681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/01/ano-europeu-de-combate-pobreza-e.html' title='Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S1QsNn2U1NI/AAAAAAAAA6Q/SwsSfmDCWoQ/s72-c/mariaJoseDomingos_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-3973938182146666644</id><published>2010-01-14T09:39:00.003Z</published><updated>2010-01-14T09:44:51.136Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>O Prazer da Leitura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ler e escrever são duas actividades básicas em qualquer sociedade. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S07nIEcRCKI/AAAAAAAAA6I/qczC0m4QFpQ/s1600-h/aliceVieira_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S07nIEcRCKI/AAAAAAAAA6I/qczC0m4QFpQ/s400/aliceVieira_LusoFonias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426528726845294754" /&gt;&lt;/a&gt;Através das páginas dos livros ou dos mais avançados recursos de comunicação, a escrita é sempre uma forma de encontro entre pessoas, culturas e saberes.&lt;br&gt;
Para nos falar sobre o lugar que a escrita e a leitura ocupam no nosso quotidiano, o Luso Fonias contou com a participação da Escritora Alice Vieira, que está a comemorar 30 anos de carreira.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«O Dia Mundial da alfabetização deve levar-nos longe. Antes de mais, acho urgente partir em direcção aos contextos onde a escola não funciona e, por isso mesmo, a alfabetização ainda é uma miragem para milhões de pessoas. Apostar na lógica de uma escola para todos constitui um dos pilares do desenvolvimento á escala do mundo e não é por acaso que um dos objectivos do milénio para o desenvolvimento passa por aí.
Quero acreditar que todos os governos sérios do mundo apostam forte na educação. Sendo assim, com o apoio dos países mais ricos, a escola vai, em breve, chegar a todos, sem excepção e o mundo pode subir para um outro patamar de exigências no que à educação diz respeito.
Assim, numa sociedade já alfabetizada há que ir mais longe e mais fundo. Não deixa de ser estranho que as pessoas que mais meios educativos têm sejam as que apresentam índices de gosto pela leitura mais baixos. Basta olhar para as novas gerações da Europa e América do Norte que quase não lêem, entretidas como andam nas internets e jogos de computadores. Dizer que ‘não lêem’ não corresponde bem à verdade, pois têm que ler e escrever nas redes sociais, nos mails, nas sms, as regras dos jogos... mas notícias, reportagens, romances, textos académicos ficam quase só destinados a quem tem obrigação de os ler. E isto, quer queiramos quer não, é um atentado á cultura.
Muitos governos têm criado alguns mecanismos de incentivo á leitura, mas a criação do prazer de ler exige pedagogia e disciplina. A escola tem essa missão, embora as famílias não possam ser descartadas desta responsabilidade. As muitas feiras do livro provam que se publica muito, mas, excluindo os best sellers promovidos pelas máquinas publicitárias, não se investe muito dinheiro nestas obras de literatura. E, falta saber, se o que se compra é lido.
O decréscimo das tiragens de jornais e revistas de qualidade tem sido acompanhado pela subida em flecha das edições on-line. Nada de preocupante se os conteúdos outrora impressos hoje circulassem on-line e fossem lidos nos écrans dos computadores. Em relação ás novas gerações, parece que o computador serve mais para entrar nas redes sociais do que para se formarem e informarem. Criar o prazer de ler constitui, assim, um grande desafio para os governos, para as Escolas e para as famílias. Convém não atrasar numa resposta que abra mais portas à educação e à cultura.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

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&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-3973938182146666644?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/3973938182146666644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=3973938182146666644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/3973938182146666644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/3973938182146666644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/01/o-prazer-da-leitura.html' title='O Prazer da Leitura'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S07nIEcRCKI/AAAAAAAAA6I/qczC0m4QFpQ/s72-c/aliceVieira_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-6208824779624736768</id><published>2010-01-03T14:39:00.000Z</published><updated>2010-01-13T14:48:24.940Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Pobreza e Justiça Climática</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As alterações climáticas afectam todos, mas não de forma igual. Os custos sociais e económicos das alterações climáticas são muito mais pesados para os países em desenvolvimento e o seu impacto é crescente. Nestes países, não só existe uma maior vulnerabilidade às alterações climáticas, como existe uma maior dificuldade de adaptação ao impacto destas alterações.&lt;br&gt;
As alterações climáticas são mais do que uma questão ambiental, são uma questão d&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03bdHnjamI/AAAAAAAAA6A/SEKfGQgOMxs/s1600-h/NunoLacasta2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426234419358952034" border="0" alt="Nuno Lacasta" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03bdHnjamI/AAAAAAAAA6A/SEKfGQgOMxs/s400/NunoLacasta2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;e justiça e igualdade global.&lt;br&gt;
É preciso começar a pensar nas alterações climáticas em termos do seu impacto nas pessoas, das suas implicações sociais, económicas e humanas.&lt;br&gt;
Para nos falar de “Pobreza e Justiça Climática” esteve em estúdio o Dr. Nuno Lacasta, coordenador da Comissão para as Alterações Climáticas, director do Fundo Português de Carbono e negociador nacional na Cimeira das Nações Unidas sobre as alterações climáticas que decorreu em Copenhaga de 7 a 18 de Dezembro.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«O Dia Mundial da Paz, a 1 de Janeiro, remete-nos para um ambiente de ecologia total, com a paz com Deus, com todas as pessoas, com a natureza. Ora, a &lt;a href="http://en.cop15.dk/"&gt;Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas&lt;/a&gt;, realizada em Copenhaga, na Dinamarca, de 7 a 18 de Dezembro foi mais uma frustração para quem as questões ecológicas são decisivas para o presente e futuro da humanidade. As Igrejas estão conscientes da gravidade deste problema e, a 13 de Dezembro, quando a reunião estava a meio, os sinos repicaram em nome de mais Justiça Climática. Elas têm alertado para o problema de justiça global que está em jogo: as emissões de gases de efeito de estufa (como o CO2) têm origem sobretudo nos países desenvolvidos, mas o efeito nefasto das alterações climáticas atinge muito mais duramente os países mais pobres. O controlo das alterações climáticas é exigido pelo Papa Bento XVI quando, na sua encíclica ‘Caridade na Verdade’ pede que todos se empenhem mais na defesa da justiça e na solidariedade com os mais pobres do mundo. Alterar o actual estado de coisas é dar mais uma oportunidade às gerações futuras e aos povos mais vulneráveis. A Igreja está sensível a esta problemática, trabalhando pela questão ecológica em diversas frentes. Assim, cito o caso da Confederação Internacional para o Desenvolvimento e Solidariedade (CISDE) que, em conjunto com a Cáritas Internacional lançou, para 2008 e 2009, uma campanha política com o nome de ‘Pobreza e Justiça Climática’ sob o slogan ‘vamos criar um clima para a justiça’. Esta campanha esteve focada nas duas conferências das Nações Unidas sobre as alterações climáticas agendadas para este período e que configuraram uma oportunidade para pressionar os governos a assumir um compromisso justo e efectivo para um acordo global. Em Portugal, foi precisamente a Fundação Evangelização e Culturas, produtora deste programa, quem assumiu a responsabilidade de promover este campanha. Termino com a referência tão repetida de que Deus perdoa sempre, as pessoas perdoam às vezes, mas a natureza nunca perdoa. Corremos o risco de pagar muito caro as ofensas que lhe continuamos a fazer. Há que mudar atitudes. Os governos têm de tomar a sério a luta pela defesa de um clima saudável.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;

&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-6208824779624736768?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/6208824779624736768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=6208824779624736768&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/6208824779624736768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/6208824779624736768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/01/pobreza-e-justica-climatica.html' title='Pobreza e Justiça Climática'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03bdHnjamI/AAAAAAAAA6A/SEKfGQgOMxs/s72-c/NunoLacasta2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-183242201463609484</id><published>2009-12-27T14:33:00.000Z</published><updated>2010-01-13T14:48:09.232Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Presépios da Lusofonia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03aBuidJDI/AAAAAAAAA54/Mio96Wfiyuw/s1600-h/DianaRuiAntunes.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 228px; FLOAT: right; HEIGHT: 184px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426232849258587186" border="0" alt="Diana e Rui Antunes" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03aBuidJDI/AAAAAAAAA54/Mio96Wfiyuw/s400/DianaRuiAntunes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em tempo de Natal, fomos procurar saber como se vive a grande festa da família nos vários países lusófonos. Em estúdio estiveram dois &lt;a href="http://www.consolata.pt/"&gt;Leigos Missionários da Consolata &lt;/a&gt;que se casaram em Julho de 2008 e partiram em missão, para Moçambique, em Dezembro do mesmo ano, a Diana e o Rui Antunes. Não deixe de ouvir a experiência deste jovem casal. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-183242201463609484?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/183242201463609484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=183242201463609484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/183242201463609484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/183242201463609484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/01/presepios-da-lusofonia.html' title='Presépios da Lusofonia'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03aBuidJDI/AAAAAAAAA54/Mio96Wfiyuw/s72-c/DianaRuiAntunes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-2846806491445910761</id><published>2009-12-21T14:27:00.000Z</published><updated>2010-01-13T14:47:47.763Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Sem-Abrigo: como dar a mão?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Faltam poucos dias para o Natal. A agitação anda nas ruas, os meios de comunicação social lançam campanhas de solidariedade e toda a gente sente que tem de ajudar e partilhar com quem mais necessita. O problema é que estas pessoas não necessitam apenas uma vez por ano. Há muita gente a precisar de uma mão amiga e de uma palavra de conforto.&lt;br&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03YflymPjI/AAAAAAAAA5w/iGxLmDrhn5Y/s1600-h/AnaMoreira2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 120px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426231163283193394" border="0" alt="Ana Moreira" src="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03YflymPjI/AAAAAAAAA5w/iGxLmDrhn5Y/s400/AnaMoreira2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;
O &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 19 de Dezembro esteve à conversa sobre os sem-abrigo, sobre como podemos dar a mão a estas pessoas e ajudar na sua reintegração social. Não perca a entrevista à Dra. Ana Moreira, Vice-presidente do Conselho Fiscal do &lt;a href="http://www.casa-apoioaosemabrigo.org/"&gt;CASA - Centro de Apoio ao Sem-abrigo&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«O fenómeno dos sem abrigo é um dado assumido por todas as grandes cidades. De uma forma mais ou menos organizada, todos tentam combatê-lo, encontrando soluções para quem vive na rua, por opção, por consequência da perda de todos os bens ou por desenquadramento social. Rios de tinta já correram nas universidades, câmaras municipais, organizações humanitárias, congregações religiosas sobre as razões profundas que deixam na rua tanta gente e, sobretudo, acerca das iniciativas a tomar para que este drama tenha uma solução que parece muito difícil de encontrar.&lt;br&gt;
Entre os sem abrigo das grandes cidades europeias, encontramos muitas pessoas que foram mais ou menos expulsas das suas famílias, não têm trabalho e estão claramente à margem da sociedade. A droga, o álcool, a dificuldade de assumir um trabalho com regularidade, alguns distúrbios psicológicos... tudo serve de razão para considerar a rua como residência permanente.&lt;br&gt;
Durante o tempo mais quente, o sofrimento deles não incomoda tanto a quem passa e os vê deitados debaixo dos prédios, às portas das garagens ou em cima dos respiradouros do metro. Mas, na dureza dos invernos europeus, dói vê-los enrolados em cobertores e mais cobertores, ladeados da sua garrafa de álcool, a tentar sobreviver a mais uma noite. É que, para os sem abrigo, cada dia que nasce é um livro branco que eles não sabem bem como escrever.&lt;br&gt;
Mas há que dizê-lo, boa parte das pessoas não olha para este drama com desprezo e apatia. Há muitas instituições que foram nascendo para tirar da rua os que querem e vão reunindo condições para tal. Mas, respeitam sempre as opções de vida de cada um e há quem esteja na rua por opção e não se integre em nenhuma instituição nem seja capaz de aceitar regras de espécie alguma. Para todos há propostas de resolução para os problemas que é urgente resolver. Para quem quer manter-se na rua, há equipas de voluntários que percorrem as cidades de lés-a-lés e dão refeição, roupa e fazem alguns tratamentos.&lt;br&gt;
Há que ir ao fundo do problema. Os sem abrigo existem porque as sociedades não são tão humanas nem tão fraternas como deveriam ser. Colocam, com as suas regras de jogo, muita gente de fora. Por isso, uma solução global exige mudanças de mentalidade e de cultura. Às portas do Natal, multiplicam-se os eventos onde os mais pobres são protagonistas. É bom, mas é pouco. O ideal é continuar a lutar para que as desigualdades sociais não sejam gritantes e para que a exclusão seja apenas palavra de dicionário. Há um longo caminho a percorrer...»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-2846806491445910761?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/2846806491445910761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=2846806491445910761&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/2846806491445910761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/2846806491445910761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/01/sem-abrigo-como-dar-mao.html' title='Sem-Abrigo: como dar a mão?'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03YflymPjI/AAAAAAAAA5w/iGxLmDrhn5Y/s72-c/AnaMoreira2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-7930904650444299132</id><published>2009-12-14T14:13:00.000Z</published><updated>2010-01-13T14:46:10.060Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Os sem-direitos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;«Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade» é o que nos diz o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que celebrou 61 anos a 10&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03WD2CCkNI/AAAAAAAAA5o/enSLCyUqlq4/s1600-h/FreiMichaelDaniels2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 120px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426228487583338706" border="0" alt="Frei Michael Daniels" src="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03WD2CCkNI/AAAAAAAAA5o/enSLCyUqlq4/s400/FreiMichaelDaniels2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; de Dezembro. Uma data que o &lt;em&gt;Luso Fonias &lt;/em&gt;de 12 de Dezembro mais uma vez relembrou, alertando para a importância de dirigir a sociedade para um caminho de liberdade, justiça e paz no mundo.&lt;br&gt;
Não perca a entrevista ao Frei Michael Daniels, consultor da Organização das Nações Unidas e membro da Comissão Justiça e Paz da Guiné-Bissau, que nos deu um testemunho da realidade guineense e falou do trabalho que tem realizado junto dos presos de Bissau.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;br&gt;
&lt;/strong&gt;«Foi em Paris, há 61 anos, que nasceu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovados pela ONU, em Assembleia Geral. Daí para cá, a missão de os dar a conhecer e fazer cumprir foi fazendo o seu caminho, mas o mundo ainda está longe de os ver respeitados e vividos. Por isso, ano após ano, no dia 10 de Dezembro é Dia Internacional dos Direitos Humanos.&lt;br&gt;
Diante da Declaração de 1948 (pouco depois de acabadas as atrocidades da II Grande Guerra Mundial), as opiniões dividem-se: há quem a considere um instrumento perfeito para que o mundo inteiro veja a dignidade das pessoas reconhecida e respeitada; mas há também quem a considere uma arma do ocidente a impor padrões de moral e de cultura aos outros cantos do mundo. De qualquer forma, já ninguém lhe tira um mérito: o de obrigar, em termos teóricos, os governantes do mundo a respeitar um conjunto de valores que se tornaram património moral da humanidade.&lt;br&gt;
Por isso, acho que o grande problema está agora do lado executivo. Ou seja, há muita teoria bonita, bem argumentada, mas as práticas quotidianas, por esse mundo além, continuam a deixar muito a desejar. Há muita gente a quem são negados os direitos mais elementares, desde o acesso à alimentação, á escola, aos cuidados básicos de saúde, ao trabalho, a uma habitação condigna, á liberdade de expressão, de circulação, o direito a uma nacionalidade, ao bom nome, a ser julgado com imparcialidade... enfim, tanta gente passa ao lado do respeito que a sua dignidade humana exige e não tem.&lt;br&gt;
Todas as formas de exclusão e exploração têm de ser solenemente condenadas e claramente penalizadas. Colocar-se do lado dos oprimidos da história é uma missão de alto risco, mas, igualmente, de profunda humanidade.&lt;br&gt;
Aproveitemos a data para, em nome dos direitos humanos, darmos um toque mais de justiça e paz ao mundo. É uma aposta em que todos vamos ganhar.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-7930904650444299132?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/7930904650444299132/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=7930904650444299132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/7930904650444299132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/7930904650444299132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/01/os-sem-direitos.html' title='Os sem-direitos'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03WD2CCkNI/AAAAAAAAA5o/enSLCyUqlq4/s72-c/FreiMichaelDaniels2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-2237703336022378649</id><published>2009-12-06T14:04:00.000Z</published><updated>2010-01-13T14:45:29.935Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>As várias faces do voluntariado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A 5 de Dezembro celebra-se o Dia Internacional do Voluntário. Uma data que serviu de mote ao programa desta semana, que foi procurar conhecer as várias faces do voluntariado.&lt;br&gt;
Para nos falar do que significa ser voluntário esteve em estúdio a Presidente do &lt;a href="http://www.voluntariado.pt/"&gt;Cons&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03UMzGRqcI/AAAAAAAAA5Y/tnf-UuXQDuc/s1600-h/ElzaChambel.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 129px; FLOAT: right; HEIGHT: 173px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426226442391366082" border="0" alt="Elza Chambel" src="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03UMzGRqcI/AAAAAAAAA5Y/tnf-UuXQDuc/s400/ElzaChambel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.voluntariado.pt/"&gt;elho Nacional para a Promoção do Voluntariado&lt;/a&gt;, a Dra. Elza Chambel, e o Presidente da &lt;a href="http://www.fidesco-international.org/"&gt;F&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.fidesco-international.org/"&gt;idesco Portugal&lt;/a&gt;, o Dr. José Victor Adragão.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;br&gt;
&lt;/strong&gt;«O voluntariado apresenta hoje muitos rostos. Vemos os voluntários nos hospitais, nas prisões, nos centros sociais, nos lares de idosos, nas instituições que acolhem e apoiam crianças e jovens em risco... e vemos voluntários que deixam tudo e partem... os voluntários missionários. Desculpem que só fale destes, pois com eles lido há muito tempo e por eles tenho um especial carinho e admiração que me vem do facto de perceber e acompanhar melhor a escolha que fazem, a preparação a que se submetem e o trabalho que realizam, às vezes em contextos bem difíceis nas muitas linhas da frente da Missão, aonde são enviados.&lt;br&gt;
O gosto pela missão e pela partida para países longínquos continua a estar no horizonte de muitos dos jovens (e menos jovens) em Portugal. Apesar das dificuldades em arranjar financiamentos, existem no nosso país 41 entidades que promovem este tipo de iniciativas, desde congregações a ONGD que se &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03UWvOdwnI/AAAAAAAAA5g/9sAGpHMIBp0/s1600-h/JoseVictorAdragao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 124px; FLOAT: left; HEIGHT: 163px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426226613150663282" border="0" alt="José Victor Adragão" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03UWvOdwnI/AAAAAAAAA5g/9sAGpHMIBp0/s400/JoseVictorAdragao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;dedicam exclusivamente à dinamização de projectos no âmbito do voluntariado missionário e da ajuda ao desenvolvimento.&lt;br&gt;
Embora se verifiquem algumas variações, é notório o investimento que, anualmente, tem sido feito com vista a concretizar inúmeros projectos, com tudo o que isso mobiliza em termos de recursos humanos, materiais e financeiros. São muitas as horas de formação para uma preparação que se quer cada vez mais exigente; são muitas as mangas que se arregaçam para angariar os fundos necessários; mas são, sobretudo, muitos os sonhos de quem sente no seu coração este apelo para a missão.&lt;br&gt;
Por ocasião do Dia Mundial Missionário, as Obras Missionárias Pontifícias publicaram as estatísticas referentes aos Missionários/as portugueses que trabalham fora do país: 723. Uma nota curiosa destas Estatísticas é que, pela primeira vez, as Obras Missionárias Pontifícias uniram-se á Fundação Evangelização e Culturas e, nos números, constam também os Leigos Voluntários Missionários. Há 60 que estão em Missão por um ou dois anos.&lt;br&gt;
Esta Estatística aponta para alguns sinais que a Igreja portuguesa dá na sua dimensão missionária. Primeiro, garante que está viva, no que diz respeito à Missão por toda a vida: só fora de portas temos sete centenas de Missionários. Depois, abre-se uma nova página com a partida de leigos por períodos que variam entre um mês e alguns anos.&lt;br&gt;
Há uma nova onda missionária que não rebenta com a antiga, mas ajuda a aumentar o dinamismo no mar da Missão hoje.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;br&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-2237703336022378649?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/2237703336022378649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=2237703336022378649&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/2237703336022378649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/2237703336022378649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/01/as-varias-faces-do-voluntariado.html' title='As várias faces do voluntariado'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03UMzGRqcI/AAAAAAAAA5Y/tnf-UuXQDuc/s72-c/ElzaChambel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-8995823444911790067</id><published>2009-11-29T13:57:00.001Z</published><updated>2010-01-13T14:46:35.980Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>SIDA: Como erradicar o preconceito?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A 1 de Dezembro comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA. Uma data que serviu de mote ao &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 28 de Novembro, que focou a importância de se erradicar o preconceito que está associado a esta doença.&lt;br&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03Scx6lcWI/AAAAAAAAA5Q/FbyTq-KqZO8/s1600-h/TeresaDAlmeida2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 120px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426224517928546658" border="0" alt="Teresa D'Almeida" src="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03Scx6lcWI/AAAAAAAAA5Q/FbyTq-KqZO8/s400/TeresaDAlmeida2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;
Não perca a conversa com Teresa D’Almeida, presidente da &lt;a href="http://www.sol-criancas.pt/"&gt;SOL &lt;/a&gt;– Associação de Apoio às Crianças Infectadas pelo Vírus da SIDA e suas Famílias. Uma conversa sobre solidariedade, luz e esperança.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«A SIDA apareceu, na viragem do século e do milénio, como um grande desafio à ciência, à medicina e à sociedade. À Ciência porque é preciso investir ainda mais no estudo deste vírus, a fim de se encontrar formas de o erradicar; à medicina porque se trata de uma doença que exige, como todas as outras, de meios e métodos para diagnosticar a presença do vírus, combatê-lo na medida dos possíveis e acompanhar as pessoas que são dele portadoras; à sociedade porque se criou a mentalidade de que os portadores desta doença a contraíram através de comportamentos catalogados como negativos e, por isso, os doentes de SIDA são, em muitos casos, excluídos no plano social e até familiar.&lt;br&gt;
Mais importante do que erradicar o vírus, há que erradicar o preconceito. Tenham lá contraído a doença onde quer que seja, o fundamental é olhar cada pessoa no momento e na circunstância em que está. Mais importante do que querer saber como é que alguém contraiu uma doença é perceber que caminhos palmilhar para a combater, permitindo a recuperação da pessoa.&lt;br&gt;
Assim, há que continuar a investir na investigação para que se encontrem medicamentos que matem ou neutralizem os feitos do vírus do HIV. Há que criar condições para tratar todos os seropositivos, para que vivam com o máximo de dignidade e integração social e familiar. Há, claro está, que evitar comportamentos de risco, para que quem ainda não foi atingido por este flagelo possa passar-lhe ao lado. Aqui, os princípios éticos e propostas de comportamento da moral cristã ajudarão muito, caso as pessoas os queiram seguir.&lt;br&gt;
Combata-se a SIDA, apoiem-se os doentes, mas não esquecemos as outras doenças e os outros doentes para quem quase ninguém olha: refiro-me à malária, à tuberculose e a outras enfermidades que vitimam milhões de pessoas por esse mundo além, mas têm o problema de quase só afectar as populações mais pobres.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-8995823444911790067?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/8995823444911790067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=8995823444911790067&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/8995823444911790067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/8995823444911790067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2010/01/sida-como-erradicar-o-preconceito.html' title='SIDA: Como erradicar o preconceito?'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03Scx6lcWI/AAAAAAAAA5Q/FbyTq-KqZO8/s72-c/TeresaDAlmeida2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-8812721190980704449</id><published>2009-11-23T13:52:00.001Z</published><updated>2010-01-13T14:46:47.929Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>O fenómeno religioso nos media</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 21 de Novembro esteve à conversa sobre “O fenómeno religioso nos media”. Fomos procurar saber se há ou não espaço nos media para o religioso e qual a importância de formar jornalistas para o tratamento da informação religiosa, para que esta não seja abordada apenas por questões institucionais ou de conflito. Em estúdio esteve António Marujo, jornalista do jornal “Público”.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03Q-dABwwI/AAAAAAAAA5I/NgL-QBXkREg/s1600-h/AntonioMarujo2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 120px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426222897406526210" border="0" alt="António Marujo" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S03Q-dABwwI/AAAAAAAAA5I/NgL-QBXkREg/s400/AntonioMarujo2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;br&gt;
&lt;/strong&gt;«'Notícia não é um cão morder num homem. É um homem morder num cão’ – assim se aprende nas escolas do jornalismo, para ficar claro que o normal, o habitual, o esperado não dá razões a nenhum jornalista para escrever uma notícia que ocupe muito espaço nas páginas de um jornal, num noticiário de rádio ou televisão, num site de internet. Ora, este princípio aplica-se em cheio ao mundo do Religioso nas suas relações com os media. Fala apenas de três situações que têm feito correr rios de tinta. Comecemos pela mais dura: houve alguns casos de membros da Igreja que foram envolvidos na teia da pedofilia. Abriram-se noticiários sem conta, escreveram-se páginas e mais páginas... como se de notícias religiosas se tratasse! Para qualquer receptor mais atento, estávamos perante um caso de tribunal, mas o facto de envolver figuras da Igreja, multiplicaram o efeito da atenção dada pelos receptores e, por consequência, obrigaram os emissores a gastar mais espaço.&lt;br&gt;
Em Portugal, o escritor Nobel José Saramago, lembrou-se, do alto do seu anticlericalismo primário, de escrever um livro sobre ‘Caim’, mas, mais do que isso, aproveitar o lançamento da obra para insultar a Igreja, com palavras que mostravam uma intolerância extrema. Com isto, todos holofotes mediáticos apontaram para o livro e para o autor, abrindo quase que uma guerra religiosa, concluindo Saramago que só não foi queimado pela Igreja porque a inquisição já tinha fechado as portas. O resultado final foi que a venda dos livros disparou... e pouco mais. Mas também é verdade que a Bíblia foi mais referida nesses dias que no conjunto dos últimos 10 anos!&lt;br&gt;
Para acabar, queria lembrar que os Bispos portugueses reuniram em Fátima, de 9 a 12 de Novembro. Como está aceso o debate sobre o casamento dos homossexuais, a comunicação social apareceu em peso, em Fátima...só para abordar este assunto. Tudo o que era importante na agenda dos Bispos, não pareceu ter qualquer interesse para os jornalistas. Só aquele tema fracturante.&lt;br&gt;
Diante disto, que pode fazer a Igreja para ter mais vez e mais voz nos media? Não me parece haver respostas de catálogo, mas há que encontrar formas de provar ao mundo que o Evangelho é uma grande notícia, cheia de novidade e impacto social. Talvez nessa altura, o fenómeno religioso tenha, nos media, direito de cidadania.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
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No&lt;em&gt; Luso Fonias&lt;/em&gt; de 14 de Novembro procurámos saber se há ou não motivos para considerarmos os imigrantes um perigo social. Não perca a entrevista a André Costa Jorge, Director do &lt;a href="http://www.jrsportugal.pt/"&gt;Serviço Jesuíta aos Refugiados&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;

&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
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O programa de 7 de Novembro esteve à conversa sobre o conceito de recon&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S0S6ew4pfNI/AAAAAAAAA4w/JQsGo8PqiQM/s1600-h/P.JoseGasparFatimaClaudino.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423664888942263506" border="0" alt="P. José Gaspar e Fátima Claudino" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/S0S6ew4pfNI/AAAAAAAAA4w/JQsGo8PqiQM/s400/P.JoseGasparFatimaClaudino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ciliação e como podemos caminhar para uma melhor convivência multicultural. Em estúdio esteve o P. José Gaspar, que foi missionário em Angola, e a Dra. Fátima Claudino, representante da Comissão Nacional da &lt;a href="http://www.unesco.pt/"&gt;UNESCO&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;br&gt;
&lt;/strong&gt;«Ia 2008 ainda no meio quando fui surpreendido com a oferta de um calendário dos Missionários da Consolata para 2009 cujo tema era: Ano Internacional da Reconciliação. Foi nessa altura que me apercebi que a ONU tinha tomado esta decisão, útil e oportuna em qualquer ano, atendendo à importância da reconciliação para a construção de um mundo justo e pacífico.&lt;br&gt;
Curiosamente, o II Sínodo Africano, que fechou as portas a 25 de Outubro em Roma, também pegou neste grande tema, aliando-o, como não podia deixar de ser, à justiça e paz. Por isso, achei que, para este espaço, o melhor mesmo era pegar em algumas frases da densa Mensagem Final deste evento que deve marcar o continente africano e questionar o resto do mundo. Destaco, então, algumas das afirmações mais fortes:&lt;br&gt;
Vivemos num mundo cheio de contradições e profundas crises (...). A situação trágica dos refugiados, uma pobreza escandalosa, as doenças e a fome continuam a matar diariamente milhares de pessoas (nº 4).&lt;br&gt;
No que se refere à reconciliação, à justiça e à paz, a Igreja em África continua a contar com a solidariedade dos responsáveis da Igreja nos países ricos e poderosos, cuja política, acções ou omissões, ajudam ou podem causar e mesmo agravar a difícil situação da África. A este respeito, recordamos que entre a Europa e a África há uma peculiar relação histórica (nº11).&lt;br&gt;
Às grandes potências deste mundo apelamos: tratai a África com respeito e dignidade (...) Muitos dos conflitos, guerras e pobreza em África derivam em grande parte destas estruturas injustas (nº32).&lt;br&gt;
A consequência negativa de tudo isto está aí, bem patente a todo o mundo: pobreza, miséria e doenças; refugiados dentro e fora do país e no estrangeiro, a busca de pastagens frescas, a fuga de cérebros, as migrações clandestinas, tráfico de seres humanos, guerras, derramamento de sangue, não raro sob comissão, a barbaridade das crianças-soldado e indizíveis violências contra as mulheres. Como é que alguém se pode orgulhar de “governar” em semelhante situação? Onde pára o nosso sentimento tradicional africano de vergonha? Este Sínodo proclama-o claramente, alto e bom som: é tempo de mudar de atitudes para o bem da geração presente e futuras (nº37).»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
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&lt;/span&gt;
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“Caminhos de Cooperação” é o tema deste programa, porque o trabalho em &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SvNFsZKLVZI/AAAAAAAAA4k/hSBZYkY661o/s1600-h/SimaoLeitao2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; FLOAT: left; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400737007117489554" border="0" alt="Simão Cardoso Leitão" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SvNFsZKLVZI/AAAAAAAAA4k/hSBZYkY661o/s400/SimaoLeitao2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;prol do desenvolvimento é isso mesmo, um percurso que está a ser feito mais do que uma solução já pronta.&lt;br&gt;

Para nos falar de algumas experiências esteve em estúdio o Coordenador de Programa da FEC na Guiné-Bissau, o Simão Cardoso Leitão.&lt;br&gt;&lt;br&gt;



&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«Participei, no Montijo, a 24 de Outubro, no XI Fórum Ecuménico Jovem. É um evento que se repete ano após ano e que sensibiliza as gerações mais jovens para a urgência da comunhão, da cooperação, da unidade. Este ano foi sobre a reconciliação, apontando cinco direcções. A reconciliação consigo próprio, com Deus, com a Igreja, com os outros e com a natureza. Embora não pareça, esta temática tem tudo a ver com os caminhos de cooperação que é urgente continuar a rasgar. Isto porque, o grande drama da humanidade continua a assentar no facto das pessoas não se considerarem irmãs e, por isso mesmo, não viverem a fraternidade como valor universal.&lt;br&gt;

O mundo continua a caminhar a velocidades diferentes. Uns têm tudo e outros quase nada. Uns esbanjam e outros passam fome. Uns têm máquinas que nunca mais acabam e outros continuam mergulhados num subdesenvolvimento intolerável...&lt;br&gt;

Ora, só mudando mentalidades e corações haverá espaço para uma verdadeira cooperação assente nos pilares da justiça e da fraternidade.&lt;br&gt;

Olhando para as cooperações institucionais, feiras de povo para povo, percebemos logo que elas são comandadas pelos interesses e não pelo respeito que as pessoas merecem. E isso, inquina as águas de uma solidariedade internacional séria, bem como impede que haja um apoio ao desenvolvimento sustentado dos povos mais pobres.&lt;br&gt;

Mas há honrosas excepções. Diversas organizações humanitárias têm feito e continuam a fazer o que podem para que, com os seus projectos, o mundo seja mais humano, mais fraterno e mais solidário, usando a estratégia de dar pão a quem precisa dele hoje e dar ‘cana e ensinar a pescar’ para que haja pão amanhã.&lt;br&gt;

Os mecanismos actuais do desenvolvimento assentam em novas e caras tecnologias que não estão ao alcance dos mais pobres. Ou há uma verdadeira solidariedade internacional ou a globalização ainda vai cavar um fosso mais profundo entre quem tem e quem não tem, podem gerar conflitos que resultarão das injustiças gritantes que vão continuar a existir por esse mundo além.&lt;br&gt;

Abrir caminhos de uma cooperação mais solidária é uma forma de construir um mundo assente na justiça e no respeito pelos direitos humanos.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;



&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;br&gt;

&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-1078162339151732637?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/1078162339151732637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=1078162339151732637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/1078162339151732637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/1078162339151732637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/11/caminhos-de-cooperacao.html' title='Caminhos de Cooperação'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SvNFsZKLVZI/AAAAAAAAA4k/hSBZYkY661o/s72-c/SimaoLeitao2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-3609305021223495805</id><published>2009-10-26T10:15:00.002Z</published><updated>2009-10-26T10:23:34.567Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Nas estantes de uma biblioteca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 24 de Outubro contou com uma emissão dedicada aos livros, que surgiu a propósito de Outubro ser o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares. Fomos procurar perceber qual a importância destes espaços na construção das aprendizagens e crescimento dos nossos jovens.&lt;br&gt;
Não perca a conversa com o professor e escritor, José Fanha, um comunicador nato que cativa qualquer ouvinte. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SuV4V-Uq-1I/AAAAAAAAA4c/VhUsckyBELo/s1600-h/JoseFanha.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396852047375694674" border="0" alt="José Fanha" src="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SuV4V-Uq-1I/AAAAAAAAA4c/VhUsckyBELo/s400/JoseFanha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;br&gt;
&lt;/strong&gt;«É neste Mês Internacional das Bibliotecas Escolares que rebenta uma enorme polémica à volta de um livro. José Saramago, Nobel da Literatura e conhecido pelas posições sempre venenosas contra a Igreja Católica, publicou o livro ‘Caim’, aproveitando para atacar frontalmente a Bíblia, livro que considerou um código de maus costumes. Ora, nas estantes de uma Biblioteca, a Bíblia tem de ter lugar cativo. É o livro mais lido, mais traduzido, mais vendido, mais inspirador da história da humanidade. Foi o livro que Gutenberg escolheu para imprimir em primeira lugar, abrindo uma página na grande história da imprensa. Por isso e por tudo quanto disse, a Bíblia é um livro imprescindível em todas as bibliotecas do mundo. Depois, há que apostar nos clássicos da literatura mundial. Nas estantes deve encontrar-se um bom lugar para a História, seja a universal, seja a que cada país, dando a oportunidade de cada um conhecer as raízes em que assentam a vida e as fontes onde se vai beber.&lt;br&gt;
A sociologia, a antropologia, a teologia, a filosofia também devem ter lugar cativo, para valorizar o lado humano da cultura. E, não só para os mais jovens, há que dar lugar de realce à banda desenhada. Ao longo dos tempos produziram-se obras fantásticas que formam e divertem todas as gerações, tendo criado nomes com o Astérix, as personagens do Walt Disney, o Lucky Luke e tantos outros que ainda hoje fazem as nossas delícias literárias e abrem as portas da geração mais nova ao gosto pela leitura.&lt;br&gt;
Claro que uma biblioteca moderna tem de ter enciclopédias... mas, sobretudo, muito espaço para o multimédia que é o suporte mais atraente para os mais novos e por onde muitos dos mais velhos já se passeiam á vontade.&lt;br&gt;
Uma biblioteca humanista ajuda a crescer no conhecimento, na cultura, na humanidade. Ir às raízes, beber nas fontes, crescer na cultura é construir património, é rasgar caminhos de um futuro mais humano.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-3609305021223495805?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/3609305021223495805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=3609305021223495805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/3609305021223495805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/3609305021223495805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/10/nas-estantes-de-uma-biblioteca.html' title='Nas estantes de uma biblioteca'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SuV4V-Uq-1I/AAAAAAAAA4c/VhUsckyBELo/s72-c/JoseFanha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-8346408765722537843</id><published>2009-10-19T18:16:00.001+01:00</published><updated>2009-10-19T18:21:00.954+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Pobreza Escondida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A 17 de Outubro comemora-se o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Uma data que serve para reflectirmos sobre o que se passa à nossa volta, porque a pobreza pode estar mesmo na casa ao nosso lado, no nosso colega de trabalho, no nosso melhor amigo, naquela pessoa que aparentemente não tem qualquer tipo de problema.&lt;br&gt;
“Pobreza Escondida” foi o tema do &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; desta semana. Não perca a entrevista a Celestino Cunha da &lt;a href="http://comvidaepaz.blogspot.com/"&gt;Comunidade Vida e Paz&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«O mundo, co&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Styfksj94iI/AAAAAAAAA4U/HC0oMrEt_Uk/s1600-h/cvpaz.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; FLOAT: left; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394361906469134882" border="0" alt="Comunidade Vida e Paz" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Styfksj94iI/AAAAAAAAA4U/HC0oMrEt_Uk/s400/cvpaz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;m todas as bênçãos da ONU, celebra, a 17 de Outubro, o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Falta saber se é pura demagogia ou há mesmo vontade, da parte de quem pode, de investir numa luta sem tréguas para esta grande mancha da humanidade: a miséria a que estão submetidos milhões e milhões de pessoas. Por isso se compreendem campanhas como a que tem mobilizado muita gente: ‘Levanta-te e actua contra a pobreza’. Até Bento XVI convidou os crentes a unirem-se ao Dia Mundial da Luta contra a Pobreza.&lt;br&gt;
Mas esta crise global gerou novas formas de pobreza, sendo a mais badalada a dita ‘pobreza escondida’ ou ‘pobreza envergonhada’. Ela chama-se assim porque afecta gente que, outrora, vivia bem e, por isso, nunca se habituará à ideia de que tem de estender a mão á generosidade dos outros, atitude que é humilhante e para a qual estas pessoas não estavam nem estão preparadas. Algumas preferirão morrer á fome a ter que pedir pão para comer. Talvez por isso, a par dos fenómenos dos bancos alimentares contra a fome, a Europa está a inventar modalidades que combatam, de forma discreta, esta pobreza escondida. A título de exemplo, no fim de Setembro, a Cáritas Portuguesa lançou o projecto de entrega de senhas de restaurante, a fim de fornecer gratuitamente refeições a quem, vitimados de surpresa pela crise, não tem dinheiro para comprar bens alimentares e também não se sente à vontade para ir buscar alimentos ao banco alimentar contra a fome ou às conferências vicentinas.&lt;br&gt;
Escondida ou escandalosamente à vista, a pobreza tem de ser combatida por todos os meios, em nome dos direitos humanos. Quando os líderes de todo o mundo se reuniram na Cimeira do Milénio, a grande decisão que tomaram foi a dar as mãos e reduzir a pobreza do mundo para metade, até 2015. Assim nasceram os famosos Objectivos para o desenvolvimento do Milénio (ODM) que têm feito correr tanta tinta, mas nem por isso têm feito reduzir os índices de pobreza na maior parte do mundo. E tudo isto porque há muita hipocrisia na maneira como o mundo é governado. Enquanto a lógica do poder assentar sobre interesses, não iremos a lado nenhum. Desafio os governantes deste mundo a olharem mais para as pessoas do que para os interesses. Nessa altura, a pobreza descerá a pique e a fraternidade tomará conta de nós. Para bem de todos.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-8346408765722537843?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/8346408765722537843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=8346408765722537843&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/8346408765722537843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/8346408765722537843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/10/pobreza-escondida.html' title='Pobreza Escondida'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Styfksj94iI/AAAAAAAAA4U/HC0oMrEt_Uk/s72-c/cvpaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-1005666196784173760</id><published>2009-10-19T18:13:00.005+01:00</published><updated>2009-10-19T18:22:01.142+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Dialogar na Diferença</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A emissão do &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 10 de Outubro foi dedicada ao diálogo, ao diálogo na diferença. Fomos procurar perceber como podemos promover a interculturalidade, o respeito e a aceitação mútua.&lt;br&gt;
O Ano Europeu do Diálogo Intercultural, que se comemorou em 2008, teve como lema “Juntos na Diversidade”. E em 2009? O que mudou? Será que &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/StyebD1fsDI/AAAAAAAAA4M/_GnWfIWjk6Y/s1600-h/bernardosousa1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394360641406349362" border="0" alt="Bernardo Sousa" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/StyebD1fsDI/AAAAAAAAA4M/_GnWfIWjk6Y/s400/bernardosousa1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;estamos cada vez mais juntos? Para esclarecer estas dúvidas esteve em estúdio o Director do &lt;a href="http://www.acidi.gov.pt/"&gt;Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural&lt;/a&gt; (ACIDI), o Dr. Bernardo Sousa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;br&gt;
&lt;/strong&gt;«O diálogo é a arma dos fortes. Pensa-se, com frequência, que os grandes devem impor-se aos pequenos e, se não o fazem, estão a dar mostras de fragilidade. Nada mais absurdo! É verdadeiramente grande quem tem um olhar largo, quem vê mais longe e mais fundo. E esses percebem os seus limites e a riqueza que pode constituir a colaboração dos outros.&lt;br&gt;
Hoje fala-se muito em diálogo. Se calhar, o grande problema é que se fala mas não se pratica o suficiente para que os resultados apareçam. Mas as experiências que se vão fazendo a este nível provam que é um caminho a seguir. Quando há uma guerra, a única solução é sentar-se á mesa e negociar a paz, na base das convicções comuns e da vontade de construir uma sociedade reconciliada. Quando as famílias não se entendem, há que reunir, analisar as razões das dificuldades e encontrar portas de saída para uma crise que pode conduzir a uma ruptura.&lt;br&gt;
Também a nível político, o dialogar na diferença é um desafio a que convém responder com a prática. Um país só se constrói com a colaboração de todos os cidadãos. De mãos dadas e não de armas na mão. Assim, os partidos políticos têm a obrigação de apresentar os seus programas próprios, mas negociá-los com os adversários políticos, dando-se as mãos após a publicação dos resultados eleitorais. Só assim há democracia, só desta forma se ganha com a diferença de opiniões, perspectivas e projectos. Se cada um se refugia atrás da sua trincheira ideológica, quem sofre é o povo.&lt;br&gt;
Passemos a outra dimensão onde o diálogo ganha contornos de altíssima importância: a Religião. Tempos houve em que cada comunidade religiosa se sentia senhora absoluta da verdade e, por isso, não havia qualquer espaço ao diálogo. De costas voltadas, todas as religiões de apresentavam ao povo como únicas e os seus líderes e fiéis estavam até dispostos a fazer guerra para impor a sua maneira de se relacionar com Deus. Ora, ninguém tem o exclusivo da relação com Deus e, por isso, a humildade é a única forma séria de estar na vida. Por isso, o ecumenismo e o diálogo inter-religioso ganharam direito de cidadania e apresentam-se hoje como as únicas formas aceitáveis de relação com deus e das religiões entre si. De mãos dadas, as Religiões comprometem-se a dar a sua colaboração decisiva na construção de um mundo novo, mais humano e mais fraterno. Assim, as diferenças se tornam riquezas e o diálogo ganha estatuto de ferramenta essencial na relação entre as pessoas e os povos.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-1005666196784173760?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/1005666196784173760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=1005666196784173760&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/1005666196784173760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/1005666196784173760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/10/dialogar-na-diferenca.html' title='Dialogar na Diferença'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/StyebD1fsDI/AAAAAAAAA4M/_GnWfIWjk6Y/s72-c/bernardosousa1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-1077053787914038435</id><published>2009-10-19T18:09:00.002+01:00</published><updated>2009-10-19T18:11:58.390+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Crise Alimentar vs Crise Energética</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje em dia não se fala da falta de alimentos no mundo, mas fala-se da impossibilidade das populações mais pobres acederem a bens alimentares.&lt;br&gt;
Na conversa do &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 3 de Outubro fomos procurar perceber como a crise alimentar está associada à crise energética e o «efeito bola de neve» que uma provoca sobre a outra. Não deixe de ouvir a entrevista ao responsável pela Rede África – Europa Fé e Justiça (AEFJN), o P. José &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Stydh1_C3nI/AAAAAAAAA4E/hOPPfQhwhq8/s1600-h/P.JoseAugustoLeitao2.jpeg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394359658435763826" border="0" alt="P. José Augusto Leitão" src="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Stydh1_C3nI/AAAAAAAAA4E/hOPPfQhwhq8/s400/P.JoseAugustoLeitao2.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;Augusto Leitão.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«O mundo continua marcado por injustiças gritantes que têm consequências no dia-a-dia das pessoas, sobretudo das mais pobres. Enquanto os povos da opulência esbanjam, os povos pobres passam fome; enquanto nas regiões ricas do globo muita gente entrou em pânico por causa da obesidade e tem de fazer grandes dietas e tratamentos para emagrecer, nas regiões mais carenciadas a falta de vitaminas e proteínas faz engrossar a fileira dos famintos a cuja boca o pão de cada dia não chega nunca em quantidades suficientes. Esta é, infelizmente, a imagem do nosso mundo que se tornou numa aldeia global, mas onde a justiça e a solidariedade ainda não estão assim tão globalizadas a ponto de fazer da terra um espaço de fraternidade sem fronteiras.&lt;br&gt;
Mas, se a crise alimentar que afecta de milhões de pessoas por esse mundo além era já muito grave, tudo se complicou ainda mais quando entramos em crise energética e alguns governos decidiram avançar para a produção de bio combustíveis. Ou seja, optaram por transformar bens alimentares em energia alternativa ou complementar á que nos chegava dos petróleos. Com esta decisão, os alimentos tornaram-se ainda mais escassos e mais caros, para desgraça dos pequeninos e dos pobres.&lt;br&gt;
Por esse mundo além, foram e são muitas as vozes que se levantaram e levantam contra esta opção. Criar energias alternativas é importante para a humanidade, mas tal não deverá concretizar-se á custa de mais miséria e mais fome na vida já muito atribulada das populações empobrecidas.&lt;br&gt;
Há que medir sempre o alcance das decisões a tomar. Esta de converter comida em energia pode ser boa para quem tem a mesa farta, mas é desastrosa para quem já luta muito apenas para ter direito ao pão de cada dia.&lt;br&gt;
O mundo precisa de uma sociedade civil mais forte e mais interveniente para agir nestes e noutros casos como advogados dos excluídos das nossas sociedades. Caso contrário, vencerá sempre a lógica do mais forte e, neste caso, a lei da selva vai vencer sempre. Tal constituirá uma derrota da humanidade.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-1077053787914038435?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/1077053787914038435/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=1077053787914038435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/1077053787914038435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/1077053787914038435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/10/crise-alimentar-vs-crise-energetica.html' title='Crise Alimentar vs Crise Energética'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Stydh1_C3nI/AAAAAAAAA4E/hOPPfQhwhq8/s72-c/P.JoseAugustoLeitao2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-5461108528619164095</id><published>2009-10-19T18:01:00.005+01:00</published><updated>2009-10-19T18:22:29.597+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>10 Anos de Luso Fonias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na emissão de 26 de Setembro estivemos à conversa sobre os 10 anos de &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt;. Inicialmente com o nome de &lt;em&gt;Igreja Lusófona&lt;/em&gt;, fomos para o ar a 23 de Fevereiro de 1999 com uma entrevista a D. Zacarias Kamwenho sobre a “Campanha de Fraternidade – II Encontro das Igrejas Lusófonas”.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Styb-WH_Y3I/AAAAAAAAA38/w1qSqX0zqHE/s1600-h/Jo-P.Tony2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; FLOAT: left; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394357949076300658" border="0" alt="P. Tony Neves e Jorge Líbano Monteiro" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Styb-WH_Y3I/AAAAAAAAA38/w1qSqX0zqHE/s400/Jo-P.Tony2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Além dos 10 anos, comemoramos também 500 emissões dedicadas a temas como a saúde, direitos humanos, cooperação, interculturalidade, entre muitos outros que preenchem este magazine semanal de encontro de vozes e culturas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

Para nos falar da importância deste programa radiofónico esteve em estúdio o Dr. Jorge Líbano Monteiro, Administrador da &lt;a href="http://www.fecongd.org"&gt;FEC&lt;/a&gt;, e o P. Tony Neves, que colabora semanalmente com um comentário e que durante nove anos foi nosso editor.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

Vale a pena ouvir também o comentário desta semana, que contou com o testemunho de uma pessoa muito especial para a nossa equipa, o presidente do Conselho de Assessores da FEC, Monsenhor José Alves Cachadinha.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;div align="center"&gt;

&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-5461108528619164095?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/5461108528619164095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=5461108528619164095&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/5461108528619164095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/5461108528619164095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/10/10-anos-de-luso-fonias.html' title='10 Anos de Luso Fonias'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Styb-WH_Y3I/AAAAAAAAA38/w1qSqX0zqHE/s72-c/Jo-P.Tony2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-815206983679757261</id><published>2009-10-19T17:55:00.002+01:00</published><updated>2009-10-19T18:00:10.808+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Direito à Saúde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O direito à saúde é reconhecido por todos e está expresso na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Mas, em pleno século XXI, ainda assistimos a uma boa parte da população mundial que não tem sequer os cuidados básicos de saúde. Que medidas deverão ser tomadas para que todos tenham acesso à saúde?&lt;br&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/StyaUdD42xI/AAAAAAAAA3s/6ICCDMja5v0/s1600-h/RuiPortugal2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394356129872010002" border="0" alt="Rui Portugal" src="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/StyaUdD42xI/AAAAAAAAA3s/6ICCDMja5v0/s400/RuiPortugal2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;
Não deixe de ouvir o &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 19 de Setembro com uma entrevista ao Dr. Rui Portugal, Presidente do Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;



&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«O Direito à saúde faz parte da lista dos direitos fundamentais da pessoa humana, como não podia deixar de ser. Em termos teóricos, o mundo ergue a voz, em uníssono, para apoiar esta ideia, mas, na prática, boa parte da humanidade não tem acesso sequer aos cuidados elementares da saúde. Daí que, até nos Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento, este direito lá apareça bem expresso.&lt;br&gt;

O problema é sempre o mesmo: a distância entre a teoria e a prática, entre o que se diz e o que se faz é enorme. E, por esse mundo além, até em países ricos, muita gente passa ao lado de tudo quanto poderia ajudar a manter as pessoas em bom estado de saúde e, nos casos de doença, seriam bem acompanhadas. Evitar-se-iam muitas doenças e combater-se-iam com sucesso outras tantas.&lt;br&gt;

Dói verificar que, por causa das guerras dos laboratórios da indústria farmacêutica, muitos medicamentos e tratamentos ficam, pelo preço, fora do alcance das populações mais pobres. Medicamentos que saem baratos na produção, ficam caros pelo preço das patentes. Há ainda o problema das desfocagens: vivemos o terror da gripe A que tem matado pouca gente, mas feito circular, em medicamentos, prevenção, planos de contingência e publicidade muitos milhões de euros. E, no entretanto, a malária, as hepatites, as pneumonias, as tuberculoses e outras doenças fora dos holofotes da comunicação social continuam a fazer razias. Mas a comunicação social, os ministérios da saúde e a indústria farmacêutica têm as baterias apontadas à gripe A…&lt;br&gt;

Também o acesso aos hospitais públicos continua a ser um problema sério. Costuma dizer-se que para se estar doente é preciso ser-se rico! E é verdade, porque só quem tem dinheiro se pode dar ao luxo de recorrer a hospitais e clínicas privadas que, a preço de ouro, têm á disposição imediata todo o tipo de tratamentos. Quem adoece e pára numa urgência de hospital ou precisa de uma consulta em alguma especialidade, bem pode esperar sentado uns meses para ver o seu problema de saúde analisado... e poderá esperar muito mais por uma cirurgia ou tratamento prolongado. Há que mudar esta situação, mas ninguém ainda descobriu bem como.&lt;br&gt;

Em nome do direito à Saúde, peçamos a quem governa que mude este estado de coisas. Até porque, com saúde, a sociedade é mais feliz e todos poderão trabalhar mais e melhor pelo bem comum.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;



&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-815206983679757261?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/815206983679757261/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=815206983679757261&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/815206983679757261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/815206983679757261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/10/direito-saude.html' title='Direito à Saúde'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/StyaUdD42xI/AAAAAAAAA3s/6ICCDMja5v0/s72-c/RuiPortugal2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-935124000333028372</id><published>2009-10-19T17:30:00.004+01:00</published><updated>2009-10-19T17:41:51.314+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Quais os apoios ao desenvolvimento rural?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 12 de Setembro foi procurar conhecer quais os apoios ao desenvolvimento rural. Que políticas têm sido implementadas para ajudar a melhorar as condições de vida das pessoas que residem em regiões rurais.&lt;br&gt;

Em estúdio esteve o Eng. Rui Veríssimo Batista, Chefe de Projecto do Programa de Iniciativa Comunitária Leader +, da &lt;a href="http://www.dgadr.pt/"&gt;Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural &lt;/a&gt;(DGADR).&lt;br&gt;&lt;br&gt;


&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/StyVw-k4X1I/AAAAAAAAA3k/O9UqctMKSVc/s1600-h/RuiVerissimoBatista2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; FLOAT: right; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394351122346958674" border="0" alt="Rui Veríssimo Batista" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/StyVw-k4X1I/AAAAAAAAA3k/O9UqctMKSVc/s400/RuiVerissimoBatista2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;br&gt;

&lt;/strong&gt;«A agricultura é a responsável pela base da alimentação das populações. Quando as economias estão de boa saúde e com boa organização, o problema alimentar nunca se coloca, porque o patamar das exigências está situado muito acima das necessidades básicas. Nestas sociedades mais ricas, a agricultura está muito desenvolvida e mesmo as populações mais pobres acabam por ter alimentos suficientes, uma vez que há excessos de produção e entidades, estatais ou particulares, que distribuem o pão de cada dia aos que o não têm sobre a sua mesa.&lt;br&gt;

O mesmo não se pode dizer das sociedades mais pobres e desorganizadas onde a fome impera e há uma necessidade urgente de ajuda humanitária para garantir a sobrevivência dos mais desfavorecidos. Quando a pobreza ataca, há uma tendência de fuga para as grandes cidades, onde as oportunidades que se procuram se transformam, na maioria dos casos, em tragédia. Desenraizadas e desesperadas, as pessoas tentam tudo para sobreviver, entram em esquemas mafiosos ou delinquentes, não resolvendo os seus problemas e criando ou agudizando a instabilidade e violência que caracteriza muitas das periferias pobres das grandes cidades.&lt;br&gt;

Mas há soluções já testadas por alguns países. Uma delas passa pelo desenvolvimento rural que leve a fixar famílias longe das cidades e gere produções maiores que criem riqueza e aumentem a quantidade e qualidade dos bens que os campos permitem produzir. Só que este desenvolvimento no meio rural deriva de uma opção política clara de governos que queiram investir no campo, apoiando os agricultores e suas famílias. Os resultados não serão imediatos e os políticos podem não ganhar votos com decisões deste género...&lt;br&gt;

Em nome dos povos mais pobres e em defesa de quantos vivem, na miséria, nas periferias das cidades, há que fazer alguma pressão para que os governos invistam numa agricultura moderna. É ainda urgente que a ajuda dos países mais ricos ao desenvolvimento dos mais pobres passe muito pela agricultura, pecuária e silvicultura, dando pão e futuro aos mais pobres. Como eu gostaria de ver Luanda, Benguela, Maputo, Beira, Rio de Janeiro, S. Paulo, Lisboa... com menos habitantes e mais qualidade de vida, sabendo que, lá mais para o interior dos países, podíamos encontrar famílias de agricultores felizes, com tecnologia avançada, a produzir toneladas e toneladas de alimentos e outros produtos agrícolas, como garantia do desenvolvimento sustentado dos nossos países. É um sonho que gostaria de ver convertido em realidade.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;



&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

&lt;span style="font-size:85%;color:#dd8a37;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-935124000333028372?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/935124000333028372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=935124000333028372&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/935124000333028372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/935124000333028372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/10/quais-os-apoios-ao-desenvolvimento.html' title='Quais os apoios ao desenvolvimento rural?'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/StyVw-k4X1I/AAAAAAAAA3k/O9UqctMKSVc/s72-c/RuiVerissimoBatista2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-9164753074034875939</id><published>2009-09-11T09:52:00.006+01:00</published><updated>2009-09-11T10:10:57.163+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Escola Multicultural</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SqoTrfXYUFI/AAAAAAAAA3c/8zs98af3niY/s1600-h/IsabelPaes.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SqoTrfXYUFI/AAAAAAAAA3c/8zs98af3niY/s400/IsabelPaes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380134342722342994" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;No LusoFonias de hoje vamos reflectir sobre a "Escola Multicultural". Vamos procurar saber como se pode educar para a diversidade e como fazer da escola um lugar de encontro de culturas.  
 
Fique na nossa companhia e ouça a entrevista à Professora Isabel Paes do Gabinete de Educação e Formação, do &lt;a href="http://www.acidi.gov.pt" target="_blank"&gt;Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI)&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«A celebração do Dia Internacional da Alfabetização é um excelente pretexto para reflectirmos sobre o papel da Escola num tempo marcado pela diversidade cultural. Os tempos da globalização, como se costumam chamar os nossos, exigem uma nova escola, pois lançam enormes desafios à educação de todas as gerações, a começar pelas mais novas.

Em cidades maiores, encontramos escolas que têm crianças e jovens provenientes de diferentes países, raças, cores ou etnias. Será que a sociedade está atenta a esta diversidade e tem encontrado respostas aos desafios que a diferença cultural coloca?
É urgente a promoção de um espírito académico que abra as portas a uma escola multicultural, onde não aconteça como no futebol em que há uma equipa que joga em casa e outra que joga fora, numa lógica desigual de ‘visitados contra visitantes’. Na escola, os alunos devem sentir-se todos em casa, mesmo que alguns possam ter acabado de chegar do outro canto da terra.

Esta nova maneira de olhar e organizar a educação tem de responder bem a diversas perguntas, de acordo com os intervenientes neste processo educativo. Ou seja, para que a escola seja multicultural, os alunos têm de saber o que isso implica, os professores têm que saber leccionar segundo este espírito, todos os funcionários devem entrar nesta onda... De mãos dadas e visando um objectivo comum, a comunidade académica consegue ajudar a construir uma sociedade onde todos crescem juntos, transformando a diversidade em riqueza que a todos faz crescer em humanidade e fraternidade sem fronteiras.

Numa época em que, na Europa, os estudantes regressam á escola após longas férias, este é um tempo oportuno para olhar a educação com olhos de futuro e de abertura aos tempos que correm. Noutras paragens onde o ano escolar caminha para o fim, é tempo de avaliar o percurso feito e de ajustar o que ainda não foi conseguido para que a terra se transforme na casa comum de todos.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-9164753074034875939?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/9164753074034875939/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=9164753074034875939&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/9164753074034875939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/9164753074034875939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/09/escola-multicultural.html' title='Escola Multicultural'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SqoTrfXYUFI/AAAAAAAAA3c/8zs98af3niY/s72-c/IsabelPaes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-5047123960358217788</id><published>2009-08-04T12:18:00.004+01:00</published><updated>2009-08-31T13:40:31.987+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Projectos de Esperança</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sngcf_6VFTI/AAAAAAAAA3M/pDU8RU7fGus/s1600-h/anaPatriciaMarioNogueira_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sngcf_6VFTI/AAAAAAAAA3M/pDU8RU7fGus/s400/anaPatriciaMarioNogueira_LusoFonias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366070292069553458" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Durante este tempo de férias, são muitos aqueles que partem em diversos projectos de missão. Fazem-no na certeza de que o pouco que podem dar do seu tempo, pode ser essencial para transformar a vida daqueles que continuam a enfrentar graves dificuldades no seu dia-a-dia. Desta forma, a esperança de um futuro diferente torna-se presente em rostos concretos, em atitudes de mudança, em projectos de cooperação. 

Para nos falar sobre “Projectos de Esperança”, mote da campanha &lt;a href="http://www.agirparadesenvolver.org"&gt;“Agir para Desenvolver”&lt;/a&gt; lançada pela &lt;a href="http://www.fecongd.org"&gt;Fundação Evangelização e Culturas&lt;/a&gt;, o LusoFonias de hoje conta com a participação da Ana Patrícia Fonseca, responsável pela Plataforma do Voluntariado Missionário da Fundação e com Mário Nogueira, Director da &lt;a href="http://www.maos-unidas.pt/"&gt;Associação Mãos Unidas – Pe. Damião&lt;/a&gt;, responsável por um dos projectos que esta campanha apoia.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«O desenvolvimento verdadeiro – diz Bento XVI no seu último documento social – tem de ser integral. Ou seja, tem de atingir todas as pessoas do mundo e todas as dimensões da pessoa, sem esquecer a espiritual e moral.

A Igreja católica, através das suas instituições, tem combatido a fome, a pobreza, a falta de acesso aos cuidados de saúde, a impossibilidade de ir á escola. E cumpre esta missão apostando num desenvolvimento integral. A Fundação Evangelização e Culturas, actuando nesta linha, avançou com a campanha ‘Agir para desnvolver. Projectos de esperança’ contando com o apoio financeira de empresas, instituições e pessoas particulares a fim de levar por diante a concretização de 10 projectos de desenvolvimento.

Assim, Moçambique, Angola, Portugal, Timor –Leste seriam os países de concretização desses projectos de desenvolvimento e solidariedade. As áreas de intervenção também são plurais. O ensino é a aposta de metade destes projectos, quer na formação de formadores educativos, na construção e equipamento de bibliotecas e espaços lúdicos, na construção de internatos que permitam acolher crianças e jovens que, desta forma terão acesso á escola. A saúde também tem lugar de relevo com a criação de espaços onde se forma para a higiene, segurança alimentar, questões ambientais, puericultura, campanhas contra o HIV /Sida. Há ainda lugar para a construção de uma padaria e uma moagem, para uma aposta nas novas tecnologias da comunicação, tudo isto ao serviço de uma economia local sustentável e social.

O desenvolvimento é o novo nome da paz e a garantia de futuro para muitas pessoas que parecem estar fora de uma caminho de felicidade e de bem-estar.

Com projectos deste género, a esperança volta a ganhar lugar cativo no jogo da vida feliz.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-5047123960358217788?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/5047123960358217788/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=5047123960358217788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/5047123960358217788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/5047123960358217788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/08/projectos-de-esperanca.html' title='Projectos de Esperança'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sngcf_6VFTI/AAAAAAAAA3M/pDU8RU7fGus/s72-c/anaPatriciaMarioNogueira_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-1352437698330504373</id><published>2009-08-04T12:17:00.002+01:00</published><updated>2009-08-31T13:38:08.837+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Escravos do século XXI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sngb9Kv1MJI/AAAAAAAAA3E/Nf2iG_t3x8w/s1600-h/pedroKrupenski_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sngb9Kv1MJI/AAAAAAAAA3E/Nf2iG_t3x8w/s400/pedroKrupenski_LusoFonias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366069693682888850" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Em pleno século XXI, são muitas as pessoas que não sabem o que é a liberdade e continuam a viver sob o drama da escravatura. Já com 60 anos de existência, a Declaração Universal dos Direitos do Homem continua a ser um projecto por realizar, também ele preso por interesses que violam a dignidade do ser humano. 

Para nos falar sobre a escravatura nos dias de hoje, o LusoFonias conta com a participação do Director Executivo da &lt;a href="http://www.amnistia-internacional.pt/"&gt;Amnistia Internacional em Portugal&lt;/a&gt;, Dr. Pedro Krupenski.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«A escravatura, por esse mundo além, continua a fazer vítimas. Dizemos nós que ele já foi abolido há muito tempo, mas refinou-se e ganhou novas formas, algumas delas muito bem disfarçadas.

Aproveitando a onda da oportunidade, vou referir algumas citações do último documento social do Papa Bento XVI, ‘Caridade na Verdade’, onde ele apresenta algumas situações que constituem uma escravatura e exigir imediata libertação.

‘O desenvolvimento humano tem por objectivo fazer sair os povos da fome, da miséria, das doenças endémicas e do analfabetismo’ (CV, 21). Mais adiante, Bento XVI denuncia: ‘cresce a riqueza mundial em termos absolutos, mas aumentam as desigualdades. Nos países ricos, novas categorias sociais empobrecem e nascem novas pobrezas. Em áreas mais pobres, alguns grupos gozam de uma espécie de superdesenvolvimento dissipador e consumista que contrasta, de modo inadmissível, com perduráveis situações de miséria desumanizadora. Continua o escândalo das desproporções revoltantes’ (CV, nº22).
O Papa ainda ataca a exagerada mobilidade e desregulamentação do trabalho que faz com que muitas pessoas vivam a angústia da insegurança do seu emprego e, como consequência, o risco permanente de não poder reunir as condições mínimas para sustentar a sua família, criando enorme instabilidade.

Diz o Papa mais à frente: ‘Em muitos países pobres, continua – com o risco de aumentar – uma insegurança extrema de vida, que deriva da carência da alimentação. A fome ceifa ainda inúmeras vítimas’ (CV, 27).

Sobre a violência, que gera morte, pobreza, insegurança e instabilidade, o Papa afirma: ‘As violências refreiam o desenvolvimento autêntico e impedem a evolução dos povos para um bem-estar sócio-económico e espiritual maior’. Há ainda uma condenação clara do terrorismo e do fanatismo religioso.

Voltando ao problema da pobreza, o Papa alerta para o facto dela minar a coesão social e pôr em risco da democracia, onde ela já existe.

Enfim, em pleno século XXI, a escravatura mantém-se com outros nomes: pobreza, injustiça, fome, terrorismo, doenças endémicas, analfabetismo, subdesenvolvimento, trabalho precário…. Estas e outras formas de escravatura exigem luta por uma libertação. Há que trabalhar pelas pessoas e pelo direito que têm a ver a sua dignidade respeitada.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-1352437698330504373?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/1352437698330504373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=1352437698330504373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/1352437698330504373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/1352437698330504373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/08/escravos-do-seculo-xxi.html' title='Escravos do século XXI'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sngb9Kv1MJI/AAAAAAAAA3E/Nf2iG_t3x8w/s72-c/pedroKrupenski_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-8065072575778938655</id><published>2009-07-22T16:06:00.008+01:00</published><updated>2009-08-17T11:03:45.091+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Saber comer - o papel da Família na alimentação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SngbTp3ANTI/AAAAAAAAA28/O-e75lIbOcU/s1600-h/luisSantos_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SngbTp3ANTI/AAAAAAAAA28/O-e75lIbOcU/s400/luisSantos_LusoFonias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366068980479964466" /&gt;&lt;/a&gt;
Uma alimentação saudável está na base de um crescimento equilibrado das nossas crianças. No entanto, na correria do dia-a-dia nem sempre se consegue ter tempo e disponibilidade para preparar uma refeição completa que vá ao encontro das necessidades básicas. E em tempo de crise, aumenta exponencialmente o número de famílias que não dispõem de recursos financeiros suficientes para darem aos seus filhos os alimentos mais simples e mais necessários. 

Para nos falar sobre como se deve comer e qual o papel da família na alimentação, o LusoFonias conta com o contributo de Luís Santos, Secretário da Direcção da &lt;a href="http://www.adexo.pt/"&gt;Associação de Doentes Obesos e ex-Obesos de Portugal&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«Perdi sete quilos nos últimos seis meses. Para boa parte dos europeus e de outros ricos deste mundo, o que me aconteceu seria uma graça enorme. Só que eu já estava magro e assim fiquei pior. Mas uma parte da humanidade tem problemas sérios de saúde porque come demais e está obesa.

Não é por acaso que os meios de comunicação social falam hoje muito de alimentação. Propõem dietas saudáveis, denunciam a chamada ‘comida de plástico’, tentam educar as pessoas para uma alimentação que não peque nem por excesso nem por defeito. Isto, entre os mais ricos das nossas sociedades.

Entre os mais pobres e acerca deles, o discurso é outro. A fome continua a fazer razias por esse mundo além. A subnutrição é um problema muito sério com consequências desastrosas a todos os níveis. Quando o dinheiro não chega para a comida, muito menos será suficiente para permitir ir à escola, ter uma casa condigna. As desgraças andam sempre todas juntas.

A família desempenha um papel decisivo nas questões alimentares. Tal acontece em caso de abundância como em caso de penúria. Há que investir na educação para a alimentação. Temos que evitar, a todo o custo, que haja desperdícios de comida em casa de quem tem demais e haja fome em boa parte das mesas da humanidade. O saber comer é uma arte que pode revolucionar o mundo, permitindo mais partilha e solidariedade. Provam as estatísticas que a fome não é fruto da falta de alimentos. É, antes, o resultado da sua péssima distribuição, pois enquanto uns esbanjam outros morrem pela sua falta.
Criemos, pela educação, mais justiça distributiva e todo o mundo estará melhor. Sobretudo, todos nos sentiremos mais irmãos.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-8065072575778938655?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/8065072575778938655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=8065072575778938655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/8065072575778938655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/8065072575778938655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/07/saber-comer-o-papel-da-familia-na.html' title='Saber comer - o papel da Família na alimentação'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SngbTp3ANTI/AAAAAAAAA28/O-e75lIbOcU/s72-c/luisSantos_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-3570893358816774274</id><published>2009-07-22T16:06:00.007+01:00</published><updated>2009-08-10T11:38:36.727+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Educar para a Cidadania</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SngZ3LtndlI/AAAAAAAAA20/U6i4pvyzwek/s1600-h/ricardoSantos_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SngZ3LtndlI/AAAAAAAAA20/U6i4pvyzwek/s400/ricardoSantos_LusoFonias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366067391839565394" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Todos sabemos da importância da educação para a construção e definição da personalidade de qualquer pessoa. Por isso, numa sociedade cada vez mais global e mais exigente, torna-se urgente fomentar junto das camadas mais jovens, um verdadeiro sentido de cidadania, que promova o bem comum e crie as bases necessárias a um desenvolvimento sustentável e equilibrado.  

Para nos falar sobre cidadania à escala global, e de como é possível promovê-la junto dos mais jovens, o LusoFonias conta com a participação de Ricardo Santos, um dos responsáveis pela Associação Ad Gentes, uma ONGD ligada aos Leigos Missionários da Consolata que desenvolveu o &lt;a href="http://del8.com/"&gt;DEL8&lt;/a&gt;, um concurso destinado a todos os alunos do ensino secundário e que procura dar a conhecer os Objectivos do Milénio.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«A celebração do Dia Internacional da Juventude, a 12 de Agosto, proporciona uma reflexão actual sobre a cidadania e a educação que ele exige nos tempos que correm.

As novas gerações parecem não ter lugar cativo nos dinamismos das sociedades hoje. Basta olhar para o panorama do emprego para concluir facilmente que os jovens só podem ir ocupando os poucos lugares que os adultos, por doença, morte ou reforma vão deixando livres. Também a política parece ser para gente adulta. Nota-se, talvez por estas e outras razões, que os jovens se vão alheando, pouco a pouco, dos seus compromissos de cidadãos intervenientes e responsáveis. Percebe-se que muitos não votam. A sua intervenção em organizações cívicas também não é muito forte. A pertença a grupos de solidariedade também não cativa muitos jovens. Enfim, olhamos para as escolas e universidades e ficamos um pouco assustados com a falta de motivação, o insucesso. Olhamos para os indicadores da vida social e preocupámo-nos com o aumento da violência e da instabilidade social, aí sim, com um forte colaboração das gerações mais novas.

Como educar para a cidadania? É talvez a pergunta mais importante que hoje se pode colocar à sociedade em geral e aos jovens em particular. Há que formar para os valores que devem cimentar as sociedades e estruturar a vida das pessoas. Há que investir na solidificação de perspectivas de vida que assentem sobre a liberdade, a justiça, a paz, a tolerância, o respeito pelos direitos humanos. Há que aproximar as pessoas para que se sintam irmãs e se ajudem mutuamente. Bento XVI, no seu último documento social, diz: ‘A sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos’. Falta, muitas vezes, a fraternidade entre povos e pessoas.

A educação para a cidadania deve comprometer mais os jovens em projectos sociais e de desenvolvimento. Há muitas Organizações que realizam projectos de solidariedade, contando com o apoio e o envolvimento dos jovens. Ser cidadãos do mundo obriga a partir ao encontro de quem mais precisa, com esta convicção de que a terra é grande, mas somos todos irmãos.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
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&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-3570893358816774274?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/3570893358816774274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=3570893358816774274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/3570893358816774274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/3570893358816774274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/07/educar-para-cidadania.html' title='Educar para a Cidadania'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SngZ3LtndlI/AAAAAAAAA20/U6i4pvyzwek/s72-c/ricardoSantos_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-8020781812655821535</id><published>2009-07-22T16:05:00.002+01:00</published><updated>2009-08-04T12:04:43.942+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Saúde Materna</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SngVl70JMPI/AAAAAAAAA2s/Z60O7ergudE/s1600-h/helenaGubernatis_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SngVl70JMPI/AAAAAAAAA2s/Z60O7ergudE/s400/helenaGubernatis_LusoFonias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366062697467687154" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt; Foi lançado recentemente o último relatório da UNICEF que nos dá conta da Situação Mundial da Infância 2009. De acordo com este documento, continuam a verificar-se um pouco por todo o mundo inúmeras situações onde a dignidade do ser humano é colocada em causa. Na sua fragilidade, são as crianças as primeiras a sentir os efeitos das guerras, das doenças, da fome e de outros dramas que continuam a fazer parte do dia-a-dia de tantos países.&lt;br&gt;   

Para nos falar sobre os resultados deste relatório e nos explicar o porquê da humanidade continuar a viver dramas como este, o Lusofonias de hoje conta com a participação da Dra. Helena de Gubernatis do Comité Português para a UNICEF. &lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«A saúde materna é uma das grandes conquistas dos últimos tempos, á escala do mundo. Conseguir acompanhar a maternidade, corrigir alguns problemas de saúde que surjam durante a gravidez, ter condições para um parto excelente (normal ou por cesariana) e acompanhar os primeiros tempos da criança nascida... é o que quase todas as mulheres conseguem fazer bem nos contextos onde as economias estão de saúde. Uma das consequências positivas é o facto de quase já não haver mulheres a morrer de parto e da maioria absoluta das crianças sobreviverem aos primeiros anos de vida.&lt;br&gt;

O problema é que isto não acontece assim em todo o mundo. Em muitos países, o estado da Saúde ainda é muito grave, as condições de vida das pessoas são más e os cuidados a que as grávidas têm acesso são quase nulos, com consequências desastrosas: elas não são acompanhadas, os partos são tradicionais, as vacinas quase não existem e, como consta no último relatório da UNICEF sobre o estado da infância no mundo, ainda há muitas mulheres que morrem de parto, muitas crianças que não resistem aos primeiros anos de vida, por falta de condições.&lt;br&gt;

‘Mais justiça’ à escala do mundo é uma exigência de humanidade. Não faz sentido que haja cidadãos de primeira e de segunda, que uns tenham tudo e outros quase nada. Bento XVI, na sua encíclica social, fala de um desenvolvimento humano integral que atinja todas as dimensões da vida das pessoas e chegue a todos. Daí que ‘os povos da fome continuem a dirigir-se hoje, de modo dramático, aos da opulência’, a clamar por mais justiça. Diz ainda o Papa que o subdesenvolvimento tem como causa a falta de fraternidade entre os povos.&lt;br&gt;

Apostar na melhoria de condições de vida aos mais pobres é a forma mais óbvia de melhorar a saúde materna e infantil. Assim se prepara um futuro saudável e com vida.»

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
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&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-8020781812655821535?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/8020781812655821535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=8020781812655821535&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/8020781812655821535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/8020781812655821535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/07/saude-materna.html' title='Saúde Materna'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SngVl70JMPI/AAAAAAAAA2s/Z60O7ergudE/s72-c/helenaGubernatis_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-4854550789113799819</id><published>2009-07-22T16:04:00.004+01:00</published><updated>2009-08-04T12:05:14.399+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>As Crianças e os Media</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sm1qUrVQUJI/AAAAAAAAA2k/1QGTTPtVg_M/s1600-h/manuelaBotelho_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sm1qUrVQUJI/AAAAAAAAA2k/1QGTTPtVg_M/s400/manuelaBotelho_LusoFonias.jpg" border="0" alt="Dra. Manuela Botelho, Associação Portuguesa de Anunciantes"id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363059634729930898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os meios de comunicação social estão presentes no nosso quotidiano desde tenra idade. Os mais novos passam cada vez mais tempo a ver televisão ou a usar a internet. Assim, também eles são alvo das várias estratégias da publicidade. Neste sentido, torna-se necessário formar as camadas mais jovens para lhes fomentar um espírito crítico em relação a toda a informação que lhes é transmitida. &lt;br&gt;

Para nos falar sobre a importância da publicidade na vida das crianças e de como é possível educar o seu espírito crítico, o LusoFonias conta com o contributo da Dra. Manuela Botelho, Secretária Geral da &lt;a href="http://www.apan.pt"&gt;Associação Portuguesa de Anunciantes&lt;/a&gt;, responsável pelo &lt;a href="http://www.mediasmart.com.pt"&gt;Programa Media Smart&lt;/a&gt;, um programa de literacia sobre a publicidade destinado a crianças.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«As crianças, hoje, na Europa, até parece que já nascem a mexer em máquinas. Muitos brinquedos são simulações de telemóveis, de Play-stations, de ipods e outras maquinarias que provam que o mundo vive numa era de comunicações. Depois, quando entram no primeiro ciclo começam a ter acesso aos computadores, com o famoso ‘Magalhães’ a dar uma ajudinha. Isto já para não falar da televisão que todos têm nos quartos, com um bom leitor de DVD que permite ver, dia e noite, os melhores filmes de banda desenhada. Daí que todos conheçam e adorem o Noddy, o Bob Construtor, o Shreck e toda a antiga equipa da Disney, da família do Tio Patinhas.
Hoje, os peritos em educação questionam-se acerca do real impacto dos médios de comunicação sobre as crianças. Até que ponto ajudam a construir a personalidade e cimentam valores de humanidade nas novas gerações.&lt;br&gt;

Há ainda o problema sério do impacto da publicidade nas crianças. Percebemos que muitos dos reclames estão direccionados para elas e são feitos de tal maneira que os pais têm dificuldades de negar aos filhos o que a publicidade propõe que se compre ou se use.&lt;br&gt;

Daí que, em nome de uma educação sadia e integral, há que investir muito na educação para a utilização dos media por parte das crianças. È bom que elas cresçam na aprendizagem destes meios, mas também é necessário que se saibam defender das suas investidas. E quando acontece que gente mafiosa usa as novas tecnologias da comunicação para assediar e, como consequência, surgiram casos de abuso sexual e mesmo de morte, aí há que encontrar formas dos pais poderem acompanhar melhor a utilização perigosa destas tecnologias por parte dos mais novos.&lt;br&gt;

Que os media têm uma grande capacidade de ajudar a crescer e educar ninguém tem dúvidas. Mas que trazem alguns perigos á mistura, também é certo, e, por isso, é urgente aliar incentivo e cautela, para potenciar tudo quanto é positivo e afastar tudo quanto estraga o futuro das nossas crianças.»

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-4854550789113799819?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/4854550789113799819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=4854550789113799819&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/4854550789113799819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/4854550789113799819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/07/as-criancas-e-os-media.html' title='As Crianças e os Media'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sm1qUrVQUJI/AAAAAAAAA2k/1QGTTPtVg_M/s72-c/manuelaBotelho_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-6423478180445072050</id><published>2009-07-21T09:28:00.002+01:00</published><updated>2009-07-21T09:33:31.634+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>A criatividade como motor de desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SmV9NhejRTI/AAAAAAAAA2c/brBJLC1F7Jk/s1600-h/antonioCamara_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SmV9NhejRTI/AAAAAAAAA2c/brBJLC1F7Jk/s400/antonioCamara_LusoFonias.jpg" border="0" alt="Prof. António Câmara"id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360828602732725554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt; O presente ano foi nomeado como o Ano Europeu da Criatividade e da Inovação. Em ambiente de crise, torna-se urgente para qualquer sociedade encontrar soluções criativas que impulsionem a economia e que vão ao encontro das necessidades das pessoas. Por isso, o Lusofonias de hoje procura compreender a importância da criatividade no contexto do desenvolvimento global.

Para nos falar sobre este tema, o LusoFonias conta com o contributo do Professor António Câmara, Professor Universitário e Director Geral da Y-Dreams.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«Bento XVI acaba de publicar um documento importante sobre o desenvolvimento. Ouso destacar algumas das passagens mais significativas:&lt;br&gt;
‘O amor é uma força extraordinária que impele as pessoas a comprometerem-se, com coagem e generosidade, no campo da justiça e da paz’.&lt;br&gt;
‘Querer o bem comum e trabalhar por ele é exigência de justiça e de caridade’.&lt;br&gt;
‘Ama-se tanto mais eficazmente o próximo quanto mais se trabalha em prol de um bem comum que dê resposta também às suas necessidades reais’.&lt;br&gt;
‘O desenvolvimento autêntico deve ser integral, quer dizer, deve promover todos os homens e o homem todo’.&lt;br&gt;
A cauda principal do ‘subdesenvolvimento é a falta de fraternidade entre os homens e entre os povos. A sociedade, cada vez mais globalizada, torna-nos vizinhos mas não nos faz irmãos’.&lt;br&gt;
O objectivo principal do desenvolvimento era, para Paulo VI, fazer sair os povos ‘da fome, da miséria, das doenças endémicas e do analfabetismo’. Hoje, em muitos países pobres, ‘a fome ceifa ainda inúmeras vítimas Eliminar a fome no mundo tornou-.se, na era da globalização, também um objectivo a alancar para precaver a paz e a subsistência da terra’.&lt;br&gt;
‘Na época da globalização, a actividade económica não pode prescindir da gratuidade que difunde e alimenta a solidariedade e a responsabilidade pela justiça e o bem comum, em seus diversos sujeitos e actores’ – escreveu Bento XVI nesta encíclica social.&lt;br&gt;
Em tempo de crise económica e financeira, o desenvolvimento, para que seja humano e integral, tem de assentar sobre valores de fundo: a justiça e o bem comum. A criatividade é exigida para que as boas teorias sem convertam em práticas que construam mais solidariedade e fraternidade. Bento XVI aponta caminhos. Há que percorre-los.»

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
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&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-6423478180445072050?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/6423478180445072050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=6423478180445072050&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/6423478180445072050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/6423478180445072050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/07/criatividade-como-motor-de.html' title='A criatividade como motor de desenvolvimento'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SmV9NhejRTI/AAAAAAAAA2c/brBJLC1F7Jk/s72-c/antonioCamara_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-8937301659974924955</id><published>2009-06-30T01:21:00.003+01:00</published><updated>2009-07-14T09:29:18.892+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Jogos da Lusofonia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Skla4SMzHwI/AAAAAAAAA2U/qrIO_J7Oxvc/s1600-h/joaoRibeiro_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Skla4SMzHwI/AAAAAAAAA2U/qrIO_J7Oxvc/s400/joaoRibeiro_LusoFonias.jpg" border="0" alt="Dr. João Ribeiro"id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352909555111239426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt; O desporto sempre foi ao longo da história, um espaço de encontro entre povos e culturas. Para além da competição que marca os ambientes desportivos, testemunhamos também a alegria e o entusiasmo que as diversas modalidades criam, quer entre atletas, quer em todos aqueles que directa ou indirectamente participam nas grandes festas do desporto mundial.   

Para nos falar da importância do desporto no espaço lusófono, o LusoFonias de hoje conta com o testemunho do Dr. João Ribeiro, Director Executivo da Organização dos &lt;a href="http://www.lisboa2009.org"&gt;Segundos Jogos da Lusofonia&lt;/a&gt;. &lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«Lisboa acolhe, de 11 a 19 de Julho, os 2º Jogos da Lusofonia. O lema diz tudo ou quase: ‘A união é mais forte que vitória’, sugerindo aos participantes muito fair Play e capacidade de aproveitar esta oportunidade para conhecer mais e melhor pessoas que falam a sua língua, a nossa.&lt;br&gt;
O desporto é, com estes Jogos, colocado ao serviço de mais comunhão. Necessitamos, enquanto lusófonos, de nos conhecermos melhor e, para tal, é urgente que nos encontremos mais, que nos abracemos como irmãos, que partilhemos a riqueza da nossa diversidade.&lt;br&gt;
O espaço lusófono é um arco-íris de povos e culturas onde a língua oficial comum e alguns períodos da história nos aproxima. É verdade que na relação entre todos nem sempre o respeito foi o valor mais vivido. Mas, lavada a história e purificada a memória, há que ver os aspectos positivos e as portas que se abriram. Esta, a de uma comunhão mais forte, pode e deve ser capitalizada por todos.
Antes de mais, queria saudar a organização pela iniciativa. É verdade que estamos em crise e custa dinheiro lançar um projecto destes. Mas é importante que a crise não nos feche e nos ponha a rodar á volta do nosso umbigo enquanto esperamos melhores dias. Valores como o da comunhão e da partilha fraterna merecem todo o nosso investimento.&lt;br&gt;
Há uma aposta clara no fair-play, valor que parece estar cada vez mais arredado dos meios desportivos, a medir por eventos tristes dos últimos tempos. Neste Jogos, o ganhar não é essencial, como bem diz o lema, pois a união é mais forte que a vitória.
Este evento pode aproximar mais povos e culturas que a geografia afasta. O desporto pode ser um excelente elo de união pois, independentemente das raças, culturas ou distâncias geográficas que nos separem, todos sabemos jogar futebol, basquete, voleibol e muitas outras modalidades que fazem parte do programa destes 2ºs Jogos da Lusofonia.&lt;br&gt;
Num vídeo que se vê no youtube, Inês Barroso deixa um depoimento que faz reflectir. Coloca o desporto ao serviço de mais união e formula um voto final: ‘que todos saiamos mais ricos como seres humanos’. Faço meus estes votos, em nome de uma sã e frutuosa lusofonia, capaz de construir pontes entre povos e culturas que se exprimem na língua portuguesa.»&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
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Para nos falar de cultura no espaço lusófono, o LusoFonias de hoje conta com a presença Dra. Margarida Abecassis da &lt;a href="http://www.gulbenkian.pt"&gt;Fundação Calouste Gulbenkian&lt;/a&gt;.
&lt;br&gt;&lt;br&gt;


&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«Quem percorre um pouco o espaço lusófono percebe, imediatamente, que há muito que nos une, mas também é fácil de entender que há traços culturais que carimbam a identidade de cada um dos nossos povos. E mais: dentro de cada país há expressões culturais que são típicas de cada região ou etnia.

Ora, o facto de termos muito em comum aproxima-nos e cria laços que nos unem. Mas a grande riqueza está na partilha da diversidade e, nesse aspecto, a cultura constitui um valor acrescentado para todos.

Fico sempre fascinado com as danças de ritmos africanos. Pelo movimento, pela expressão corporal, pelo colorido, pela alegria. Ora, esta dimensão cultural devia ser mais valorizado no resto do espaço lusófono. E dei apenas um exemplo entre os muitos que poderia ter escolhido. O teatro é outra das formas de arte onde a diferença de representação é enorme de país para país. Recordo sempre como em contexto de guerra e de falta de liberdade de expressão, os jovens de Angola partilhavam as suas angústias e manifestavam as suas convicções através de representações muito divertidas, mas, ao mesmo tempo, muito sérias, com avisos claros a quem mantinha uma guerra cruel.

No que diz respeito á literatura, gosto muito de ler autores lusófonos e é impressionante constatar a diferença entre os autores, no que diz respeito às histórias que contam, às personagens que escolhem, às paisagens que descrevem, às palavras que utilizam. Tudo pode e deve constituir uma grande riqueza.
E podemos falar até já de cinema ou documentários, pintura (Vieira da Silva não pinta com as mesmas cores do Malangatana...), escultura, etc.

Dada a importância da cultura como alma de um povo e porque a partilha enriquece todos, seria importante aumentar a cooperação entre os países lusófonos mais ricos e mais pobres de modo a que se apoiasse mais a produção cultural. Os governos, as fundações, as organizações não governamentais, outras instituições com carisma de mecenato...todos, de mãos dadas, deveriam fazer mais e melhor para que a alma de cada povo pudesse exprimir-se e, ao partilhar esta expressão, constituísse uma enorme riqueza para todos. Se todos podemos ganhar, há que investir por aí».

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&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-7311372220205062929?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/7311372220205062929/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=7311372220205062929&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/7311372220205062929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/7311372220205062929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/06/cultura-e-cooperacao.html' title='Cultura e Cooperação'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Skjl2jJynEI/AAAAAAAAA2M/xsp51X9cSnQ/s72-c/margaridaAbecassis_LusoFoni.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-504282887616465763</id><published>2009-06-29T16:59:00.003+01:00</published><updated>2009-06-29T17:02:22.085+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Propostas autárquicas para uma cooperação descentralizada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SkjlKAGAJ2I/AAAAAAAAA2E/hHqods2ryvQ/s1600-h/amadeuAlbergaria_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SkjlKAGAJ2I/AAAAAAAAA2E/hHqods2ryvQ/s400/amadeuAlbergaria_LusoFonias.jpg" border="0" alt="Dr. Amadeu Albergaria"id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352780117116462946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somos cada vez mais cidadãos de um mundo que não conhece fronteiras ou barreiras. Povos geograficamente distantes estão unidos por laços históricos, económicos ou culturais. Mas também são muitas as desigualdades no desenvolvimento destes diversos povos. Por isso têm-se multiplicado os projectos de cooperação na procura de um crescimento global fraterno e sustentável.   

Para nos dar um testemunho de como é possível cooperar à escala global, o LusoFonias de hoje conta com a presença do Dr. Amadeu Albergaria, Vereador do Pelouro da Educação, Cultura, Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira que tem desenvolvido inúmeros projectos de cooperação com diversos países, em particular, com a Guiné-Bissau.
&lt;br&gt;&lt;br&gt;


&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«A cooperação entre povos é tão antiga como as lutas que caracterizaram e marcaram muitas relações, sobretudo, de vizinhança. Com a progressiva organização dos países, o seu relacionamento político e económico começou a constar de leis, daí o aparecimento do direito internacional.

A cooperação para o desenvolvimento é um passo mais adiantado neste processo de relação entre países e povos, quase sempre garantida pelos governos, mesmo que praticada por organizações mais restritas. A comunidade internacional, no seu teórico esforço por mais justiça á escala planetária até já legislou que os países mais ricos deviam atribuir 0,7% do seu PIB para apoiar os países mais pobres. Por enquanto, ficamo-nos pelas boas intenções o que, verdade se diga, já é alguma coisa, pois resulta de uma reflexão séria sobre a dignidade humana e um correcta relação entre os povos.

Mas o mundo pode ir um pouco mais longe neste esforço por mais justiça e fraternidade. Além dos governos (que são entidades muito altas), há outras instituições do Estado que podem e devem intervir neste esforço de descentralização da cooperação. Por exemplo, as Câmaras Municipais e até algumas Juntas de Freguesia podem, à sua dimensão, ser agentes de cooperação para o desenvolvimento. Há já em curso algumas geminações bem sucedidas e, através delas, Câmaras Municipais da Europa estão geminadas com outras de África, da Ásia ou da América Latina e estabelecem laços de cooperação que enriquecem ambas as partes envolvidas neste dinamismo de encontro e de partilha. Parece-me, pelos casos de sucesso que conheço, que esta cooperação descentralizada ainda tem muito que andar e pode oferecer mais comunhão e solidariedade. Aqui aposta-se na proximidade que só se consegue aprofundar quando os parceiros são entidades mais pequenas. Não se pode pensar em grandes obras, mas a partilha entre pessoas será mais enriquecedora e as iniciativas lançadas garantem, à partida, mais eficácia na sua concretização.

A fraternidade não pode ter limites, muito menos permite que cruzemos os braços. Mais a melhor cooperação entre povos e culturas é possível e é desejável».

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
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&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-504282887616465763?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/504282887616465763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=504282887616465763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/504282887616465763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/504282887616465763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/06/propostas-autarquicas-para-uma.html' title='Propostas autárquicas para uma cooperação descentralizada'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SkjlKAGAJ2I/AAAAAAAAA2E/hHqods2ryvQ/s72-c/amadeuAlbergaria_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-5675576741799281102</id><published>2009-06-22T16:14:00.003+01:00</published><updated>2009-06-22T16:16:31.426+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Economia Solidária</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sj-gG2hAlMI/AAAAAAAAA18/2qfLUscuZPI/s1600-h/profAlbinoLopes_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sj-gG2hAlMI/AAAAAAAAA18/2qfLUscuZPI/s400/profAlbinoLopes_LusoFonias.jpg" border="0" alt="Professor Albino Lopes"id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350170921913062594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;A economia está presente de uma forma directa ou indirecta na simplicidade do nosso dia-a-dia. Constantemente somos confrontados com a necessidade de gerir e articular bens ou recursos humanos, orientar a nossa acção neste ou naquele sentido, realizar ou não determinadas acções. Deste modo, todos nós somos agentes económicos e, por isso, podemos concretizar a chamada “economia solidária”.
Para percebermos melhor este conceito e a forma como ele pode de facto transformar a sociedade em que vivemos, o Luso Fonias contou com a participação do Professor Doutor Albino Anjos Lopes, do Departamento de Ciências de Gestão do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
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&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-5675576741799281102?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/5675576741799281102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=5675576741799281102&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/5675576741799281102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/5675576741799281102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/06/economia-solidaria.html' title='Economia Solidária'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sj-gG2hAlMI/AAAAAAAAA18/2qfLUscuZPI/s72-c/profAlbinoLopes_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-3663234855816214354</id><published>2009-06-09T11:57:00.004+01:00</published><updated>2009-06-17T15:38:26.798+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Sangue: Dar pela Vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Si5A7nSkjsI/AAAAAAAAA10/16WWrVtwm2Q/s1600-h/leonildeOuterelo_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Si5A7nSkjsI/AAAAAAAAA10/16WWrVtwm2Q/s400/leonildeOuterelo_LusoFonias.jpg" border="0" alt="Doutora Leonilde Outerelo"id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345281200638693058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem sempre nos damos conta de pequenos gestos heróicos que passam despercebidos no meio da agitação da nossa sociedade. Dar sangue é um desses gestos; é um acto de cidadania que continua a salvar as vidas daqueles que mais carecem deste bem essencial para a vida humana. 
Na véspera do Dia Mundial do Dador de Sangue, o Luso Fonias procura perceber a importância deste gesto generoso que beneficia toda a comunidade humana. Para isso, contamos com a participação da Doutora Leonilde Outerelo, Médica do &lt;a href="http://www.ipsangue.org/maxcontent-documento-109.html"&gt;Centro Regional de Sangue de Lisboa&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;


&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«Nunca como hoje dar sangue ajuda a salvar vidas. Nos tempos que correm, com os avanços que a medicina registou nos últimos tempos, o sangue joga um papel decisivo. Ter ou não ter sangue disponível é, em muitas situações de risco, uma questão de vida ou de morte. Quase todas as intervenções cirúrgicas são acompanhadas de uma transfusão de sangue. Com o aumento significativo de acidentes provocado por choques ou despistes de viaturas automóveis na estrada e com a construção civil e a actividade industrial a provocar muitos acidentes de trabalho, quase tudo se tenta resolver com transfusões de sangue, para compensar as perdas ocorridas nos acidentes. Por isso, o apelo a que todos sejamos dadores é constante e dar sangue tornou-se um acto de humanismo e de solidariedade, muitas vezes com consequências directas para os próprios dadores.

Por mentalidade comodista, somos tentados a só fazer aquilo que nos dá gosto ou traz resultados económicos ou afectivos imediatos. O sentido da solidariedade para com os outros nem sempre nos motiva a agir. Por isso, muita gente nunca deu sangue porque não quis ter o trabalho de ir até onde ele é recolhido. Ora, é urgente activar o nosso sentido de cidadania e responsabilidade social, pois muitas vidas (se calhar até a nossa) dependem destes gestos generosos de quem percebe que a vida e a felicidade dos outros também nos diz respeito.

Celebrar o dia mundial do sangue é também um excelente pretexto para uma reflexão séria acerca do respeito que temos ou não pelo sangue e pela vida dos outros. A violência, as atitudes irresponsáveis ao volante, o desleixo nas condições de segurança no trabalho...tudo isto faz derramar sangue e é responsável por muitas vidas que se apagam.

Dar sangue é uma obrigação cívica. Se ainda der tempo, saiamos de casa e vamos até ao centro de saúde mais próximo onde recolhem este líquido que nos corre nas veias e é responsável por ainda estarmos vivos e activos. Vale sempre a pena ser irmão».



&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;

&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-3663234855816214354?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/3663234855816214354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=3663234855816214354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/3663234855816214354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/3663234855816214354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/06/sangue-dar-pela-vida.html' title='Sangue: Dar pela Vida'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Si5A7nSkjsI/AAAAAAAAA10/16WWrVtwm2Q/s72-c/leonildeOuterelo_LusoFonias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-5390429731889584388</id><published>2009-06-09T11:14:00.012+01:00</published><updated>2009-06-09T11:56:35.712+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Energias Renováveis</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Si42vkMMhHI/AAAAAAAAA1s/pbWEw3dTJds/s1600-h/engCarlosPimenta_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Si42vkMMhHI/AAAAAAAAA1s/pbWEw3dTJds/s400/engCarlosPimenta_LusoFonias.jpg" border="0" alt="Engº Carlos Pimenta"id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345269998531937394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste mundo onde o crescimento económico acelerado parece marcar o ritmo do planeta, experimentamos no dia-a-dia as consequências da nossa própria irresponsabilidade em termos ambientais. O clima está mudado e são cada vez mais frequentes os desastres ecológicos. É urgente mudar de atitude e comprometer-nos na construção de um futuro ambientalmente sustentável.
Para nos falar melhor sobre estas alterações climáticas, sobre as suas causas e consequências e sobre as soluções que temos ao nosso alcance, o &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; conta com a participação do Eng. Carlos Pimenta, Director do &lt;a href="http://www.ceeeta.pt"&gt;Centro de Estudos em Economia da Energia, dos Transportes e do Ambiente&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;


&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«O Dia Mundial do Ambiente, celebrado no dia 5, é um apelo à consciência da humanidade. Séculos a fio, o mundo divertiu-se a poluir a natureza e a fazer da sua casa um lugar que quase não dá para habitar. Agora, quando há danos que são irreversíveis, estamos todos com as mãos na cabeça a perguntarmo-nos ‘como chegamos tão longe?’ e a tentar encontrar as soluções ainda possíveis que a terra continue a reunir condições para que nela vivamos felizes. Foi pena termos ido longe de mais, pois o buraco do ozono na atmosfera está grande demais, o aquecimento do planeta é inevitável, há muitas espécies que foram extintas, os níveis de poluição do ar e águas, em certos locais, estão elevadíssimos...enfim, a natureza está de armas na mão pronta para se vingar da nossa incapacidade histórica de a respeitarmos.

Mas há caminhos já andados, na viagem de regresso ao respeito pela mãe natureza ou, se quisermos usar uma palavra mais moderna, pelo ambiente. Muitos rios, ribeiros, lagos e mares estão a ser despoluídos; é grande o esforço para que as empresas não atirem para o ar gazes tóxicos; a educação ambiental nas escolas permite que os lixos sejam colocados nos locais próprios e tratados; há um esforço para que se poupe energia e se aposte em energias renováveis.

Ao percorrer Portugal, de lés a lés, da costa ao interior, vemos plantados nos cimos dos montes umas grandes torres de betão com ventoinhas nas pontas... De facto, o parque eólico nacional está enorme e o vento é já hoje uma energia alternativa ao petróleo e à electricidade das barragens. Trata-se de uma energia não poluente com muito futuro, sobretudo em áreas onde o vento é forte e contínuo. Também a aposta na energia solar tem presente e tem futuro. Podemos ver nos telhados de muitas casas e fábricas os painéis solares que, em muitos casos, tornam as famílias ou empresas autónomas e, embora seja ainda raro, há casos em que os painéis produzem mais electricidade do que precisam e vendem á própria rede eléctrica nacional.

A criatividade impõe-se. Há que recuperar o tempo perdido na luta por uma relação sadia entre o homem e a natureza, a bem de todos. As energias renováveis são um dos caminhos a percorrer. Mas tudo o que ajude a respeitar o ambiente é para tomar a sério se queremos continuar a viver nesta terra».



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Para reflectir um pouco sobre este problema que afecta não só a população adulta como também os mais jovens, o &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; entrevistou o Doutor Luís Negrão, Assessor Médico da &lt;a href="http://www.fpcardiologia.pt/"&gt;Fundação Portuguesa de Cardiologia&lt;/a&gt; e Responsável pela Campanha "Maio - Mês do Coração".&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

O tabaco continua a ser uma das muitas causas de morte em todo o mundo. Tempos houve em que fumar cigarro ou cachimbo era sinal de algum estatuto social. Já passou esta moda mas o consumo de tabaco continua em alta, apesar de todas as campanhas. Pensei eu que a última investida contra ao tabaco, quando se escreveu nos pacotes que o tabaco mata ou provoca danos graves á saúde, que iria dissuadir os fumadores e que diminuiria em flecha o número dos dependentes do fumo. Parece que, mais uma vez, não deu resultado. Já antes, quando os preços subiram em flecha, se esperavam resultados mais palpáveis, que não chegaram a verificar-se.

Eu não fumo nem nunca fumei. Ao conversar com amigos e amigas viciados do tabaco, dizem-me que estão a tentar deixar de fumar pela chumbada que o cigarro dá á saúde e à carteira. Mas, regra geral, ficam-se pelos bons propósitos.

Pergunto-me sempre o que estará por detrás desta dependência, pois estou convencido que os males só se atalham quando se resolvem as razões de fundo. Os fumadores dizem que o tabaco alivia tensões, dá mais calma, distende os nervos, combate o stress...Não estou muito convencido destes argumentos, mas que se continua a fumar, apesar de só se poder fazer em espaços abertos, esse é um dado que salta aos olhos.
Fica sempre no ar a eterna questão dos interesses em jogo. A máquina que se serve do tabaco para engordar contas bancárias está de braços cruzados a aceitar esta cruzada contra o cigarro? Desconfio que não e uma publicidade mais discreta continua a ter a eficiência da antiga, seduzindo agora mais adolescentes e jovens e investindo fortemente no feminino.

Neste 31 de Maio, dia Mundial sem Tabaco, conscientes do malefício do fumo, há que dar as mãos á Organização Mundial de Saúde para que, pelo menos, as crianças, adolescentes e jovens não sejam fumadores activos. É uma batalha difícil de travar, sem resultados à vista. Mas valerá a pena libertar as novas gerações desta dependência que engorda algumas fortunas, mas produz doença e até morte em muita gente por esse mundo fora. Eu apoio um mundo sem fumo.



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Para reflectir melhor sobre a evolução e a situação actual de Timor-Leste, o &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; entrevistou o Professor Doutor Fernando Maymone Martins, Presidente da &lt;a href="http://www.matertimor.eu"&gt;Fundação Mater Timor&lt;/a&gt; e Director do Serviço de Cardiologia Pediátrica do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«Timor continua a sua caminhada rumo a uma estabilidade fundamental para garantir paz e pão a todos os timorenses. Tem sido um caminho difícil e sinuoso, com algumas estações de via-sacra a causar sofrimento ao povo.&lt;br&gt;
Viveu tempos de massacre e de opressão quando da dominação indonésia. Depois, veio a libertação com a independência. Mas este mais jovem país do mundo tem dado provas de pouca capacidade de gestão da diversidade étnica e cultural que possui. Muita violência e instabilidade marcaram alguns períodos recentes do dia a dia dos timorenses. Nem o carisma de Xanana Gusmão nem a força moral dos prémios Nobel da Paz, D. Ximenes e Ramos-Horta têm sido, até agora, argumentos suficientes para dar serenidade ao povo e permitir o desenvolvimento do país. Apesar de tudo, há sinais positivos na calma que o país tem vivido nos últimos meses, situação que todos esperamos se mantenha e melhore. Mas, não podemos esquecer que na raiz da violência está a pobreza da grande parte da população e a memória fresca de traumas passados que ainda não foram ultrapassados. Já começa a ser tempo de reconciliar mentes e corações fazendo a purificação das memórias mais traumatizantes.&lt;br&gt;
Falo sempre de Timor com emoção pelos acontecimentos que vêm logo à memória. Recordo-me do encontro que tive com o Dr. Ramos Horta, em Bruxelas, quando o território vivia tempos de massacre; lembro diversos encontros com D. Ximenes Belo, quase sempre em momentos críticos; nunca esquecerei a longa conversa mantida com o P. João Felgueiras, quando Díli ardia de violência e ele veio a Portugal para se tratar e multiplicar contactos a fim de apoiar estudantes timorenses. Era um homem abatido pela crueldade da situação mas, ao mesmo tempo, confiante na força de tanto sangue derramado e da alma cristã do povo timorense.&lt;br&gt; 
Timor tem de seguir em frente, passando ao lado das pressões económicas dos petróleos e das questões étnicas que têm tanto potencial para enriquecer mas, muitas vezes, têm sido factor de discórdia e violência.&lt;br&gt;
Desejo aos timorenses muito progresso, muita paz e muito futuro.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

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&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«Trabalhar fora de casa foi sempre um desafio enorme à coesão das famílias com consequências directas na educação dos filhos. Após a Revolução Industrial, a situação complicou-se com o emprego das mulheres mães, situação que as levava a passar fora de casa e longe dos filhos muitas horas, num tempo em que nem sequer havia creches e infantários.&lt;br&gt;
Mas foi já no século XX que, com a opção de praticamente todas as mulheres terem um emprego fora de casa, as relações família e empresa adquiriram outro estatuto e lançaram novos desafios.&lt;br&gt;
Não contesto a importância de homens e mulheres se realizarem como pessoas através de um trabalho profissional fora dos muros da residência familiar. A igualdade de acesso ao mercado de trabalho é uma conquista importante com consequências positivas, como é o facto da mulher, mesmo no plano financeiro, não depender absolutamente do seu marido, além de deitar abaixo a ideia de que ela só serve para cozinhar, lavar a roupa, limpar a casa e tratar das crianças. Mas – há que dizê-lo com alguma coragem – esta situação actual não resolve alguns problemas muito graves como é o do abandono dos filhos à sua sorte (vão para as creches, os infantários, escolas...e quase não vêem os pais). Também a coesão da família sofre alguns abalos, pois marido e esposa, muitas vezes, passam muito mais tempo e aprofundam mais relação com outras pessoas que não o seu cônjuge.&lt;br&gt;
Há, com certeza, mais aspectos a considerar para responder à pergunta se há uma conciliação possível entre a família e a empresa. Há muitas relações entre estas entidades que é importante conservar, pois as empresas ajudam as famílias a manter-se, no plano económico. Mas há sinais preocupantes de que a crise financeira e social está a arrasar a coesão das famílias. Primeiro, porque muitas empresas estão a falir ou a reduzir drasticamente os postos de trabalho. Segundo – e a Dra Manuela Silva, da Comissão Justiça e Paz ainda alertou para este problema há dias – a crise trouxe aos empresários a possibilidade de aumentar a flexibilidade laboral, dando-lhes a liberdade de mexer muito nos horários de trabalho, fazendo com que alguns trabalhadores estejam fora de casa até às 21 ou até 22h. Como pode resistir uma família onde pais e filhos quase nunca se vêem?&lt;br&gt;
Há que criar condições para que as famílias vivam mais unidas e construam o seu projecto de felicidade juntas. Quando as famílias estiverem coesas, as próprias empresas e a sociedade em geral vão beneficiar. Mas quem consegue fazer passar esta mensagem?»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37 ;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
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Em estúdio esteve o Professor Francisco Sarsfield Cabral, comentador da &lt;a href="http://www.rr.pt/"&gt;Rádio Renascença &lt;/a&gt;para os temas europeus.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«S. Bento e a grande tradição Beneditina, assente no ‘Reza e Trabalha’ ajudou a construir a Europa Ocidental. O outro pulmão europeu, o de Leste, foi ajudado a construir com S. Cirilo e S. Metódio, como tão bem escreveu João Paulo II.&lt;br&gt;
Quer queiramos quer não, apesar do arco-íris que nós, Europeus, sempre fomos e somos, a matriz cristã da Europa parece não merecer muitas dúvidas. Mas, e este projecto Europeu riscado pelas instâncias da União Europeia, quer colocar o Cristianismo como apenas um dos muitos elementos que imprimem a identidade do continente branco.&lt;br&gt;
Como cristãos, não podemos deixar de pensar a Europa com os valores gravados nas páginas dos Evangelhos e na longa e profunda tradição da doutrina social da Igreja. Isto não vai excluir ninguém, não vai permitir fechar portas a quem cá está ou cá pretender entrar, não vai catalogar as pessoas em cidadãos de primeira e de segunda. É exactamente o contrário o que um projecto europeu de matriz cristã poderá fazer: os valores cristãos exigem fraternidade universal, abertura aos outros, sensibilidade aos mais pobres. Há que combater todas as discriminações, enterrar, de uma vez por todas, o racismo e a xenofobia, há que investir em sociedades marcadas pela integração dos mais pobres e excluídos, há que proteger o ambiente para que esta terra seja a casa comum de todos, habitável e nos garanta o pão de cada dia.&lt;br&gt;
Quero continuar a pensar uma Europa que, ultrapassado o tempo do colonialismo, se torna continente irmão de todos os outros, colaborando, na medida das suas possibilidades, na construção de uma mundo que quer ver atingidos os oito objectivos do milénio para o desenvolvimento.&lt;br&gt;
Uma Europa aberta ao mundo, onde todos possam entrar e sair, é um sonho que as leis não permitem que se transforme em realidade. Mas é a Europa dos meus sonhos e não vou desistir dele. Tudo isto em nome das minhas convicções, em nome do Evangelho em que acredito, perla fraternidade que ele testemunha e constrói.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37 ;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
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&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sgm_69LbsRI/AAAAAAAAA1E/ORyeBj2Q-wQ/s1600-h/ramosPinheiro_LusoFonias.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335006253172896018" style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="José Luís Ramos Pinheiro" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sgm_69LbsRI/AAAAAAAAA1E/ORyeBj2Q-wQ/s400/ramosPinheiro_LusoFonias.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A 3 de Maio comemoramos o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Numa sociedade profundamente marcada pela facilidade e rapidez de comunicação, a imprensa assume um papel fundamental na difusão do saber e do conhecimento em geral. Por isso, é essencial que os meios de comunicação sejam isentos aos mais diversos níveis.&lt;br&gt;
Para nos falar sobre a “Isenção na Comunicação”, o &lt;em&gt;Luso Fonias &lt;/em&gt;de 2 de Maio contou com a presença em estúdio de José Luís Ramos Pinheiro, jornalista da &lt;a href="http://www.rr.pt/"&gt;Rádio Renascença&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;


&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«A notícia deveria ser a informação mais objectiva que alguém pudesse dar a outra pessoa, sem introduzir nenhum elemento pessoal. É assim que se aprende nas Universidades quando se tira o Curso de Jornalismo. Mas, verdade seja dita, a objectividade pura não existe porque a própria selecção do que se diz e do que se não fala já transparece uma escolha pessoal. Por isso, o importante é a convicção de que devemos ser o mais isentos possível. E mais: é fundamental que nunca dêmos informações para delas tirar proveitos, um oportunismo que não é aceitável e, por isso, os códigos de ética o reprovam.&lt;br&gt;
Passando de lindas teorias às práticas que se fazem, é triste o cenário da comunicação á escala do mundo. A lógica dos interesses passa por cima de toda e qualquer moral. Em muitas situações, sobretudo onde a liberdade de imprensa é apenas palavra escrita, os jornalistas ou alinham na propaganda de quem manda ou então têm a sua cabeça a prémio. Não é por acaso que, ano após ano, as listas de jornalistas assassinados no cumprimento da sua missão se equipara ao dos missionários mártires. Um caso que dá que pensar no que ao alto risco destas missões diz respeito. Uma comunicação social livre e isenta torna-se imagem de marca de um país democrático. Mas, mesmo em contexto de democracia há que estar atento pois as tentativas de manipulação (mais ou menos discretas) serão sempre uma constante. Se o poder político deixa em paz relativa os jornalistas, atacam os poderes económicos e entre as duas forças de manipulação venha o diabo e escolha. Ambas são péssimas para as populações.&lt;br&gt;
Aprofundados os princípios democráticos há condições para que nasça uma comunicação social plural, mas assente no serviço à verdade, à paz e à justiça. Com estes valores de fundo, a missão da comunicação será fundamental. A democracia agradece-lhe.» &lt;/div&gt;&lt;br&gt;

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O &lt;em&gt;Luso Fonias &lt;/em&gt;entrevistou o Professor Manuel Correia, Presidente do IPAD, que nos falou deste evento em particular e da temática do Desenvolvimento em geral.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
O desenvolvimento é decisivo para o presente e o futuro dos povos, sobretudo dos mais pobres. Daí a habitual e mais que lógica ligação entre o desenvolvimento e o combate à pobreza, sob todas as formas em que ela se esconde ou se mostra.&lt;br&gt;
Portugal acolhe, a 28 e 29 deste mês de Abril, a 2ª edição dos Dias do Desenvolvimento. É apenas mais um pretexto para trazer à agenda dos políticos e meios de comunicação social este tema que merece estar sempre debaixo das luzes da ribalta, para não ser esquecido. Sensibilizar para o desenvolvimento é questão de vida ou de morte para muita gente por esse mundo além, o nosso mundo.&lt;br&gt;
A cooperação entre povos é, talvez, a arma mais poderosa que se criou para combater a pobreza e dar corpo a um desenvolvimento sustentado dos países com mais dificuldades em ganhar lugar no concerto dos povos. Mas – há que denunciar com clareza – as promessas feitas pelos países ricos de atribuir 0,7º do seu pib para apoiar países em desenvolvimento ficaram sem cumprimento. Nem os mais ricos cumprem esta promessa e, por isso, o desenvolvimento de muitos povos continua a ser só uma miragem.&lt;br&gt;
Na mesma linha, há que gritar bem alto que os objectivos do milénio para o desenvolvimento não podem morrer como santos propósitos dos ricos, proclamação de ocasião no momento da viragem do milénio. Parece cínico, mas é verdade: os ricos prometeram reduzir a pobreza do mundo para metade até 2015 e, mais de metade do tempo já passou e a pobreza não diminui...Algo está mal na vida dos senhores que mandam no mundo. Então não parece humanamente importante erradicar a pobreza extrema e a fome, atingir o ensino básico universal, promover a igualdade entre os sexos, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna, combater a Sida, a malária e outras doenças, garantir a sustentabilidade ambiental?&lt;br&gt;
Estamos à espera de quê para transformar o mundo na casa de todos?&lt;br&gt;

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O Luso Fonias desta semana contou com o apoio da Rádio Sol Mansi da Guiné-Bissau que entrevistou o Dr. Huco Monteiro, ex-Ministro da Educação da Guiné-Bissau e actual membro da equipa de avaliação do impacto da Cooperação Portuguesa na área da educação, e a Irmã Beti, responsável pelas escolas de auto-gestão do Oio nas quais a Fundação Evangelização e Culturas teve uma intervenção directa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
A educação parece estar em crise. E nem sequer parece ser um problema localizado. É geral, porque a globalização a tanto obriga. Assim, por onde quer que passeemos os olhos, sobretudo nos sites da Internet, verificamos que as lutas estudantis, as greves dos professores, as queixas dos encarregados de educação vão acontecendo um pouco por todo o mundo como sinal claro de que algo anda mal no mundo da educação.&lt;br&gt;
Há mudanças importantes a fazer. Antes de mais, é urgente voltar a valorizar as humanidades. Tempos houve em que estudar filosofia, literatura, história era fundamental para uma formação académica superior. Pouco a pouco, o lado prático da vida impôs-se e, com esta mentalidade, optou-se por investir em áreas que davam acesso directo a empregos bem pagos. O caso mais claro é o das informáticas que, com umas pitadinhas de matemática e muita tecnologia à mistura, atingiam o objectivo de bem manipular com os computadores e, desta forma, garantir salários chorudos e a convicção de ajudar a mudar o mundo sem compreender as pessoas, a sua vocação e a sua missão de construtores de uma terra marcada pela justiça e pela realização das pessoas que a povoam.&lt;br&gt;
A Escola parece não estar hoje á altura de uma instituição que deveria formar técnicos e cidadãos. A transmissão clássica dos saberes, num tempo marcado por muita informação e pouco conhecimento processado, torna-se, para a Escola, missão quase impossível. Algo tem que mudar e depressa. Quando as instituições não respondem, é preciso ter a coragem de analisar bem as questões e encontrar caminhos que lhes dê respostas. 
A educação mantém-se um desafio enorme para o mundo de hoje. Não parece apontar caminhos de futuro uma escola que apenas debita informação, esquecendo a dimensão humanista. O mundo parece farto do bombardeamento de notícias e dados que, não sendo processados, aumentam o stress mas não melhoram a humanidade.&lt;br&gt;
Mudar é urgente. Há que repensar a escola, em todas as etapas. Há que ajudar as instituições clássicas a reequacionar o seu papel social. A Educação tem de continuar a exercer a sua missão altíssima de ajudar a construir cultura, ciência e cidadania. Uma escola que não passe por aqui não é um valor acrescentado á humanidade.&lt;br&gt;

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O Luso Fonias procurou perceber como é que esta esperança se traduz em acções concretas. Para isso falámos com Sérgio Cabral dos Leigos Boa Nova, um grupo de voluntários cristãos, membros da Obra Missionária de Acção Social, uma Instituição Particular de Solidariedade Social, que lançou recentemente o projecto &lt;a href="http://http//leigosboanova.blogs.sapo.pt/25846.html"&gt;“Age(nda) a partir de ti!”.&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
Ano após ano, celebrar a Ressurreição é um desafio a que é preciso dar resposta de qualidade. O cristianismo é uma religião que tem um rosto: Jesus Cristo. O Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus veio recordar-nos quatro coisas importantes: a palavra de Deus tem uma Voz: a Revelação de Deus à humanidade; a palavra de Deus tem uma casa: a Igreja, assente em quatro colunas (ensinamento dos Apóstolos, oração, fracção do pão e comunhão fraterna, como nos lembra o livro dos Actos dos Apóstolos); a palavra de Deus tem caminhos próprios: a Missão; a palavra de Deus tem um rosto: Jesus Cristo Ressuscitado. Diz a mensagem final deste Sínodo: ‘Cristo vive a existência fatigante da humanidade até à morte, mas ressurge e vive para sempre. Ele é quem faz que seja perfeito o nosso encontro com a Palavra de Deus. Ele é quem nos revela o sentido pleno e unitário das Sagradas Escrituras, pelas quais o Cristianismo é uma religião que tem no centro uma pessoa, Jesus Cristo que, na Páscoa vence todas as formas de morte e nos envia pelos caminhos do mundo a anunciar a boa notícia de que a Vida vence sempre que nós vivemos de acordo com os planos de Deus.&lt;br&gt;
Ao dar uma volta ao mundo com o nosso olhar, ajudados pelos meios de comunicação social, percebemos como a Páscoa ainda está, em muitos contextos, em lista de espera, pois as forças da morte andam á solta e têm nomes próprios: guerra, fome, pobreza extrema, violência, desemprego, falta de habitação condigna, analfabetismo...
Celebrar a Páscoa obriga a reunir condições para cantar a vida. Muitas comunidades cristãs, por esse mundo além, vão mostrar na alegria dos seus rostos que a Quaresma valeu a pena e que o jejum e a oração mais intensos desembocaram numa conversão mais efectiva e numa solidariedade mais fraterna.&lt;br&gt;
Neste ano em que olhamos, com uma ternura especial para o grande anunciador da Páscoa de Cristo, o missionário S. Paulo, desejo a todos os ouvintes uma Santa Páscoa.&lt;br&gt;

&lt;div align="center"&gt;
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&lt;div align="justify"&gt;A 24 de Março comemorou-se o Dia Mundial da Tuberculose, uma celebração que pretendeu sensibilizar a população, a nível mundial, para uma doença que apesar de já ter tratamento ainda continua a causar a morte de vários milhões de pessoas por ano, principalmente nos países mais pobres.&lt;br&gt;
Foi o tema da "tuberculose" que serviu de mote ao &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 4 de Abril, onde pudemos contar com a presença do Dr. Teles de Araújo, da &lt;a href="http://www.antdr.org"&gt;Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;


&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
A tuberculose continua a ser, por esse mundo além, uma doença que nos envergonha. Como a malária, por exemplo. Devíamos, como humanos, cobrir a cara de vergonha porque, na maioria dos casos, a tuberculose não devia matar. Mas são milhares, todos os dias, as vítimas desta doença. A razão principal está na pobreza das pessoas que a contraem e que não têm meios para a combater. E morrem. E transmitam-na. E a pobreza degenera em miséria. E nós cruzamos os braços, sem fazer nada, ou quase. Resignámo-nos. Achamos que tem que ser. E ela continua a avançar e a fazer vítimas nas fileiras das populações mais excluídas.&lt;br&gt;
Acompanhou o mundo todo a polémica levantada pela afirmação de Bento XVI de que a mera distribuição de preservativos ás mãos cheias não resolvia o problema da Sida. E quase todos esfolaram vivo o papa por ter estas afirmações consideradas atentado à vida. Nessa altura, perguntei onde andavam essas multinacionais dos preservativos e esses ministérios da saúde do norte e do sul, de mãos dadas no combate à sida e que se esqueciam de que há doenças mais mortais e mais fatais, como, por exemplo, a tuberculose e a malária, que quase ninguém ousa combater porque não são doenças ideológicas nem de ricos. Todos os que andamos pelos interiores pobres de África sabemos que o único problema é a pobreza. Os outros (e são graves) derivam desta. Por isso, não há que dar curvas se queremos atalhar bem os problemas e encontrar soluções à altura dos dramas que eles provocam.&lt;br&gt;
Combater a tuberculose é uma questão delicada mas não uma missão impossível. Há que ajudar as pessoas a proteger-se com uma alimentação sadia e algumas condições de vida. Depois, se a doença vier, há que ter à mão os medicamentos adequados a este combate que, no Hemisfério Norte têm tido um alto índice de sucesso. Aqui também há mortos por tuberculose, mas, regra geral, atinge as camadas mais pobres e marginalizadas das populações. Ou então, vitima os que deixam a doença avançar demais, por incúria ou convicção de que ‘vai passar’.&lt;br&gt;
A luta por mais e melhor saúde no mundo não pode ser ideológica nem interesseira. Temos que nos dar as mãos para que a tuberculose e outras doenças dos pobres sejam erradicadas. A todo o preço e a bem de todos.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
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Segundo o Santo Padre, África «é a grande esperança da Igreja», uma afirmação que serviu de mote ao Luso Fonias de 21 de Março que esteve à conversa sobre "A Igreja e o continente africano".&lt;br&gt;
Em estúdio esteve o P. Tony Neves, Espiritano, que colabora habitualmente no nosso programa e foi missionário em Angola durante vários anos.&lt;br&gt;&lt;br&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-6441308030521791153?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/6441308030521791153/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=6441308030521791153&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/6441308030521791153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/6441308030521791153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/03/igreja-e-o-continente-africano.html' title='A Igreja e o continente africano'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/ScZXhN6DJxI/AAAAAAAAA0M/eG1Xrf3Gcbs/s72-c/P.Tony.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-745427578129547106</id><published>2009-03-16T13:20:00.005Z</published><updated>2009-03-16T13:29:18.892Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Dar: Um Amor Maior</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando falamos de dar, não nos referimos necessariamente a bens materiais, falamos de pequenos gestos que nos aquecem o coração, o coração de quem dá e o de quem recebe.&lt;br&gt;
Esta acção de "dar" que serviu de mote ao &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 14 de Março, significa na maior parte das vezes um trabalho voluntário, livre e desinteressado, de &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sb5TP9JuvQI/AAAAAAAAA0E/ag-R7zyJuNg/s1600-h/professorEugenioFonsecaFEC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313776143922281730" style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="Eugénio Fonseca" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sb5TP9JuvQI/AAAAAAAAA0E/ag-R7zyJuNg/s400/professorEugenioFonsecaFEC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;alguém que quer dar um pouco de si, do seu tempo, a quem mais necessita.&lt;br&gt;
Para nos falar deste tema, esteve na nossa companhia o Professor Eugénio Fonseca, Presidente da &lt;a href="http://www.caritas.pt/"&gt;Cáritas Portuguesa&lt;/a&gt; e da &lt;a href="http://www.convoluntariado.pt/"&gt;Confederação Portuguesa do Voluntariado&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;


&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«O ‘dar de graça’, uma das imagens de marca do Evangelho, continua a ter simpatizantes e seguidores. Uma das formas mais radicais expressa-se no Voluntariado Missionário que, para além da gratuidade da experiência, exige distância das raízes, da família, dos amigos, da segurança construída ao longo dos anos. Mas vale a pena – dizem quantos passam por ele e por ele são profundamente marcados.&lt;br&gt;
Partilho dois exemplos que são recentes: a Joana Pedro, Engenheira do Ambiente, acaba de regressar do norte de Moçambique, onde viveu um ano de Missão; a Céline Marques, licenciada em Serviço Social, regressou há pouco da Guiné-Bissau onde trabalhou um ano em Bafatá. Os seus testemunhos falam alto do que lhes vai na alma.&lt;br&gt;
Escreveu a Joana: ‘&lt;em&gt;Cresci muito. Não foi tanto com o &lt;strong&gt;fazer&lt;/strong&gt; que cresci, mas sim com o &lt;strong&gt;estar&lt;/strong&gt;. Por isso, &lt;strong&gt;fiz &lt;/strong&gt;muita coisa, mas sobretudo &lt;strong&gt;estive&lt;/strong&gt;:&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;Estive&lt;/strong&gt; no meio de um povo, o povo macua, que do nada faz tudo, com uma generosidade imensa e com um sorriso constante no rosto. &lt;strong&gt;Estive&lt;/strong&gt; no meio de um povo onde os batuques ditam o ritmo e a genuidade de cada um impera.&lt;br&gt;
&lt;strong&gt;Estive&lt;/strong&gt; no meio de um equipa missionária que me acolheu com um espontaneidade e uma alegria indescritíveis. &lt;strong&gt;Estive&lt;/strong&gt; no meio de uma equipa missionária que me ensinou outra forma de encontrar Deus. Estive onde sinto que Deus me quis. E espero continuar agora a seguir o Seu caminho, certa de que este ano que passei me fará andar mais forte e com mais confiança&lt;/em&gt;’.&lt;br&gt;
A Céline partilhou, á chegada: ‘&lt;em&gt;Muita gente pergunta: porquê? Porquê partir se temos tanto para fazer cá? Porquê partir se a vida está tão má, se a crise é tão grande? Porquê? Porque Deus quer que partamos, Deus precisa de nós noutro lugar, porque talvez lá precisem mais de nós do que aqui, não que aqui não haja problemas, mas porque o nosso sorriso e as nossas mãos farão mais lá do que cá; porque outros foram já chamados e destinados a trabalhar por cá; porque talvez precisemos de ver, viver e trabalhar noutra realidade para aprender a relativizar, aprender outra forma de lidar com os problemas, aprender a ver mais além do que estamos habituados, porque o mundo não é só o sítio onde vivemos, há muito para lá das “fronteiras” de cada um&lt;/em&gt;’.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-745427578129547106?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/745427578129547106/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=745427578129547106&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/745427578129547106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/745427578129547106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/03/dar-um-amor-maior.html' title='Dar: Um Amor Maior'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sb5TP9JuvQI/AAAAAAAAA0E/ag-R7zyJuNg/s72-c/professorEugenioFonsecaFEC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-396134201558806877</id><published>2009-03-08T18:04:00.005Z</published><updated>2009-03-09T22:00:18.713Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Pela cooperação no mundo lusófono</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na entrevista do &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 7 de Março estivemos à conversa sobre cooperação no mundo lusófono.&lt;br&gt;
A cooperação para o desenvolvimento é uma prioridade da política externa portuguesa, onde se &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SbQJJLe8gnI/AAAAAAAAAz0/Mw7k6ZpR9YM/s1600-h/CatarinaLopes2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310879913882714738" style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="Catarina Lopes" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SbQJJLe8gnI/AAAAAAAAAz0/Mw7k6ZpR9YM/s400/CatarinaLopes2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;destacam os valores da solidariedade e do respeito pelos direitos humanos.&lt;br&gt;
Não perca a conversa com Catarina Lopes e a Ana Patrícia Fonseca, da &lt;a href="http://www.fecongd.net/"&gt;Fundação Evangelização e Culturas&lt;/a&gt;, uma organização não governamental para o desenvolvimento que a 13 de Março celebra 19 anos de cooperação no espaço lusófono.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;br&gt;
&lt;/strong&gt;«A Cooperação entre povos, através dos seus Governos, é um dever e um direito. Aqui, como em tudo, segue-se a máxima segundo a qual ‘ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar nem tão rico que não tenha nada para receber’. A cooperação assente sobre o princípio da partilha onde todos dão e todos recebem. Enfim, a lógica de uma sã cooperação só pode ser o enriquecimento mútuo, com a certeza de que quem ajuda os outros a viver com mais dignidade já se deve sentir recompensado.&lt;br&gt;
Esta deveria ser a lógica do relacionamento fraterno entre povos, mas não é, infelizmente. Estamos num mundo onde as relações internacionais não se constroem sobre a gratuidade e o &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SbQJNr_Qz1I/AAAAAAAAAz8/ARTB9JDYdK0/s1600-h/AnaPatriciaFonseca2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310879991327674194" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="Ana Patrícia Fonseca" src="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SbQJNr_Qz1I/AAAAAAAAAz8/ARTB9JDYdK0/s400/AnaPatriciaFonseca2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;serviço a prestar aos outros, mas sobre o interesse, e só o nosso, mesmo que, para alcançarmos os nossos objectivos tenhamos que esmagar os outros.&lt;br&gt;
Esta lógica em vigor é uma lógica perversa, uma espécie de bomba relógio com retardador, com consequências desastrosas para o futuro da humanidade. Um mundo que se aguenta com uns a tentar gozar a vida à custa do sofrimento e da miséria dos outros, não pode ir muito longe. As lógicas de um capitalismo selvagem só podem conduzir, mais tarde ou mais cedo, a crises como a que hoje se desenha na linha do horizonte e que só terá resolução positiva se as forças do mundo derem as mãos. E não percebo muito bem como tal poderá acontecer.&lt;br&gt;
Aí devem entrar em jogo outro tipo de instituições: as Igrejas, as Organizações não Governamentais e outras entidades filantrópicas, sem fins lucrativos e com um grande sentido de humanidade. Aí, sim, há condições para que um espírito de solidariedade ajude a derrubar muros e construir pontes, fazendo com que se esbatam as distâncias entre ricos e pobres, criando mais justiça social.&lt;br&gt;
Alguém me dizia há dias, ao falar de fundamentalismos religiosos que, com as mesmas pedras se podem construir muros ou pontes. Os meios são os mesmos, mas o resultado final é exactamente o contrário. Assim acontece com os mecanismos de cooperação que se accionam. E há que escolher. A sobrevivência da própria humanidade pode depender da forma como nos relacionamos. Há que trabalhar por mais justiça.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-396134201558806877?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/396134201558806877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=396134201558806877&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/396134201558806877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/396134201558806877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/03/pela-cooperacao-no-mundo-lusofono.html' title='Pela cooperação no mundo lusófono'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SbQJJLe8gnI/AAAAAAAAAz0/Mw7k6ZpR9YM/s72-c/CatarinaLopes2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-4319973304275046063</id><published>2009-03-08T17:56:00.006Z</published><updated>2009-03-08T18:03:40.316Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Quaresma em tempo de crise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estamos em tempo de Quaresma, o tempo de preparação para a Páscoa que nos convida à caridade e solidariedade.&lt;br&gt;


O &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 28 de Fevereiro procurou saber como se vive a Quaresma nos dias de hoje, nestes dias em que só se ouve falar de crise.&lt;br&gt;

&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SbQHOhdfOAI/AAAAAAAAAzc/KtYJEyX1rdU/s1600-h/CatarinaLopes2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SbQICZKX7JI/AAAAAAAAAzs/Uki4TLnXpko/s1600-h/MariaRosarioCarneiro2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310878697783815314" style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="Maria do Rosário Carneiro" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SbQICZKX7JI/AAAAAAAAAzs/Uki4TLnXpko/s400/MariaRosarioCarneiro2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não perca a conversa com a Dra. Maria do Rosário Carneiro, vice-presidente da &lt;a href="http://cnjp.ecclesia.pt/"&gt;Comissão Nacional Justiça e Paz&lt;/a&gt;, sobre como se vive a Quaresma nos dias de hoje.&lt;br&gt;&lt;br&gt;



&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;br&gt;

&lt;/strong&gt;«A Quaresma é um tempo muito especial, desde que tomado a sério. Longe vão os tempos em que os rigores do jejum se mediam pelas refeições que ficavam por tomar, a abstinência não admitia excepções na privação da carne e a esmola era tomada a sério, tentando todas as famílias fazer as suas renúncias quaresmais para partilhar com os muitos pobres que existiam e que todos conheciam. Os tempos que correm assentam noutros princípios de vida e não passam muito por privações, para além daquelas que nos são impostas. Dizem alguns – e com alguma razão – que a crise que vivemos já nos obriga a muito jejum e abstinência. Mas esta maneira de pensar e agir é arriscada, pois não criamos mecanismos que nos obriguem a perceber melhor o&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SbQHVGnuqsI/AAAAAAAAAzk/O-NM-TOtXio/s1600-h/AnaPatriciaFonseca2.jpg"&gt;&lt;/a&gt; quanto sofrem os pobres mais pobres. Mas, verdade seja dita e as estatísticas o mostram, é nos tempos de crise e dificuldade que se vê alma solidária das pessoas. A última grande recolha do Banco Alimentar contra a fome constituiu um hino à solidariedade. Foi a maior recolha de sempre e os meios de comunicação social acompanharam esta operação solidária e entrevistaram muitos dos doadores que afirmaram que não tinham muito mas sentiam esta necessidade de repartir bens essenciais com quem tem ainda menos.&lt;br&gt;
Bento XVI, na sua habitual mensagem da Quaresma, foi buscar uma das passagens bíblicas sobre o retiro espiritual que Cristo fez no deserto. E, segundo este texto tão simbólico, ‘Jesus esteve 40 dias e 40 noites sem comer e no fim teve fome’. Pudera! A riqueza deste texto está no facto de não se falar só de uma fome física, mas também espiritual. Conclui o Papa que a fome de Deus, a fome de Justiça, a fome de humanidade é tão ou mais grave que a fome de pão. Aliás, para estar de acordo com o Papa, basta olhar para o mundo em que vivemos e para as relações entre os povos. As pessoas contam muito pouco porque os bens materiais, os interesses económicos contam muito mais. Chega-se ao limite do ridículo e do imoral quando esmagamos pessoas para ganhar dinheiro, como acontece quando estão em causa os petróleos e diamantes do nosso mundo.&lt;br&gt;
Dar sentido humano à vida é o mais importante neste tempo de Quaresma. São 40 dias intensos de oração, de conversão aos valores do Evangelho, de partilha solidária com quem mais precisa. Vale a pena despir-nos da mentalidade interesseira dos tempos que correm para nos vestirmos de uma humanidade que a todos respeite e que, pela justiça, traga de volta a dignidade a quantos se sentem espezinhados nos seus direitos.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;




&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;br&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-4319973304275046063?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/4319973304275046063/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=4319973304275046063&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/4319973304275046063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/4319973304275046063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/03/quaresma-em-tempo-de-crise.html' title='Quaresma em tempo de crise'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SbQICZKX7JI/AAAAAAAAAzs/Uki4TLnXpko/s72-c/MariaRosarioCarneiro2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-9029606882723484051</id><published>2009-03-03T16:41:00.003Z</published><updated>2009-03-03T16:44:44.033Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>O drama do álcool</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“O Drama do Álcool”foi o tema do &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 21 de Fevereiro.&lt;br&gt;
Fala-se de drogas como a cocaína, heroína e até mesmo o tabaco, mas esquecemo-nos que o álcool também faz parte dessa lista de substâncias que causam um elevado grau de dependência.&lt;br&gt;
O álcool é uma droga socialmente aceite cujo consumo tem vindo a aumentar nos últimos anos, consumo este que pode levar-nos a pensar que não tem &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sa1d_rT1v4I/AAAAAAAAAzU/4KR467bNnBs/s1600-h/LogoAA2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309002884278763394" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="Alcoólicos Anónimos de Portugal" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sa1d_rT1v4I/AAAAAAAAAzU/4KR467bNnBs/s400/LogoAA2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;riscos, mas basta olharmos para os efeitos a curto e longo prazo para nos darmos conta da importância dos diversos problemas que produzem.&lt;br&gt;
Não perca os testemunhos da Isabel e do João dos &lt;a href="http://www.aaportugal.org/"&gt;Alcoólicos Anónimos de Portugal&lt;/a&gt;, relatos impressionantes de um vício que é socialmente aceite mas que acarreta muitos riscos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;br&gt;
&lt;/strong&gt;«Nas voltas que vou dando por esse mundo além, tenho verificado um dado curioso: seja nas montanhas dos índios no México, no planalto interior de Angola, no norte mais distante de Moçambique, junto aos braços de mar mais perdidos da Guiné-Bissau, nas roças mais abandonadas de S. Tomé e Príncipe, nas estepes do Zimbabwe... todos os grupos étnicos sabem fabricar bebidas alcoólicas. E mais: não há festa em que tais líquidos não sejam ingeridos e, regra geral, de forma exagerada, com as consequências que todos conhecemos. Para agravar a situação, há sempre uma franja da população que não precisa das festas para pretexto de ingestão alcoólica. Daí que o mundo esteja semeado de ébrios, uma situação desastrosa que afecta ricos e pobres, homens e mulheres e, por vezes, até adolescentes e crianças.&lt;br&gt;
Regra geral, quando entra o álcool numa casa, a paz e a prosperidade saem pela janela. Ou seja, quem toma álcool em demasia desgraça a sua vida e complica a de quantos vivem próximos, a começar pelos familiares mais directos. E lá se vai o emprego, as poupanças, o equilíbrio de vida, os amigos... e tudo um bom copo de bebida alcoólica deita a perder, gerando desgraça atrás de desgraça, porque, como diz o nosso povo, uma desgraça nunca vem só.&lt;br&gt;
Os tempos modernos, na sua relação com o álcool, não se caracterizam pela coerência. Porque, por um lado, há grandes medidas de combate ao alcoolismo, com regras na sua produção e na sua venda. Mas, por outro lado, a publicidade incentiva ao seu consumo, sobretudo entre as gerações mais jovens. É de fazer doer o coração ir, sexta-feira ou sábado à noite, aos locais onde se concentram os jovens, e ver a quantidade de bebidas alcoólicas que se ingerem. Triste é o cenário que se vê aos sábados e domingos de manhã, nestes mesmos locais, onde encontramos jovens completamente embriagados, depois de uma noite a beber e a dançar... partindo dali para uma ressaca que dura o resto do fim-de-semana...&lt;br&gt;
Há famílias que se desgraçam quando o álcool invade a sua casa. Há tentativas muito sérias de regeneração de quantos entraram nas malhas do álcool. Há organizações, como a associação dos Alcoólicos Anónimos, que fazem alguns milagres. Há departamentos clínicos especializados. Mas há, sobretudo, um longo trabalho de sensibilização a realizar nas escolas e nas Igrejas. Há que investir na formação para o auto-controle, para que cada um e cada uma saibam até onde podem ir, até onde o corpo aguenta sem fazer mal. É um investimento que contraria o lobby da grande indústria alcoólica, mas defende as pessoas que, verdade seja dita, são o melhor do mundo.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-9029606882723484051?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/9029606882723484051/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=9029606882723484051&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/9029606882723484051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/9029606882723484051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/03/o-drama-do-alcool.html' title='O drama do álcool'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/Sa1d_rT1v4I/AAAAAAAAAzU/4KR467bNnBs/s72-c/LogoAA2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-5228420658041600997</id><published>2009-02-14T16:04:00.004Z</published><updated>2009-02-14T16:08:43.236Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Ao encontro do amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A 14 de Fevereiro comemora-se o Dia de S. Valentim, mais conhecido como Dia dos Namorados. Em Portugal esta data está a tornar-se cada vez mais numa estratégia de vendas, num pretexto para que as pessoas gastem o seu dinheiro. E na verdade, será que este dia faz sentido? Faz sentido haver um dia para se celebrar o amor quando este deve ser celebrado todos os dias?&lt;br&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SZbr9fGvaSI/AAAAAAAAAy8/uTmk-4X5hfE/s1600-h/P.JoseMelo2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302685052829657378" style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="P. José Melo" src="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SZbr9fGvaSI/AAAAAAAAAy8/uTmk-4X5hfE/s400/P.JoseMelo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; desta semana esteve à conversa sobre a importância do compromisso e do diálogo. Uma emissão que contou com a presença do P. José Melo, do movimento &lt;a href="http://www.schoenstatt.pt/"&gt;Schoenstatt&lt;/a&gt;, e de Ana Joanaz de Melo, responsável pela Pastoral dos Namorados.&lt;br&gt;
Não perca também a rubrica &lt;em&gt;Vozes da Lusofonia&lt;/em&gt;, com os testemunhos das nossas rádios parceiras sobre a realidade dos casais em terras lusófonas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«São João da Cruz, esse grande místico, deixou-nos uma frase que nos inquieta: ‘No entardecer da vida seremos julgados pelo Amor’. E, já no longínquo século V, no norte de África, Santo Agostinho lançava o grito: ‘Ama e faz o que quiseres!’. Nenhum deles parece muito original, pois os Dez Mandamentos de Moisés já dizem que o caminho da felicidade passa por amar a Deus e ao próximo e Jesus Cristo veio carimbar esta convicção, dando ao Amor o estatuto de Mandamento Novo: ‘Amai-vos uns aos outros como Eu vos Amei’... indo mais longe, dizendo: ‘Saberão que sois meus discípulos se vos a&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SZbsBEt35gI/AAAAAAAAAzE/cYoHKQ6gYVk/s1600-h/AnaJoanazMelo2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302685114465510914" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="Ana Joanaz de Melo" src="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SZbsBEt35gI/AAAAAAAAAzE/cYoHKQ6gYVk/s400/AnaJoanazMelo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mardes uns aos outros’!&lt;br&gt;
Mas, esta reflexão por ocasião do dia dos namorados, ligado a S. Valentim, parece não vir muito a propósito. De facto, as propostas que se fazem a quem namora não têm nada ou quase nada a ver com este ideal supremo que nos é apresentado pela Bíblia e pela tradição da Igreja. Convidam-se os namorados a comprar grandes prendas, a organizar grandes saídas, a divertir-se à brava... mas raramente se propõe uma reflexão séria sobre o projecto de vida que estão a construir e sobre a dimensão espiritual sobre a qual tal projecto deve assentar e ganhar raízes e consistência. Partir ao encontro do Amor não é a mesma coisa que gozar de presença física da pessoa com quem namoramos nesta altura do campeonato. Tem de ser muito mais que isso.&lt;br&gt;
Num tempo marcado pela vertigem da mudança, construir projectos que durem uma vida é remar contra ventos e marés. E tal só me parece possível se assentarem sobre o pilar indestrutível do amor. Por isso, aos namorados que acreditam em Deus lanço o desafio de viverem este dia 14 como um momento forte de acção de graças. Sim, faz sentido agradecer a Deus as pessoas que Ele coloca na nossa vida e, particularmente, aquele ou aquela com a qual, dia após dia, vamos construindo um projecto de felicidade e de eternidade. Assim, teremos a certeza de que, não só partimos ao encontro do Amor como também o Amor caminha ao encontro de nós. Só assim a nossa vida poderá terminar como os filmes antigos em que os protagonistas casavam, tinham filhos queridos e eram muito felizes, para sempre.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;
&lt;/div&gt;


&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(menu do lado direito)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38427012-5228420658041600997?l=lusofoniasonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/feeds/5228420658041600997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38427012&amp;postID=5228420658041600997&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/5228420658041600997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38427012/posts/default/5228420658041600997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusofoniasonline.blogspot.com/2009/02/ao-encontro-do-amor.html' title='Ao encontro do amor'/><author><name>Luso Fonias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09401215287351822212</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SN-7V7FOfcI/AAAAAAAAAdQ/Y0t6EulGR6o/S220/fotoLF.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SZbr9fGvaSI/AAAAAAAAAy8/uTmk-4X5hfE/s72-c/P.JoseMelo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38427012.post-6195156894446467749</id><published>2009-02-11T14:50:00.003Z</published><updated>2009-02-11T14:55:26.010Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Programa'/><title type='text'>Segurança na net</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A 10 de Fevereiro comemora-se o Dia Europeu da Internet Segura, uma data que serviu de mote ao &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; do passado dia 7.&lt;br&gt;
Ao longo dos últimos anos, as tecnologias de informação e comunicação têm modificado os hábitos das pessoas, tanto no seu trabalho como nas relações pessoais. Muitos de nós já não conseguem estar sem acesso diário ao e-mail. E este é apenas um dos exemplos de como a Internet veio &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SZLmLXqh51I/AAAAAAAAAy0/ogK-ZdnelbE/s1600-h/JorgeBorges2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301552794373842770" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="Jorge Borges" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SZLmLXqh51I/AAAAAAAAAy0/ogK-ZdnelbE/s400/JorgeBorges2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mudar as nossas rotinas.&lt;br&gt;
No entanto, é importante saber como podemos ter segurança e privacidade no uso da Internet, quais os riscos que corremos e como nos podemos proteger.&lt;br&gt;
Para nos esclarecer estas dúvidas, esteve em estúdio Jorge Borges da &lt;a href="http://www.seguranet.pt/index.php?section=1"&gt;Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas&lt;/a&gt;, da Direcção Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«A auto-estrada da comunicação, a internet, não tem grandes polícias nem regras, pelo que tudo, ou quase tudo passa por ali. Esta é, ao mesmo tempo, a sua vantagem e um perigo. Vantagem porque todo o bem pode circular por ali; perigo porque todo o mal anda por ali á solta, ou quase. Isto, com a eterna desvantagem de não sabermos muito bem traçar a linha que separa o bem do mal, numa sociedade onde os valores quase que mudam de cabeça para cabeça e o que uns acham bem e sinal de avanço social outros podem achar criminoso (aborto, por exemplo). O P. António Rego definiu assim a internet: ‘é uma espaço, um foro, uma feira, uma expo, uma ciber-cidade, com todo o delírio de trânsito, pessoas, ofertas, procuras, compras, vendas, oportunidades, ruídos, vícios, depravações, páginas sublimes, lugar privilegiado de encontro de ideias, pessoas, jogos e afectos. Na net navega o mais nobre e o mais sórdido do que o ser humano é capaz. O ruído, o vírus e o lixo são três componentes que atravessam, a desoras, a cidade e todas as vias de comunicação virtual’ – considero esta definição do P. Rego uma das mais interessantes e abertas da internet.&lt;br&gt;
Ora, a segurança, neste meio quase sem controlo, é um problema muito sério. Por vírus e outros atentados é fácil entrar nesta estrada, alterar dados, estragar programas e ficheiros, ter acesso a informação confidencial e, talvez pior que isso, seduzir crianças e adolescentes, atrai-las a lugares onde o crime andará á solta, semear o pânico nas famílias e nas sociedades.&lt;br&gt;
Não defendo políticas de controlo da comunicação como a que se faz hoje na China ou em certos países Árabes, por exemplo. Ali está em causa a liberdade de expressão. Mas há que criar dinamismos que permitam perceber quando a net é utilizada para violar os direitos humanos. E aí não há que ter contemplações: é urgente agir em força para defender as pessoas e fazer a justiça possível a quem semeia o pânico e a morte nesta auto-estrada da comunicação.&lt;br&gt;
Eu sou pela internet, pois considero-a um meio extraordinário de comunicação á escala do mundo. Mas também partilho a angústia de muita gente que acha que nesta nossa terra onde o bem e o mal andam de braço dado é preciso criar alguns mecanismos de segurança. É pena, mas tem que ser, para bem de todos.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
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O &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 31 de Janeiro focou a importância de nos unirmos no &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SYbku4yXpeI/AAAAAAAAAyk/S3e7bBE5An4/s1600-h/SandraFigueiredo2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298173505816733154" style="FLOAT: right; MARGIN: 10px 0px 10px 10px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="Sandra Figueiredo" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SYbku4yXpeI/AAAAAAAAAyk/S3e7bBE5An4/s400/SandraFigueiredo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;combate a esta doença, dando destaque ao trabalho dos voluntários, daquelas pessoas que dão um pouco de si para ajudar quem mais necessita.&lt;br&gt;

Em estúdio esteve a Sandra Figueiredo e o Ricardo Leonardo, que foram voluntários em Moçambique pela &lt;a href="http://www.aparf.pt/"&gt;APARF &lt;/a&gt;- Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau. Uma entrevista a não perder!&lt;br&gt;&lt;br&gt;



&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;

«A celebração do Dia Mundial dos Leprosos, no último domingo de Janeiro, toca no mais fundo da consciência da humanidade. É que, todos o sabemos, a lepra só faz vítimas entre os pobres mais pobres. Na Europa, as pessoas que contraem hoje esta doença são raríssimas e o tratamento é fácil e eficiente quando iniciado logo que surgem os primeiros sinais. Mas, em áreas do mundo onde ainda manda a pobreza, há casos de lepra de bradar aos céus: pessoas que ficam deformadas no rosto, nas mãos, nos pés, porque a doença vai minando e ninguém ajuda a combatê-la, o que seria fácil e barato. Escusado será dizer que a falta de condições dignas de vida, de alimentação e de higiene é a grande causa da sobrevivência desta terrível praga entre os humanos.&lt;br&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SYbk0xKEHVI/AAAAAAAAAys/k6VUyhFJgRw/s1600-h/RicardoLeonardo2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298173606847847762" style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="Ricardo Leonardo" src="http://4.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SYbk0xKEHVI/AAAAAAAAAys/k6VUyhFJgRw/s400/RicardoLeonardo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
Desde há muito tempo que o combate à lepra foi considerado uma causa maior pela Igreja. É conhecida a História do P. Damião que aceitou ir até à Ilha de Molokai, um espaço isolado onde eram atirados todos os leprosos. Ali morriam no mais cruel dos desesperos causados pelo abandono e pela falta de tudo. O P. Damião desembarcou ali, contra todas as indicações e conselhos, e lá partilhou o resto da vida com os leprosos, dando alento e ajudando a transformar esta Ilha da morte num espaço de vida e felicidade. Foi ali que ele morreu, também leproso. Bento XVI vai fazê-lo subir à honra dos altares ainda durante este ano.&lt;br&gt;

Há numerosas associações que, pelo mundo fora, combatem a lepra e outras doenças que afectam as camadas mais vulneráveis das populações. Em Portugal, temos a Associação Portuguesa dos Amigos de Raoul Follereau (APARF) que, com este nome, presta homenagem a um homem que dedicou grande parte da sua vida à erradicação da lepra no mundo. Temos também a Associação Mãos Unidas Padre Damião que tem por padroeiro e inspirador o P. Damião de Molokai, de quem já falamos.&lt;br&gt;

Ousar enfrentar e combater todas as lepras é um bom desafio para este início de ano. Mesmo que a crise abafe muitas vontades de sermos generosos, acreditemos na máxima de que é dando que se recebe. Assim fez Cristo, o mesmo tentou fazer S. Francisco de Assis. Que tal se tentássemos seguir estes modelos de fé, dedicação, humanidade e compromisso?» &lt;/div&gt;&lt;br&gt;




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&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SX-UGbffpTI/AAAAAAAAAyc/Darlg01Qj-4/s1600-h/Jo%C3%A3oLu%C3%ADsFontes2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296114524990973234" style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="João Luís Fontes" src="http://2.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SX-UGbffpTI/AAAAAAAAAyc/Darlg01Qj-4/s400/Jo%C3%A3oLu%C3%ADsFontes2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para conhecermos melhor o sentido desta semana, o &lt;em&gt;Luso Fonias&lt;/em&gt; de 24 de Janeiro esteve à conversa com o Dr. João Luís Fontes, membro da Equipa Ecuménica Jovem como um dos representantes da Igreja Católica. Fomos procurar saber o que nos une e o que nos separa nos diferentes cultos cristãos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«As Igrejas Cristãs até parece que fazem tréguas, durante uma semana, nas suas históricas divisões. É sempre, ano após ano, de 18 a 25 de Janeiro, na Semana da Unidade dos Cristãos. É pouco, muito pouco mesmo, este símbolo de comunhão, atendendo à gravidade do impacto do testemunho negativo que dá a divisão entre aqueles que seguem Jesus Cristo. Mas, como é sempre melhor o pouco que nada, há que valorizar esta Semana e dar tudo por tudo para que ela seja vivida com intensidade e com verdade.&lt;br&gt;
Este ano, as reflexões e propostas de oração chegam-nos da Coreia, de uma comunidade onde o ecumenismo não é letra morta, mas realidade vivida ao longo de todo o ano. O tema é tirado do profeta Ezequiel: ‘Serão um só, em tua mão’. É um extracto da belíssima história que o profeta nos conta sobre a divisão e a reconciliação do povo de Israel: há dois pedaços de madeira, separados, onde estão inscritos os nomes dos reinos divididos de Israel. E, na mão de Deus, esses dois pedaços vão unir-se. Hoje, esta metáfora volta a fazer sentido porque, sobre os dois pedaços de madeira que formam a sua cruz, o Senhor da história cura as feridas e as divisões da humanidade.&lt;br&gt;
O Ecumenismo tem de ser hoje, para as Igrejas, uma viagem sem retorno. Os caminhos que nos levam ao coração de Deus, à unidade, têm de ser palmilhados, quanto antes, por todos os que se dizem cristãos. É uma questão de credibilidade, é uma questão de verdade.&lt;br&gt;
Por isso, há que combater com todas as armas que temos na mão e a oração é a mais forte. Mas também podemos investir noutras áreas de comunhão: reflectir juntos, trabalhar juntos pela justiça, pela paz, pelos direitos humanos; dar as mãos para a concretização dos objectivos do milénio para o desenvolvimento; combater a pobreza e todas as formas de exclusão e marginalização.&lt;br&gt;
E tudo isto por uma questão de fidelidade a Cristo que, desde a primeira hora, quis que os cristãos formassem um só rebanho, conduzido por Ele, o Bom Pastor.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
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&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SX-TS1d0gNI/AAAAAAAAAyU/5Z54R4QqrBw/s1600-h/InesLima2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296113638610075858" style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="Inês Lima" src="http://1.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SX-TS1d0gNI/AAAAAAAAAyU/5Z54R4QqrBw/s400/InesLima2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O&lt;em&gt; Luso Fonias&lt;/em&gt; de 17 de Janeiro esteve à conversa com a Dra. Inês Lima, Directora do Departamento de Marketing da EDP – Electricidade de Portugal, que nos falou sobre eficiência energética e explicou quais os resultados de certos comportamentos na factura ao final do mês.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
«Tempos houve em que, nas aldeias, vilas e cidades, as pessoas utilizavam o carvão, a lenha, o azeite e, mais tarde, o petróleo... como fontes de energia. A população era menor do que hoje e os hábitos de vida e consumo eram de poupança.&lt;br&gt;
Com o evoluir dos níveis de tecnologia, o mundo dos mais ricos entrou numa nova era marcada pela electricidade e combustíveis derivados do petróleo. Ora, estes é que têm tomado conta das economias mundiais, o que se tornou uma desgraça, por duas grandes razões: a poluição que estes combustíveis provocam e a ‘chantagem’ económica e financeira que os detentores do petróleo fazem ao resto do mundo. A dependência destes derivados do chamado ‘ouro negro’ é tão grande que todas as economias do mundo se vergam diante das suas subidas e descidas de preço. E mais: a fraca aposta em energias renováveis e não poluentes (hidráulica, eólica, solar...) deve-se aos lobbies dos senhores que não querem alternativas ao produto que apresentam no mercado, custe o que custar, doa a quem doer, mesmo estragando o nosso planeta. E é bom que se saiba que, por esse mundo fora, mesmo uma grande parte da electricidade que se consome provém de geradores a gasóleo.&lt;br&gt;
Estes tempos de crise têm a vantagem de nos ajudar a racionalizar todos os tipos de energia, também olhando aos custos que ela comporta às famílias, às organizações e às empresas. E tudo começa com o tipo de máquinas utilizadas, com as lâmpadas que fornecem a luz aos espaços, com a escolha de horas de mais baixo consumo para ligar máquinas de lavar e outras que gastam muita electricidade. Às vezes faz doer o coração entrar em certas instituições e reparar que todas as lâmpadas estão acesas (mesmo sem lá estar ninguém) e que há máquinas de todas as qualidades e feitios ligadas, a piscar à direita e à esquerda, sem ter uma utilidade evidente nessa hora. Costuma-se dizer, nessas ocasiões, que tal acontece porque quem paga a factura é o Estado... Mas também é verdade que nas famílias, mesmo nas mais pobres, nem sempre há uma contenção de gastos energéticos por falta de cuidado e por algum desconhecimento sobre o que cada lâmpada e cada máquina gasta realmente quando está ligada.&lt;br&gt;
A União Europeia está a preparar um grande pacote de leis sobre a poupança da energia, penalizando quem abusa na sua utilização. Mas ninguém substitui ninguém neste esforço de tornar a terra mais habitável e de evitar gastos desnecessários de energia. Se, ao mesmo tempo, faz bem ao ambiente e à carteira, por que continuamos a gastar energia à toa?»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#dd8a37 ;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
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Durante a infância temos os nossos super-heróis, aqueles que resistem a todos os males e que preenchem o nosso imaginário. Em adultos deixamos de &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SXXhIYbGFRI/AAAAAAAAAyI/0YBeY_9keOE/s1600-h/P.AlbertoOliveira2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293384471155184914" style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="P. Alberto Oliveira" src="http://3.bp.blogspot.com/_kdcEL1i61IA/SXXhIYbGFRI/AAAAAAAAAyI/0YBeY_9keOE/s400/P.AlbertoOliveira2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;acreditar nesses heróis mas desejamos ter alguns dos seus poderes, sermos invencíveis e conseguirmos resolver todos os problemas que nos surgem.&lt;br&gt;
Para se ser herói não é preciso muito. O filósofo e poeta Voltaire dizia que: «As grandes coisas são muitas vezes mais fáceis do que aquilo que se pensa». Na verdade, quantos heróis não existirão à nossa volta? Pessoas que ajudam o outro sem receber nada em troca e que fazem o bem só pelo simples facto de quererem ajudar o seu próximo.&lt;br&gt;
Não perca a entrevista ao Capelão do Hospital Egas Moniz, o P. Alberto Oliveira, que nos falou do trabalho realizado pelas capelanias hospitalares.&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;strong&gt;Na opinião do P. Tony Neves:&lt;br&gt;
&lt;/strong&gt;«Criámos o mito das figuras públicas, geradas pela comunicação social. Então, regra geral, importantes são as pessoas que ocupam cargos de notoriedade ou aquelas que desempenham funções que estão sempre na mira dos meios de comunicação social. São referência hoje, os políticos, as figuras do chamado ‘jet-set’ que vão aparecendo nas ‘ditas’ revistas ‘cor-de-rosa’, os futebolistas mais famosos, os artistas de cinema e telenovelas, os escritores e cantores nos ‘tops’ das vendas, os ‘pivots’ dos telejornais... enfim, as pessoas que nos falam e de quem os meios de comunicação social falam.&lt;br&gt;
Mas, verdade seja dita, a história é feita por muito mais gente. E há homens e mulheres que dão o que são e o que têm para que o mundo seja mais humano e, dessas e desses não se fala muito. Trata-se de gente discreta, simples, mas com um coração do tamanho do mundo, dispostos a dar tudo por tudo para que o mundo tenha alma, para que os direitos humanos sejam respeitados, para que ninguém fique fora da história.&lt;br&gt;
Conheci e conheço muitos destes heróis anónimos que, cá dentro ou lá fora, dão um toque de qualidade à vida, fazem autênticos milagres nas áreas da saúde, da educação, dos direitos humanos, da ecologia, da cidadania, da fé.&lt;br&gt;
Há que abrir os olhos a quem ajuda a abrir os corações. Há que mudar critérios de avaliação às práticas humanas, ultrapassando a enganadora eficiência de quem apenas produz coisas e riqueza: ajudar as pessoas a serem mais felizes, integrar quem está à margem, dar razões para viver e acreditar no futuro... é o mais importante para as pessoas. E os muitos heróis anónimos que actuam no palco discreto deste mundo da solidariedade merecem que os olhemos, respeitemos e imitemos.»&lt;br&gt;&lt;br&gt;

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&lt;span style="color:#dd8a37;"&gt;&lt;strong&gt;Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
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